Manaus, 22 de Setembro de 2018
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IEL e Dampi em prol da Indústria

Por: Jefter Guerra jguerra@jcam.com.br
11 Ago 2017, 20h00

Crédito:Walter Mendes
Para falar das ações realizadas pelo IEL (Instituto Euvaldo Lodi) e do Dampi (Departamento de Assistência à Média e Pequena e Indústria) é preciso explanar, antecipadamente um pouco sobre as ações da instituição ao qual ambas estão ligadas, a Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas).
Em um apoio conjunto aos interesses da indústria, o sistema Fieam investe no aperfeiçoamento da qualidade dos recursos humanos com atenções voltadas à educação, bem-estar social e capacitação técnica, atuando de forma decisiva na defesa dos valores regionais e apoio ao PIM (Polo Industrial de Manaus).

E nesse conjunto de interesses, há 47 anos inserindo jovens e adultos no mercado de trabalho, o IEL (Instituto Euvaldo Lodi) tem hoje no Estado do Amazonas mais de 3.444 Estagiários e Jovens Aprendiz, sem contar que o órgão é pioneiro na interação entre empresas e centros de conhecimento.
Andrea Guerra, superintendente do IEL disse que, através do Programa de Estágio Supervisionado, mais de 60 mil jovens estão cadastrados no instituto. "A remuneração do Jovem Aprendiz é definida pela empresa, mas tem como base o Salário Mínimo hora", explica ela.

Como participar
Para participar do Programa, o adolescente ou jovem deve possuir entre 14 a 24 anos incompletos, estar cursando o ensino fundamental ou médio ou tenham concluído o ensino médio.

No Brasil, o IEL foi criado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e vem, a cada dia, oferecendo soluções em Gestão Corporativa, Educação Empresarial e Desenvolvimento de Carreiras por meio de parcerias entre as empresas, órgãos governamentais, instituições educacionais e centros de pesquisa, além de estimular a competitividade e desenvolvimento tecnológico nas empresa.

Cursos e Programas
E para solucionar os problemas de Gestão de uma empresa, o Instituto oferece Cursos voltados para públicos como Executivos, Profissionais e Estudantes como; o Programa Jovem Aprendiz, que atua como instituição qualificadora para inserir jovens no mercado de trabalho formal com os cursos de Aprendizagem de Recepcionista, Auxiliar de Escritório e Operador de Caixa; o Programa de Estágio Supervisionado para estudantes de Nível Superior, Técnico ou Médio; as Pós-Graduação MBA em Gestão Industrial e Liderança para Inovação, realizados em parceria com a Faculdade da Indústria, instituição de ensino superior credenciada pelo MEC, ambos os cursos reconhecidos pelo MEC; e o Programa Inova Talentos, em parceria com o CNPq, que visa ampliar o número de profissionais qualificados em atividades de inovação no setor empresarial brasileiro.

O IEL também oferece Consultorias direcionadas de acordo com necessidade da empresa, visando fortalecer a competitividade e criar ambiente inovativo com abrangência da gestão do conhecimento; Diagnóstico de Gestão da Inovação que possui metodologia e ferramentas próprias, para auxiliar as empresas a desenvolverem a cultura da Gestão da Inovação, indispensável nos dias atuais; e o Banco de Ideias que cria experiências inovadoras por meio de captação de ideias para viabilizá-las dentro da empresa, além de proporcionar motivação extra para seus colaboradores.

Parceiros
Atualmente, o IEL possui 23 empresas parceiras através do Jovem Aprendiz e 283 empresas com estágio. "Por ser uma obrigação legal (em cumprimento à lei nº 8.069/90) empresas de diversos setores e portes contratam aprendizes. Contudo, devido a grande demanda de jovens a procura de oportunidades, as empresas buscam nas seleções jovens com perfis de comportamento mais abertos ao aprendizado, que tenham iniciativa e que estejam mais alinhados a filosofia da empresa. E cabe destacar, que nosso programa de aprendiz, além de proporcionar a formação profissional, tem foco no comportamento organizacional e postura profissional do jovem no ambiente de trabalho", explica ela.
Após o estágio, Guerra salienta que há um grande número de jovens que são contratados pelas empresas. Contudo, a iniciativa depende de fatores como a condição financeira da empresa e o desempenho do jovem na atividade desempenhada como estagiário na empresa.

E para os jovens com necessidades especiais, a lei resguarda que: O limite de idade máxima prevista não se aplica a aprendizes portadores de deficiência (§§ 5° e 6° do artigo 428 e artigo 433 da Consolidação das Leis do Trabalho), e o estágio poderá exceder 2 anos quando se tratar de estagiário portador de deficiência (lei 11.788/08, Cap. IV, Art. 11).

Mais assistência à média e pequena indústria local
Já o Dampi (Departamento de Assistência à Média e Pequena e Indústria) da Federação das Indústrias tem por missão apoiar os interesses das organizações e os empreendimentos industriais do Estado do Amazonas, por meio da vocação de desenvolver seus recursos humanos, assessorar seus processos de Gestão e incentivar esforços em prol da Qualidade, Produtividade e Competitividade.

De acordo com a coordenadora Geral do Dampi, Salete Braga da Costa Amoedo, o departamento promove capacitações e assessoramentos para o desenvolvimento dos recursos humanos das organizações do Amazonas através de programas e projetos. "O Programa Qualidade Amazonas incentiva as organizações a empreenderem esforços em prol da Qualidade, Produtividade e Competitividade, promovendo o uso dos modernos conceitos da qualidade por meio da sensibilização, capacitação e reconhecimento dos melhores desempenhos no Estado do Amazonas. Anualmente, o Programa realiza o PQA (Prêmio Qualidade Amazonas), que distingue as melhores práticas em Gestão e Processos das organizações do Amazonas", explica ela.

O departamento também executa os projetos Procompi (Programa de Apoio à Competitividade das Micros e Pequenas Indústrias), que tem por finalidade elevar a competitividade das indústrias de menor porte, por meio do estímulo à organização do setor, à melhoria da qualidade, ao aumento da produtividade, à absorção de tecnologias e ao respeito pelo meio ambiente. Além de contemplar projetos setoriais, atua nos APLs (Arranjos Produtivos Locais). Outra iniciativa gerida pelo Dampi, é o PDA (Programa de Desenvolvimento Associativo). " Que é uma iniciativa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) para aprimorar a atuação dos sindicatos e fortalecer o vínculo entre as indústrias, os sindicatos patronais representativos do setor, a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas e a CNI (Confederação Nacional da Indústria), tendo como premissa que, somente unidas, as indústrias terão força e voz para melhorar o ambiente de negócios do país. Também desenvolve o Projeto de Inovação para as Micros e Pequenas Empresas", salienta Salete. E há 45 anos o Dampi oferece treinamentos de reciclagem profissional de curta duração, direcionado para diversas áreas organizacionais, como: Gestão da Qualidade; Gestão Ambiental; Gestão de Recursos Humanos;Gestão Estratégica; Gestão de Logística; Gestão Financeira; Gestão de Produção; e Habilidades Gerenciais.

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