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Mais de 58 mil deixaram de sacar

Por: Cíntia Valadares
07 Ago 2017, 19h24

Crédito:Walter Mendes
No Amazonas 282.416 trabalhadores sacaram aproximadamente R$ 368,1 milhões das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), um número abaixo do esperado, segundo informações divulgadas pela Caixa Econômica Federal. A princípio foram identificados 341.206 trabalhadores, dos quais, 58.790 deixaram de sacar o valor disponível em conta.

De acordo com a instituição, no caso dos trabalhadores que não sacaram os valores até a data limite do calendário, que foi 31/07/2017, tais valores retornarão à conta vinculada do FGTS de titularidade do trabalhador e receberão atualização pela Taxa Referencial do período que permaneceu a disposição para saque, mais a remuneração pertinente ao período. A remuneração da conta vinculada do FGTS é de 3% ao ano. Ou seja, o trabalhador poderá utilizar o valor que não foi sacado para compra de imóveis e sacar após a solicitação da aposentadoria.

Ainda segundo a Caixa Econômica, esse valor poderá ser sacado caso o beneficiário seja presidiário ou comprove a impossibilidade de comparecer em uma unidade da Caixa Econômica por motivo de doença, pois esta situação está regulamentada de acordo com o Decreto Presidencial n°9.108/2017. Os demais apenas em casos de doenças graves e terminais poderão solicitar o saque do benefício.

Dados Nacionais
A Caixa Econômica Federal divulgou nesta segunda-feira, 07, uma errada com relação aos valores disponíveis para saque das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), de acordo com a instituição o valor disponível era de R$ 49,8 bilhões e não R$ 48, 9 bilhões, conforme informado anteriormente. Porém, os brasileiros sacaram R$ 44,032 bilhões das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

De acordo com a instituição, o valor injetado na economia acabou sendo maior que a estimativa inicial da própria instituição financeira, que informou inicialmente que R$ 43,6 bilhões estavam disponíveis para saque, mas acabou atualizando o valor disponível para R$ 49,8 bilhões (número já corrigido). O valor sacado, portanto, foi 88% do total disponível.

Para o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, o valor disponível para saque subiu graças à atualização das contas com a apresentação de documentos pelos trabalhadores. Isso adicionou R$ 4,95 bilhões disponíveis para saque com a inclusão de 2,48 milhões de contas que estavam "ativas" no sistema, mas que, na verdade, eram "inativas" e a apresentação dos documentos permitiu a regularização da situação dessa conta.

Segundo o banco, 25,910 milhões trabalhadores com direito a saque retiraram os recursos disponíveis. O universo equivale a 79% das contas inativas.

Saques ajudaram a dar 'certo alento' ao varejo
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, avaliou nesta segunda-feira, 7, que os saques de mais de R$ 44 bilhões das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ajudaram a dar "certo alento" ao varejo. Durante debate promovido na zona sul da capital paulista pelo Lide - Grupo de Líderes Empresariais, o ministro disse ver espaço para as famílias voltarem a consumir, citando também como justificativa a seu otimismo a reação nas concessões de crédito e a volta da geração de postos de trabalho.

Ele afirmou que a melhora na disponibilidade de crédito ainda não se percebe nos empréstimos às empresas, mas adiantou que o governo tentará contornar isso com o lançamento, previsto para os próximos meses, de uma linha especial de capital de giro do BNDES a pequenas companhias.
Durante o evento, onde fez uma apresentação sobre perspectivas para a economia brasileira, o ministro traçou um cenário de recuperação lenta, mas sustentável, do Produto Interno Bruto (PIB). Comentou que, com a inflação inferior ao centro da meta, os juros devem permanecer por "muitos anos" abaixo das taxas do passado.

Citando previsões do mercado, Dyogo afirmou que o PIB deve fechar 2017 com crescimento próximo de 0,3%. O ministro, que é economista de formação, considerou, no entanto, que após o crescimento de 1% de janeiro a março, a atividade econômica deve ficar perto da neutralidade - ou seja, próxima ao zero - no segundo trimestre, tendo em vista os indicadores mistos da economia.

Apesar da recuperação modesta prevista para o ano, Dyogo considerou que o Brasil deixou a recessão para trás e engatou um novo ciclo de crescimento, que deve se estender "por muito tempo". Esse crescimento não tem gerado, contudo, aumento de receitas ao governo, observou.

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