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Admirável mundo novo

Por: Hellen Miranda hmiranda@jcam.com.br
07 Ago 2017, 13h51

Crédito:Divulgação
É inegável que o uso de novas tecnologias revolucionaram a maneira como as pessoas compram, trabalham e se comunicam hoje em dia. Vivemos em um cenário de constantes transformações econômicas, tecnológicas e sociais, que impactam tudo a nossa volta. E como reflexo já existem muitas escolas consideradas do futuro que investem em áreas promissoras, como de jogos eletrônicos, robóticas, engenharias entre outras. Mas para isso é preciso ter profissionais que proporcionem ao estudante habilidades e técnicas para desenvolver tais aplicações com intuito de atender um mercado promissor.

Em Manaus, um deles é o coordenador e professor de jogos eletrônicos da UEA (Universidade do Estado do Amazonas), Jucimar Júnior. Ele é graduado em Ciência da Computação e tem doutorado e mestrado em Engenharia Elétrica na UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). "Quando criança brinquei com games como o famoso atari e sempre quis seguir esse caminho. Aliás, o profissional que fizer o mesmo tem que primeiramente gostar disso. Em 2014, após especializações fora da região tive a oportunidade de trazer um curso pioneiro nessa área e acredito que daqui a poucos anos, o Amazonas será um grande polo de jogos e aplicativos", disse. No ano passado, o jogo 'carreta furação' criado por alunos da universidade com ajuda do professor teve 500 mil dowloads, número recorde no Estado.

De acordo com ele, mesmo com o 'boom' tecnológico da informação nos últimos anos, as profissões ligadas a área ainda perdem para as mais tradicionais como medicina e direito. "Quando vou aos colégios para explicar programação de computação porque muitos alunos não sabem que tem essa vocação, percebo que as profissões antigas ainda são mais citadas. Mas é importante esclarecer que elas se modernizam pela computação, como um advogado ao conseguir uma sentença", comentou Jucimar destacando que independente disso, os profissionais de tecnologias serão as profissões do futuro. Para se ter uma ideia, o professor contou que mercado de jogos eletrônicos fatura mundialmente mais que a indústria de cinema e recomenda ter paixão e disciplina aos interessados em seguir o curso. "Tenho percebido que quando o aluno entra pra faculdade, o segundo grau foi basicamente um cursinho para entrar, uma vez que ele perdeu a parte de criatividade e inovação. Por isso, nós como educadores tentamos despertar o lado criativo e de raciocínio lógico por meio de programação, como no caso de computadores. O aluno tem que entender que programar é uma arte, é igual tocar violão", comparou.

Nova fase da educação
Na avaliação de Jucimar, a escola do futuro será aquela que integrará a programação no currículo para aumentar a criatividade do aluno. Ele defende que os professores atuantes em cursos voltados para a tecnologia já são muito bem preparados. "Nesse tipo de escola a informática, por exemplo, será tão importante quanto a de matemática e português. E com profissionais que proporcionem ao estudante habilidades e técnicas para desenvolver tais aplicações ele é incentivado a nunca parar", afirmou.

Referente ao papel do professor em áreas tão específicas, ele acredita que não perderá seu espaço com os avanços digitais. "É importante lembrar que mesmo em países avançados como a Coreia, a figura do professor é mantida, porque se percebeu que ele atua como guia e há investimento no profissional para que ajude o aluno a avançar. O ideal é que seja assim em todo lugar", defendeu.

Incentivando desde criança
A cidade também conta a escola de robótica Manáos Tech for Kids que é voltada para crianças e adolescentes, entre 6 e 16 anos, com cursos regulares divididos entre Padawans e Jedis (aprendiz de Jedi), uma referência à famosa série de filmes Star Wars. Nela o aluno encontrará um computador para cada, internet, robôs Mindstorms, impressora 3D, mesa padrão da First Lego League, além da ambientação criativa e inspiradora, com uma parede com os principais ícones de tecnologia e robótica.
Segundo um dos fundadores da escola, Glauco Aguiar, o objetivo é permitir que a criança aprenda a criar tecnologia e passe a se expressar por meio dela. "Queremos que possam criar e não só consumir tecnologia. E as turmas são reduzidas para melhor qualidade das aulas, cada um com sua máquina, sendo que um professor e um auxiliar acompanham e direcionam todo o aprendizado", disse.

Aficionados por tecnologia
O Samsung Ocean é um instituto que oferece cursos voltados a desenvolvedores e amantes de tecnologia. Ele é um centro de capacitação tecnológica com infraestrutura moderna voltada para treinamentos, palestras e atividades práticas abertas a diversos públicos. As aulas acontecem na sede do Ocean, na av. Darcy Vargas na Escola Superior de Tecnologia da UEA. No local, são oferecidos cursos livres e intensivos.

Professor do futuro
Para especialistas em gestão de carreiras, acreditam que o professor do futuro irá se destacar por ser um verdadeiro curador de conteúdos, um bom líder de equipe e um analista capaz de fazer diagnósticos cognitivos. Existem ainda três grupos principais de competências que devem acompanhar os profissionais da educação: as técnicas, as comportamentais e as de gestão. Com isso, o profissional deverá ter domínio do conteúdo e comunicação, bom relacionamento, além de estudar e acompanhar a atualização tecnológica.

Educação profissional
Para os profissionais da área pedagógica, a plataforma digital Brasil mais TI, parceria entre a Setec (Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica) do Ministério da Educação e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, oferece cursos livres de capacitação em tecnologia da informação. São vários cursos gratuitos na modalidade a distância e para participar, os usuários devem se cadastrar na página do programa na internet.

Carreiras promissoras
Em uma recente lista divulgada pela revista Exame, segmentos como engenharia genética, programador de software e analista de marketing digital estão entre as profissões eleitas por especialistas como as mais promissoras nos próximos anos.

A justificativa é que aumentou a concorrência de gente com diploma na praça, mas ainda há muitos campos a ser explorados.

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