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Relatório aponta alta de 2,71% nas vendas reais de supermercados em junho

Por: Cíntia Valadares e Assessoria
02 Ago 2017, 18h34

Crédito:Divulgação
Foi divulgada na última quinta-feira, 27, uma pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o estudo revelou que as vendas reais no setor cresceram 2,71% no mês de junho, se comparado ao mesmo período no ano passado. No comparativo com o mês de maio, a elevação foi e 0,59% (deflacionado pelo IPCA/IBGE). Entre janeiro e junho, as vendas reais apresentaram expansão de 0,95%.

De acordo com o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, esse aumento por conta de alguns fatores, dentre eles, as contratações feitas pelo mercado de trabalho."O mercado de trabalho apresentou um ligeiro aumento no número de contratações, de acordo com o Caged, e a inflação no primeiro semestre foi a mais baixa desde 1994, fatores que influenciam no poder de compra da população. Além disso, o crescimento das vendas de bens duráveis, com os recursos do FGTS, também impulsionou o resultado positivo", afirmou o presidente.

Em termos nominais, a alta em junho foi de 5,82% sobre igual período do ano anterior. Na comparação com maio, a expansão nominal foi de 0,36%. No acumulado do ano, o avanço sem descontar a inflação atingiu 5,26%.

A Abras informou que decidiu revisar de 1,3% para 1,5% a projeção de alta nas vendas reais do setor neste ano. A liberação do saldo da conta inativa do FGTS, a queda na inflação e o fato de o mercado de trabalho ter registrado leve melhora justificam a mudança, diz a entidade.

Projeção das vendas

A cesta de 35 produtos de largo consumo, analisada pela GfK a pedido da Abras registrou queda de 0,67% nos preços em junho ante maio, passando de R$ 467,62 para R$ 464,47. Já frente a junho de 2016, o valor da cesta caiu 1,87%.

As maiores quedas de preço no mês passado foram registradas em tomate, batata, cebola e pernil. Já as maiores altas foram de feijão, queijo mussarela, queijo prato e farinha de mandioca.

Em junho, somente as regiões Norte e Nordeste apresentaram alta nos preços na cesta Abrasmercado, 0,07% e 0,01%, respectivamente. A maior queda foi registrada na Região Centro-Oeste (-1,69%), impulsionada por Cuiabá (-5,65%) e Goiânia (-2,38%).

Segundo a Abras, os empresários do autosserviço estão menos otimistas em relação ao cenário macroeconômico, conforme apurado pelo Índice de Confiança do Supermercadista, elaborado pela Abras em parceria com a GfK.

O resultado apresentado na última pesquisa, realizada em junho, aponta 48,4 pontos (numa escala de 0 a 100), menor perspectiva desde junho de 2016 (que registrou 50,1 pontos). Quando perguntados sobre as expectativas para os próximos seis meses, considerando a situação econômica e de negócios do País e no mundo, os empresários foram mais otimistas: 46% dos entrevistados acreditam que suas empresas estarão melhores na comparação com o momento atual.





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