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Retratos de um gigante amazônida

Por: Cíntia Valadares
25 Jul 2017, 19h34

Crédito:Cesar Pinheiro
A Universidade do Estado do Amazonas (UEA), fundada em 2001, possui um dos maiores centros de projetos de extensão da Região Norte. Atualmente a instituição possuí 157 projetos em execução, tanto na capital como no interior. Todos esses projetos buscam envolver alunos, professores, pesquisadores e a comunidade.

E hoje vamos falar de alguns destes 157 projetos, o UNA-SUS Amazônia, o Go Amazon, e o Samsung Ocean, projetos que tem se destacado e trazido resultados positivos para o setor de pesquisas.

UNA-SUS Amazônia
O Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) foi criado pelo Ministério da Saúde em 2010 para atender as necessidades de capacitação e educação permanente dos profissionais da saúde que atuam no SUS. O Sistema é composto por três elementos: a rede colaborativa de instituições de ensino superior, que atualmente conta com 35 instituições de Ensino Superior, o Acervo de Recursos Educacionais em Saúde (ARES) e a Plataforma Arouca.

Inaugurado em 05 de outubro de 2016, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (UNA-SUS Amazônia) tem como missão o desenvolvimento de soluções tecnológicas educacionais que possibilitem a orientação permanente dos profissionais de saúde, vencendo a barreira de chegar a regiões remotas, vulneráveis, de difícil acesso e onde não há banda larga de acesso à internet. Neste caso, o acesso às informações se dará por meio do uso de aplicativos em smartphones ou tablets, que podem funcionar mesmo sem conexão contínua à web.

O UNA-SUS Amazônia utiliza os recursos provenientes da multinacional sul-coreana Samsung, voltados para Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Com isso desenvolvem a plataforma que vai levar aos lugares mais distantes o acesso ao material de estudo da Universidade Aberta do SUS.

De acordo com a coordenadora do UNA-SUS Amazônia, professora Waldeyde Magalhães, a instituição trabalha com o desenvolvimento de um aplicativo para que todos os profissionais da área da saúde possam ter acesso a educação continuada.

"Nesse projeto a gente se propõe a fazer a melhoria do processo, ou seja, existe a disponibilidade na nacional dos cursos para os profissionais, o que a gente tá fazendo é o desenvolvimento de um aplicativo onde eu vou ter uma sincronia com a rede nacional disponibilizando os materiais, o acesso ao acervo de forma offline, ou seja, mesmo que no local a pessoa não tenha acesso a internet, ela vai conseguir fazer uso do aplicativo e baixar os conteúdos", explicou a coordenadora.

A intenção da equipe técnica do UNA-SUS é que até novembro deste ano, eles lancem um protótipo do aplicativo. "Queremos lançar esse aplicativo no final do ano e em 2018 estar disponibilizando o acesso, porque segundo o que se vê, o que funcionar aqui na nossa região com toda essa diversidade, com certeza vai funcionar no resto do Brasil, então é esse o nosso desafio, tentar levar conhecimento aos profissionais de saúde de todos os municípios do Amazonas e depois ao restante do país", disse Waldeyde.

A equipe do UNA-SUS é formada por 26 profissionais fixos e tende a aumentar na segunda etapa do projeto.

Go Amazon
O Go Amazon é uma iniciativa de várias instituições brasileiras e estrangeiras, para o monitoramento da química da atmosfera e o entendimento de como a poluição do ar afeta o processo de formação de nuvens na região. É uma iniciativa de cooperação internacional, e a UEA é peça importante nesse processo de cooperação e coordena um projeto na Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas). "O ponto central dessa iniciativa é fortalecimento dessa linha de pesquisa na região, porque o nosso desafio e capacitar recursos humanos aqui pra nossa região e os resultados destas pesquisas são importantes para para o conhecimento científico e do ponto de vista pratico para a nossa região é tão importante quanto as pesquisas, capacitar esses recursos humanos e fazer com que eles fiquem em nossa região", explicou o coordenador do projeto, professor Rodrigo Souza.
O projeto hoje conta com alunos de graduação, mestrado e doutorado todos trabalhando nesta pesquisa. O projeto praticamente teve o seu ciclo finalizado, alguns pontos científicos foram levantados, mas de acordo com o coordenador o mais importante é que o projeto não para por ai. "As pesquisas continuam, estamos agora numa fase de novos projetos", disse.

Em Manaus o projeto Go Amazon é desenvolvido em três instituições diferentes, cada uma com uma base de investigação diferente da outra, participam da pesquisa o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a UEA.

O projeto funciona através de uma parceria entre a Universidade de Harvard.
Com equipamentos modernos o observatório consegui ter acesso a informações como alerta de chuvas, alagações e deslizamentos, que são repassadas diretamente para a Defesa Civil. No entanto, existem outros desafios, o professor acredita que é preciso que a população tenha acesso a essas informações.
"Nós precisamos conscientizar a população com essas informaçõe, não alarmar as pessoas, mas por exemplo, a pessoa está em casa e recebe um alerta de deslizamento de terra, pelo menos ela tem tempo de sair deste local e se abrigar em uma região mais segura, mas tudo isso esbarra no fator custo, pois as empresas até gostam da ideia, mas não tem o interesse de bancar o custo desse projeto", comentou Souza.

Samsung Ocean é referência
O Ocean é uma iniciativa mundial da Samsung, trazida ao Brasil, para incentivar o desenvolvimento de soluções em tecnologia móvel, utilizando plataformas e ferramentas da Samsung, e fomentar a criação de novas empresas de base tecnológica (startups). Com modernas instalações, o Ocean oferece gratuitamente capacitação técnica combinada com temas relacionados à usabilidade e empreendedorismo, além do contato com especialistas da Samsung e do mercado. Baixe agora o aplicativo Samsung Ocean e acompanhe a agenda de eventos das unidades de São Paulo e Manaus. No local, são oferecidos cursos de livres (aulas de aproximadamente 4 horas sobre um assunto) e intensivos (cursos semestrais com 200 horas de carga).

Em Manaus, o Ocean é resultado da parceria estabelecida entra a UEA e multinacional coreana Samsung, que decidiu implantar o Ocean no Brasil (na filial em São Paulo) e, agora, no território amazonense. Os laboratórios são os primeiros do tipo fora da Coreia do Sul, terra natal da empresa.

De acordo com o coordenador em exercício, o professor Sílvio Marques, o Samsung Ocean é um projeto de pesquisa e desenvolvimento, cujo o objetivo é prover um ambiente para o desenvolvimento das novas tecnologias de aplicativos. O projeto está baseado em três pilares.

1º Pilar - As turmas abertas: com um portfólio de cursos para o desenvolvimento de aplicativos, de programação, são turmas abertas que a UEA tem continuamente;
2º Pilar - As turmas fechadas: focadas no P&D da empresa em áreas onde ela tem interesse em desenvolver pesquisas com mais profundidade;
3º Pilar - O desenvolvimento dos games: a empreendedores e empresas que queiram desenvolver games.
"Então são turmas abertas, turmas fechadas e desenvolvimentos de games de modo geral, são os três pilares do projeto que já existe há três anos", informou o coordenador.

Segundo o professor pesquisador do projeto, Allan Bezerra, o Ocean é um ator dentro do contexto da economia criativa. "Onde a gente rever o conceito de ter a nossa economia, para não dependermos apenas do polo fabril, lógico tudo isso dentro do nosso contexto, pois estamos aqui desenvolvento tecnologias observando as necessidades locais", disse Bezerra. Dentro do Ocean já foram desenvolvidos aproximadamente 300 aplicativos.

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