Manaus, 20 de Setembro de 2018
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Retratos da retração econômica

Por: Hellen Miranda hmiranda@jcam.com.br
12 Jul 2017, 19h59

Crédito:Walter Mendes
Mesmo sendo o segundo mês mais importante para o comércio, maio registrou queda de 2,4% no volume de vendas no setor varejista do Amazonas em relação a abril, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com o levantamento divulgado nesta quarta-feira (12), foi a segunda queda registrada no ano para o setor, que teve o primeiro recuo em fevereiro (-0,7%). O segmento também apresentou variação negativa de 1,4% para receita nominal. Por outro lado, na comparação com maio de 2016 o volume de vendas apontou crescimento de 7,8%, e 4,5% nos cinco primeiros meses deste ano. Já em relação aos últimos doze meses, as vendas voltaram a cair e recuaram -4,1%.

Na avaliação do presidente da Fecomércio (Federação do Comercio do Amazonas), José Roberto Trados, a variação negativa registrada em maio, após dois meses consecutivos de resultados positivos - abril (3,1%) e março (0,7%) - é reflexo de escândalos políticos. "A economia teve um processo ascendente com uma discreta recuperação de emprego, queda das taxas de inflação e juros, aumento das exportações que impactaram na reversão no cenário. Mas com as denuncias ao governo feitas por executivos, justamente em maio acabaram provocando o retorno do clima de instabilidade econômica e motivou as pessoas a voltarem a temer pelo futuro", analisou.

Segundo o IBGE, em maio o setor teve queda de 2,4% em relação a abril no volume de vendas, na série com ajuste sazonal. Nessa mesma comparação, a receita nominal mostrou variação de -3,2%. O indicador acumulado nos últimos doze meses também registrou queda com -4,1%, mas permaneceu sinalizando redução no ritmo de queda iniciado em janeiro deste ano (-9,5%). Já no confronto com igual mês do ano anterior, o volume de vendas cresceu 7,8%, quinta taxa positiva consecutiva no ano. Com isso, de janeiro a maio o índice de volume do varejo do Amazonas acumulou alta de 4,5%.

"No mês das mães o comércio local não conseguiu manter o nível de abril quado apresentou crescimento de 3,1%. Mesmo assim, o saldo de 2017 ainda é bem favorável quando comparado com a situação do ano anterior", informou o IBGE. Para o presidente da Fecomério, houve uma somatória de ações que contribuíram para os resultados positivos na comparação com 2016. "Leva-se em consideração o rearranjo econômico, a mudança de governo e as reformas que motivaram o que já citei: queda de taxas de juros, alta da exportações e uma leve diminuição de desemprego", observou Tadros destacando que o pagamento do FGTS inativo foi uma contribuição pontual. Ele comentou que para a economia entrar de vez na rota de desenvolvimento no segundo semestre dependerá dos próximos passos da crise politica brasileira.

A pesquisa revela ainda que, a receita nominal de vendas do Amazonas apresentou variação de 7,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior; 7,3% de acumulado no ano e de 3,3%, nos últimos doze meses.
Varejo ampliado

O volume de vendas do comércio ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção também apresentou desempenho positivo em maio com variação de 13,7% em relação a igual mês de 2016. Já as taxas tiveram alta de 5,5% no ano e de 4% nos últimos 12 meses.

Segundo o IBGE, a receita nominal do comércio ampliado não poderia ser diferente e chegou a 13,7% em maio deste ano. O indicador também representa melhora na comparação com os meses de abril(9,8%) e março (5,9%). Já a variação acumulada no ano do comércio ampliado foi a 8,2% e nos últimos 12 meses a 1,3%Já o acumulado no ano chegou a -6,7% e nos últimos doze meses -7,4%.

Nacional
Em termos de Brasil, o decréscimo (-0,1%) apresentado no volume de vendas nacionais alcançou em maio 14 das 27 Unidades da Federação com destaque para Amapá (-3,7%); Sergipe (-3,1%); Santa Catarina (-2,7%). Por outro lado, 12 das 27 Unidades da Federação mostraram crescimento com as maiores taxas vindo de Distrito Federal (2,7%); Goiás (2,5%) e Tocantins (2,4%). Alagoas (0,0%) registrou estabilidade frente a abril de 2017.

Na comparação com maio de 2016, o crescimento do volume de vendas no varejo nacional (2,4%) alcançou 20 dos 27 Unidades da Federação. Os Estados de Santa Catarina (11,6%) e Alagoas (9,3%) tiveram destaque nesse tipo de confronto e Sergipe (-9,6%) e Goiás (-6,2%) como os maiores recuos no volume de vendas.

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