Manaus, 17 de Novembro de 2018
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Protestos contra reforma trabalhista nesta sexta-feira

Por: Jefter Guerra jguerra@jcam.com.br
29 Jun 2017, 15h33

Crédito:Divulgação
Acompanhando movimento nacional contra a reformas trabalhista e previdenciária, mais de 5 mil trabalhadores de Manaus, incluindo os servidores públicos federais, vão participar, nesta sexta-feira (30) do Dia de Greve Geral, convocado pelas principais centrais sindicais do país e frentes de luta 'Fora Temer' e 'Brasil Popular'.

Em alusão ao dia, uma passeata vai começar às 7h, na Praça da Saudade, e às 9h iniciará uma grande caminhada por todo o centro de Manaus.

A decisão foi tomada na tarde da última quarta (28), durante plenária geral na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (SindMetal-AM), da qual participaram representantes de várias categorias e movimentos sociais, com a direção da Central Única de Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e CSP-Conlutas, entre outras associações sindicais.

"Além dessa atividade conjunta, os trabalhadores realizarão diversas atividades de conscientização em suas bases durante todo dia. Algumas categorias já definiram pela greve, como petroleiros, professores universitários e servidores públicos federais", informa Luis Cláudio Corrêa, vice-presidente do Sindicato dos Servidores do Tribunal Regional do Trabalho no Amazonas e Roraima (Sitra-AM/RR), e membro da Frente de Lutas Manaus Fora Temer Contra a Retirada de Direitos.

Os representantes das centrais afirmam que movimento desta sexta será prolongado, com o objetivo de atingir o máximo de trabalhadores durante todo o dia de greve, finalizando a partir de 16h, na Praça do Congresso, também no Centro, com apresentações culturais e novas manifestações das entidades presentes.

"As entidades convocam todos os trabalhadores a apoiarem o movimento grevista como a única arma capaz de barrar as reformas do governo Temer, que para nós, não tem legitimidade para propor tais medidas, principalmente por ser denunciado por corrupção em pleno exercício do governo", frisa Corrêa.

A expectativa é de que a paralisação de amanhã supere a greve geral do dia 28 de abril, quando milhares de trabalhadores e trabalhadoras marcham pelas ruas das principais cidades brasileiras lutando pela defesa de seus direitos constitucionais. No ato desta sexta-feira, os manifestantes também defenderão a saída de Michel Temer da presidência, que consideram ilegítimo e que cada vez mais se atola num mar de denúncias e corrupção.

Votação
Com 16 votos a favor, 9 contrários e 1 abstenção, foi aprovado nesta quarta-feira (28) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado o relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) favorável à reforma trabalhista. Os senadores também rejeitaram todas as sugestões de emendas destacadas para serem analisadas separadamente.

Mesmo com o protesto dos oposicionistas, a comissão aprovou ainda o regime de urgência para o projeto ir para plenário. Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado, afirmou que pautará a matéria imediatamente.

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