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Amazonas na contramão do emprego

Por: Hellen Miranda hmiranda@jcam.com.br
21 Jun 2017, 13h54

Crédito:Walter Mendes
O Amazonas amargou queda no número de postos de trabalho em maio, apontou o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados ontem (20) pelo MTPS (Ministério do Trabalho e Previdência Social). Segundo os dados foram 10,4 mil contratações contra 10,6 mil desligamentos, com saldo negativo de 225 empregos formais. Apesar de o índice ainda ser negativo, os números mostram uma diminuição expressiva em relação a maio de 2016, quando foram extintas 10,8 mil vagas com carteira assinada e 9,8 mil admissões, com saldo de -924. Os setores que impulsionaram os resultados negativos foram a indústria, com saldo de 686 desligamentos, o comércio com eliminação de 123 postos e a construção civil, com a diminuição de 108 vagas. Por outro lado, o setor de serviços apresentou o maior saldo positivo com 727 admissões.

Na avaliação do presidente da Fieam (Federação da Indústria do Estado do Amazonas), Antônio Silva, os resultados negativos relacionados ao segmento industrial contabilizados pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) evidenciam que as demissões continuam acontecendo. Ele comenta que os escândalos políticos do país, somados a falta de segurança jurídica afetam diretamente a economia e geração de emprego. "Querendo ou não essa situação atinge o pilar econômico, por manter o cenário de insegurança e afastando os investimentos. Além disso tem a urgência na reforma trabalhista e mais particular, a questão das taxas da Suframa, que recolhe o dinheiro que deveria fomentar o desenvolvimento local. Nessa última vamos entrar com uma ação na Justiça", contou.

Segundo Silva, as contratações só devem voltar a acontecer após a decisão do empasse político. "Enquanto não houver projetos e correções dos rumos para deixar o país mais forte, ficaremos a mercê da instabilidade financeira e mais desemprego", frisou o presidente da Fieam.

De acordo com o Caged, no total maio teve 10,4 mil contratações e 10,6 mil desligamentos em todo o Estado, com o saldo de -225 vagas que equivale à redução de 0,06% em relação a abril. No mesmo período de 2016, o Amazonas chegou ao saldo -924 vagas, quando houve 9,8 mil contratações e 10,8 mil desligamentos no período. Nos últimos 12 meses o número de vagas encerradas chegou a -9,9 mil.

Setores
A indústria de transformação foi o setor que mais demitiu em maio, com saldo de 686 desligamentos, impactado principalmente pelas indústrias mecânica (-344) e produtos minerais não metálicos(-108). Durante o mês foram 2,1 mil contratações contra 2,8 demissões no pátio industrial. A variação foi de -0,68% se comparado a abril de 2017, quando houve 2,4 mil contratados e 2,7 mil demitidos. Já nos últimos 12 meses, foram 31,8 mil contratações contra 33 mil desligamentos nesse período, representando saldo negativo de 1,1 mil.

O comércio foi o segmento com o segundo maior número de vagas de emprego encerradas com -123, puxado pela atividade varejista, que perdeu 222 empregos. No quinto mês, o setor contratou 2,8 mil e demitiu 2,9 mil. No mesmo período de 2016, o Amazonas chegou a fechar 102 vagas, quando houve 3 mil contratações e 3,1 mil desligamentos no período. Nos últimos 12 meses o número do setor chegou a -852 vagas.

Em contrapartida, a atividade de serviços puxou o resultado positivo com 767 vagas. Os principais impactos vieram dos serviços de administração de imóveis (355) e alojamento e alimentação (344). No período, o setor admitiu 4,3 mil pessoas e perdeu 3,6 mil. A variação foi de 0,45% se comparado ao mês anterior, quando houve 3,1 mil contratados e 2,9 mil demitidos. Em doze meses, foram 49,8 mil contratações contra 53,4 mil desligamentos nesse período ou -3,6 mil vagas.

Mesmo ritmo de queda
No quinto mês do ano, Manaus teve saldo negativo de 337 vagas de trabalho com a admissão de 9,6 mil trabalhadores e demissão de 9,9 mil. Em doze meses, foram 126,4 mil contratações e 135,8 mil desligamentos na capital. Os setores que impulsionaram os resultados negativos foram a indústria com saldo de -733, desligando 2,6 mil trabalhadores contra 1,9 contratados. Em seguida aparece o comércio com eliminação de 2,7 mil postos. Já o setor de serviços encerrou o mês de maio com saldo positivo de 738 vagas.

Nacional
No país foram criadas 34,2 mil empregos com carteira assinada em maio deste ano, segundo o Caged. Esse foi o segundo mês seguido de abertura de empregos na economia brasileira e, também, o primeiro mês de maio com contratações em três anos. No acumulado dos cinco primeiros meses, foram criadas 48.543 vagas formais. Já nos últimos doze meses foi registrada a demissão de 853.665 trabalhadores. Com isso, o total de trabalhadores empregados no país, com carteira assinada, somou 38,36 milhões de pessoas em maio, contra 39,22 milhões no mesmo período do ano passado.

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