Manaus, 22 de Setembro de 2018
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Prefeitura lamenta desordem em manifestação contra Uber e Yet Go

Por: Hellen Miranda hmiranda@jcam.com.br
19 Jun 2017, 16h54

Crédito:Walter Mendes
Em resposta a manifestação realizada por um grupo de mototaxistas e taxistas nesta manhã (19), para pedir a regulamentação ou fiscalização do Uber e dos transportes clandestinos na cidade, a Prefeitura de Manaus emitiu uma nota repudiando o ocorrido. Segundo o texto, a prefeitura sempre esteve de portas abertas e procura manter o diálogo com a categoria, sendo os representantes atendidos diversas vezes pelo poder público municipal. Ainda de acordo com a nota, a atitude de hoje não buscou o entendimento e dá indicativo de razões políticas para tal.

A Prefeitura disse lamentar a maneira desordeira com que os permissionários dos serviços de táxi e mototáxi agiram, causando transtornos ao trânsito e oferecendo risco à população ao atearem fogo em pneus em frente à sede desta administração, localizada na avenida Brasil, no bairro Compensa, zona Oeste da cidade. As faixas exclusivas das Av. Constantino Nery e Torquato Tapajós chegaram a ser liberadas pelo Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) para aliviar o trânsito da área.

A nota esclarece ainda, que tem buscado, por meio da SMTU (Superintendência Municipal de Transportes Urbanos), ordenar o transporte coletivo da capital, promovendo melhorias, como a renovação da frota, e fiscalizando os serviços de transportes irregulares. Segundo a prefeitura, somente neste ano, já foram apreendidos 1.094 veículos de transporte clandestinos.

"Vale destacar também que, no que se refere aos serviços de transporte de passageiros por meio do uso de aplicativos, o município aguarda a votação de lei federal que regulamentará tal profissão. Até lá, as fiscalizações visam a manter a legalidade das atividades desenvolvidas em Manaus. A prefeitura tudo fará para manter a governabilidade e não hesitará em identificar e denunciar infiltrações de interesses políticos na legítima manifestação popular", informou na nota.

Entenda o caso
Pela manhã, um grupo de mototaxistas e taxistas seguiu pela avenida Djalma Batista, depois Boulevard Álvaro Maia e avenida Brasil, nesta última inclusive foram ateados fogos em pneus. Enquanto isso, outra parte do grupo iniciou a manifestação em frente à sede da prefeitura, que teve a entrada e saída de pessoas bloqueada pelos manifestantes. A decisão ocorreu após o grupo não ser recebido pelo prefeito Arthur Virgílio Neto. Tanto mototaxistas quanto taxistas alegam prejuízos de pelo menos 40% desde que o Uber começou a operar na capital. Vários trechos na capital sentiram o reflexo da manifestação que tornou o trânsito lento.




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