Manaus, 19 de Novembro de 2018
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David Almeida toma posição

Por: Hellen Miranda hmiranda@jcam.com.br
16 Jun 2017, 14h01

Crédito:Bruno Zanardo
O governador do Amazonas, David Almeida (PSD), afirmou ontem em coletiva que vai ficar de fora das eleições suplementares do governo do Estado, deixando espaço para que Amazonino Mendes venha para a disputa. "Não se iludam, vão enrolar até sexta e não irão me dar o partido para disputar. Eu conheço. Estou ciente, o candidato será o Amazonino que tem marqueteiro, tem agência e tem tudo. Por isso não vou me desgastar", afirmou. Nesse contexto, reforçou que não é obrigado a apoiar o candidato de seu partido para as eleições suplementares , marcada para o dia 6 de agosto. "Não vou brigar com Omar, nem com o partido e nem me indispor na política, mas eu tomei uma posição e tenho o direito disso", disse ele durante coletiva em que anunciou economia de R$ 315 milhões para o Estado em renegociações de contratos.

Com 36 dias a frente do governo, David contou que mesmo com a escolha do partido, liderado pelo senador Omar Aziz permanece tendo esperança na candidatura. "Quem não tem vontade de ser o governador? Mas não tenho marqueteiro, não tenho cientista político, o que tenho é convicção em Deus. Se encontrarem em mim condições necessárias até o dia 16 eu aceito ser candidato, mas não depende de mim. A decisão é dele -Omar", frisou.

O governador confirmou que sempre seguiu as orientações de Omar, chegando a romper em certa ocasião com o também senador Eduardo Braga. "E sou muito leal de fato, apoiei em eleições como da Venessa Grazziotin, José Melo, Marcelo Ramos e atendi todos os pedidos, mas como já disse agora me dou o direto de não seguir a orientação do meu líder político", reforçou.

Almeida comentou ainda em tom de ironia, que recentemente chegou a receber um convite para compor a chapa. "Recebi um convite ridículo de renunciar e ser o vice do Amazonino que dei foi gargalhadas. Eu disse não para ser vice e não para apoiar a sua candidatura. O resto até sexta-feira terão muitos desdobramentos", comentou ele reafirmando que não pretende fazer inimigos políticos. "O que construí foi uma forma clara e limpa de respeitar as pessoas, tendo divergências sim no campo das ideias e opiniões, nunca no campo pessoal", completou.

Cortes
Na coletiva, David Almeida anunciou que terão renegociações de contratos nas secretarias do Estado, gerando uma economia de R$ 315 milhões. As pastas que terão os descontos são da Susam (Secretaria de Estado de Saúde) com cortes de R$ 202 milhões, Seduc (Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino) com R$ 101 milhões e a Casa Militar com diminuição de R$ 12 milhões. Segundo Almeida, os cortes têm o intuito de enxugar gastos e a verba cortada será redirecionada para outros fins, como asfaltamento de municípios do interior do Amazonas.

"Vimos que alguns contratos não são necessários e outros são zero prioridade. Então vamos redefinir contratos que podem ter descontos de até 20% para enxugar custos, gerando uma economia de R$ 315 milhões para o Estado. E assim redirecionando esses recursos para arcar com outras despesas", disse. A Umanizzare, empresa que faz gestão dos presídios do Amazonas, também terá contratos analisados pelo governo.

Almeida disse ter marcado uma reunião com a empresa para discutir os contratos e trabalhos feitos no Estado e ainda contou que municípios do Amazonas têm recebido obras de asfaltamento, entre eles, Manacapuru (R$ 21 milhões), Itacoatiara (R$ 20 milhões) e Parintins (R$ 18 milhões).

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