Manaus, 23 de Setembro de 2018
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Recuperação leve no varejo

Por: Priscila Caldas pcaldas@jcam.com.br
13 Jun 2017, 20h01

Crédito:Walter Mendes
O comércio varejista amazonense registrou, pelo quarto mês consecutivo, crescimento nas vendas. No mês de abril o índice do volume de comercialização teve incremento de 9,9% em relação a igual período do ano anterior. Na comparação com o mês de março deste ano, os números também foram crescentes em 2,6%. A nível nacional, o Amazonas foi o quarto Estado a ter aquecimento nas vendas no varejo, ficando atrás de São Paulo (8,2%), Goiás (4,1%) e Acre (3,6%). Os números são da Pesquisa Mensal do Comércio divulgada na terça-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na avaliação dos empresários do comércio, os resultados positivos são reflexos das medidas implementadas pela equipe econômica do Governo Federal, no primeiro trimestre do ano. Eles afirmam que há um início de uma retomada na confiança do consumidor para fazer novos investimentos.

Em relação ao comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e material de construção, o avanço em relação a março de 2016 foi de 7,5% para o volume de vendas e de 9,8% para a receita nominal. No que tange às taxas acumuladas, as variações foram de 3,5% no ano e de queda de 6,3% nos últimos 12 meses para o volume de vendas, já para receita nominal as taxas foram de 6,9% e redução de 0,5%, respectivamente.

De acordo com o presidente da Fecomércio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas), Roberto Tadros, as implementações das medidas por parte da equipe econômica do Governo Federal começaram a surtir efeito e consequentemente, a confiança do consumidor começa a ser retomada. Ele analisa que a demanda reprimida, por parte do cidadão que passou mais de um ano sem consumir, principalmente bens considerados supérfluos, agora, volta a investir.

"No último ano vivemos o auge da crise política e econômica com o fim do governo Dilma Rousseff. Tivemos inúmeros fatores negativos que marcaram o andamento do país. Após a posse do governo de Michel Temer, com a atuação da equipe econômica, a economia começou a entrar no ritmo mais equilibrado, os saldos da balança comercial aumentaram, assim como a credibilidade do consumidor. Quem deixou de consumir por insegurança, agora volta a investir e isso aconteceu em abril, uma demanda reprimida. A tendência é de melhores índices para o segundo semestre", afirmou.

O empresário ainda ressaltou que as reformas tributária, trabalhista e previdenciária, que estão em tramitação no Congresso Nacional, são indispensáveis para que os rumos do cenário econômico se mantenham em boas conduções.

"As legislações do Brasil precisam ser modernizadas. O país opera por meio de uma CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) criada na década de 40, período em que as comunicações 'engatinhavam' no país e os meios de transporte se resumiam a navios. As legislações precisam ser adequadas aos dias atuais", expressou.

Segundo Tadros, as vendas do comércio no período do dia dos namorados foi considerada razoável em relação à data no último ano. "Os valores dos presentes foram fixados entre R$100 e R$200", disse.

Conjuntura
O presidente da assembleia geral e do conselho superior da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ismael Bicharra, também atribuiu os melhores resultados do comércio no mês de abril ao andamento dos trâmites do cenário político nacional. Ele explica que o comércio, no Amazonas, sente os impactos sejam positivos ou negativos quase que instantaneamente. Isso acontece devido à dependência do Estado em relação ao PIM (Polo Industrial de Manaus).

"A situação do Brasil é atípica. Se não tivéssemos esse problema político, que ainda não está totalmente esclarecido, estaríamos com números muito mais positivos no comércio local. O Amazonas é o primeiro Estado a sofrer com a crise econômica porque quando a indústria começa a demitir, logo as vendas do comércio são afetadas. Mas, quando a indústria começa a produzir e a contratar, temos o reflexo positivo nas comercializações. Acreditamos que a economia está 'entrando no trilho' e isso é resultado do trabalho feito pela equipe econômica que é séria independente do governo", comentou o empresário.

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