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Combate na região terá R$ 80 milhões

Por: Jefter Guerra jguerra@jcam.com.br
02 Jun 2017, 19h53

As ações de proteção ambiental do Censipam envolvem uma série de ações integradas no território da Amazônia. São atividades que vão desde o desenvolvimento de estudos e projetos, com eixos temáticos definidos (desflorestamento, detecção de raios e meteorologia) com vistas a avaliar e monitorar os impactos da ação antrópica, até a aplicação de técnicas de geoprocessamento e de sensoriamento remoto, ambos voltados à caracterização desses impactos e de suas medidas mitigadoras, apoiadas por uma logística local implantada.

De acordo com o gerente do Censipam (Centro Regional de Manaus do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), Bruno da Gama Monteiro, este ano a Amazônia Legal receberá um investimento de R$ 63,9 milhões para implantação do Projeto Amazônia SAR aprovado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) com recursos não-reembolsáveis do Fundo Amazônia. "Outros R$ 16,6 milhões são do Orçamento da União, somando R$ 80,5 milhões que serão aplicados no combate ao desmatamento ilegal e outros ilícitos na Amazônia Legal", afirma o gerente.

Projeto Cartografia da Amazônia
E segundo o gerente, ainda está em andamento o Projeto Cartografia da Amazônia, coordenado pelo Censipam e executado pelo Exército, Marinha, Aeronáutica e o Ministério de Minas e Energia, por meio do CPRM (Serviço Geológico do Brasil). "Esse projeto terá um custo total de aproximadamente R$ 350 milhões e tem como objetivo concluir as cartografias terrestre, geológica e náutica dos 35% do território da região da Amazônia sem informações na escala de 1:100.000. E há 6 propostas de acabar com os "vazios cartográficos" que contribuirá no desenvolvimento econômico, social e na proteção da região amazônica", informa ele.

As cartografias auxiliam no planejamento e execução dos projetos de infraestrutura como rodovias, ferrovias, gasodutos e hidrelétricas, além da demarcação de áreas de assentamentos, áreas de mineração, agronegócio, elaboração de zoneamento ecológico, econômico e ordenamento territorial, segurança territorial, escoamento da produção e desenvolvimento regional. "As informações contidas nessas cartografias também ajudarão no conhecimento da Amazônia brasileira e na geração de informações estratégicas para monitoramento de segurança e defesa nacional, em especial, áreas de fronteiras", afirma ele

Gama ressalta que o projeto destina recursos para investimentos como: modernização dos sistemas de aquisição e processamento de dados de aeronaves especializadas em sensoriamento remoto, software e hardware para o tratamento e processamento dos dados e imagens, capacitação de recursos humanos e já permitiu a disponibilização de 5 (cinco) navios hidrográficos para realizar a cartografia náutica.

Monitoramento
Os dados oficiais de monitoramento da Amazônia são divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), no endereço eletrônico: http://www.obt.inpe.br/prodes/index.php, resultantes do Prodes (Projeto Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite). "Esse projeto realiza o monitoramento por satélites do desmatamento por corte raso na Amazônia Legal e produz, desde 1988, as taxas anuais de desmatamento na região, que são usadas pelo governo brasileiro para o estabelecimento de políticas públicas. As taxas anuais são estimadas a partir dos incrementos de desmatamento identificados em cada imagem de satélite que cobre a Amazônia Legal", salienta ele.

Proteção
E para a proteção e o combate ao desmatamento na Amazônia Legal, Gama ressalta que as principais ações do Censipam são integradas e encontram-se vinculadas à Coordenação Operacional e Coordenação de Inteligência. Na área operacional destacam-se as atividades desenvolvidas nas divisões de: Sensoriamento Remoto SAR, Meteorologia e Proteção Ambiental. "A SAR, por exemplo, tem por objetivo monitorar a Amazônia durante os meses de clima meteorológico adverso (de outubro a abril) por meio de imagens de radar orbital, obtidas a partir de uma antena de recepção, tecnologia que permite observar a superfície terrestre mesmo com a densa cobertura de nuvens".

Gama explica que o foco do Sensoriamento é coibir o desmatamento ilegal identificando ilícitos, encaminhando as informações para o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) executar operações de fiscalização. "Essas informações também são disponibilizadas ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) para compor o banco de dados do Sistema de Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real)".

Por meio da antena de recepção SAR (Radar de Abertura Sintética), o Censipam passa a adquirir o sinal de satélite, recebendo as imagens em tempo real, propiciando mais rapidez e possibilitando o aprimoramento na identificação de ilícitos associados à análise do desmatamento, identificação de pista de pouso, e áreas de garimpo. "As análises efetuadas nas imagens ópticas utilizadas também para esse fim são limitadas, uma vez que as mesmas são facilmente bloqueadas pela presença de nuvens", salienta o gerente.

O Censipam dispõe ainda, de 11 radares meteorológicos instalados em municípios nos Estados de Roraima, Amazonas, Rondônia, Acre, Pará, Amapá e Maranhão.

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