Manaus, 22 de Setembro de 2018
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Estímulo ao consumo no varejo

Por: Hellen Miranda hmiranda@jcam.com.br
01 Jun 2017, 14h11

Com intuito de conscientizar a população da alta carga de impostos no país e apoiar a simplificação tributária, acontece hoje o DLI (Dia da Liberdade de Impostos) em várias cidades brasileiras. Na capital amazonense, a 9ª edição do evento será realizada no Amazonas Shopping, das 10h às 22h, onde mais de 60 lojas adeptas a campanha ofertarão produtos com até 80%. A ação é comandada pela CDL Jovem (Câmara de Dirigentes Lojistas Jovem).

De acordo com o coordenador da entidade, Erick Bandeira, a ideia do DLI é advertir para a altíssima carga tributária paga pelo consumidor e o baixo retorno na forma de serviços prestados pelo Estado. "São 151 dias do ano trabalhados apenas para pagar impostos e neste ano, mesmo com toda recessão econômica aumentaram os impostos sem oferecer um serviço de excelência, penalizando a população", disse. O Brasil figura na lista dos países que possuem uma das maiores cargas tributárias do mundo e até o dia 31 de maio já havia sido arrecadado R$1 trilhão em impostos.

A edição é exclusiva para as lojas do Amazonas shopping, onde mais de 60 estabelecimentos aderiram a campanha e ofertarão produtos desde joias a alimentos com até 80% na data. "A participação é opcional e as lojas adeptas estarão sinalizadas, também teremos 40 associados ajudando e orientando os clientes durante a ação", contou Bandeira destacando que a campanha é séria e os descontos são reais. Ele afirma que metade do valor de alguns produtos, algumas vezes até mais do que isso, é referente somente aos impostos cobrados. "Um videogame tem 72% de imposto embutido no seu preço.
A cerveja tem 55%, sapatos 58%, celular 33% e picolé 38,6%", exemplificou. Segundo Bandeira, ação não prejudica a arrecadação municipal, estadual ou federal, já que quem paga a diferença do imposto é o próprio lojista.

A CDL Jovem Manaus, que antes realizava a campanha somente em postos de combustíveis, passou a inovar desde 2016, levando-a ao shopping e virando case nacional. Em 2017, diversas outras capitais brasileiras também promoverão a campanha em centros de compras. Além do Amazonas, participarão do DLI os Estados do Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Boas ofertas
A presidente da Alasc (Associação dos Lojistas do Amazonas Shopping Center), Mercedes Martinê, contou que as lojas estão preparadas para atender a demanda de clientes e os lojistas se mantêm otimistas com a movimentação de vendas durante o DLI. "Já vinhamos nos organizando para disponibilizar ótimas ofertas. Muitas lojas colocarão todos as suas mercadorias com descontos e outras apenas alguns, mas o mínimo é de, pelo menos, três produtos", garantiu.

Mercedes reforçou que é alta a carga tributária do país, em todos os segmentos e ressaltou a importância da ação. "Os cinco primeiros meses do ano trabalhamos apenas para pagar impostos no Brasil e a campanha, que é uma forma de protesto contra o alto peso da carga tributária é uma ferramenta muito importante para conscientizar e mostrar ao consumidor sobre a quantidade de imposto que é pago por cada produto", ressaltou a presidente da Alasc.

Impostômetro
Dos R$ 913 bilhões pagou em tributos no país nos cinco primeiros do ano, R$ 11 bilhões correspondem aos contribuintes amazonenses, apontou o impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). Segundo dados do painel eletrônico, a arrecadação do Estado representa 1,24% do total dos tributos cobrados no Brasil. A ferramenta aponta ainda que, R$ 513 milhões foram desembolsados pelos consumidores de Manaus. No mesmo período de 2016, a capital amazonense arrecadou R$ 457milhões. Já o Amazonas registrou a marca de R$ 9,7 bilhões.

Para os empresários
Segundo a Pesquisa realizada pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), este ano, apontou que oito em cada dez empresários de varejo e serviços consideram importante a reforma tributária.

Para eles, a alta carga tributária inibe também o investimento dos empresários em seus negócios e na geração de empregos. O estudo mostrou ainda que 77% dos empresários entrevistados acreditam que a reforma melhoraria a economia do país de alguma forma. Desse montante, os principais resultados positivos seriam a geração de empregos (60%), o aumento na capacidade de investimento nos negócios (41%) e incentivo na criação de novos negócios (38%).

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