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Vendas retomam estabilidade no ano

Por: Priscila Caldas pcaldas@jcam.com.br
31 Mai 2017, 19h28

Na contramão da crise econômica nacional, o setor de supermercados, na capital, registrou crescimento de 5% nas vendas no período de janeiro a maio deste ano em comparação a igual período de 2016. Nos primeiros cinco meses do ano o segmento recebeu, pelo menos, quatro novos estabelecimentos entre varejistas e atacadistas. Segundo a Amase (Associação Amazonense de Supermercados), os números, apesar de serem positivos não representam uma retomada no cenário econômico, mas apontam para o início da estabilidade nas vendas, com projeção de crescimento para o segundo semestre.

Conforme o vice-presidente da Amase, Alexuel Rodrigues, o crescimento do setor nos primeiros meses de 2017, mesmo em meio ao período de instabilidade econômica, é justificado por disponibilizar produtos considerados como de alta necessidade ao consumidor final, itens essenciais que compõem a cesta básica. Ele explica que os supermercadistas amargam queda nas comercializações desde 2014 e que para conseguirem manter as atividades e chegarem à expansão, em alguns casos, foi necessário manter o preço de venda dos itens, sem maiores reajustes.
"O preço de custo dos itens aumentou, mas o valor de venda, não. As margens diminuíram. Como resultado, tivemos demissões expressivas ao longo dos últimos 3 anos", informou o representante. "Tivemos corte de 15% da mão de obra no último ano. Hoje, o setor conta com cerca de 50 mil trabalhadores, considerando médias e grandes empresas", completou.

Segundo Rodrigues, em decorrência do fator crise econômica, além do aumento no preço de custo dos produtos, os empresários também registraram uma readequação nas escolhas do consumidor. O cliente passou a optar pelo item oferecido pelo valor mais baixo, mas ao mesmo tempo priorizando a qualidade. "Observamos que houve uma troca na hora de escolher um item. O cliente procura produtos mais baratos mas que também ofereça qualidade".

Rodrigues também destacou a expansão comercial do setor, que somente nos primeiros meses deste ano registraram pelo menos quatro novos estabelecimentos entre varejistas e atacadistas. Ele citou o supermercado Baratão da Carne, inaugurado recentemente no bairro Japiim, zona sul; o Atack Hiperatacado, no bairro Alvorada, zona centro-oeste; supermercado DB localizado na rua Efigênio Sales, zona centro-sul; e ainda nesta semana, a inauguração do supermercado Vitória, na avenida Torquato Tapajós, zona norte. "Percebemos que há empresários que investem, enquanto outros estacionam. Mas, vemos um aumento na demanda. O setor cresce automaticamente conforme a necessidade do consumidor. Para este ano, não há mais previsão de novas inaugurações", anunciou. "Nossa expectativa é de manter as vendas e superar o faturamento de 2016", completou.

De acordo com o gerente de marketing do grupo DB, Guto Corbett, a demanda pelos itens comercializados pelo supermercado se mantém, mas ele desacredita que o resultado positivo sinalize recuperação econômica, mesmo com a inauguração de uma nova loja do grupo no início do ano. O gerente também falou sobre resultados decrescentes nno faturamento nos últimos 3 anos.

"A demanda se mantém, mas não vejo ainda como sinal de recuperação. Esperamos uma melhora na economia e isso acontece quando a escala decrescente estagna. Somente dessa forma os empregos serão retomados e o setor de alimentos terá maior impulso porque se o dinheiro circula o consumidor compra mais. Esperamos manter o volume de vendas no segundo semestre em relação a 2016", disse.

Vendas registraram alta de 0,50%
De janeiro a abril as vendas do setor supermercadista em valores reais acumularam alta de 0,50%, na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com o Índice Nacional de Vendas ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados).

Em abril, as vendas, deflacionadas pelo IPCA/IBGE, apresentaram alta de 4,06% na comparação com o mês de março e alta de 6,27% em relação ao mesmo mês do ano de 2016. Em valores nominais, as vendas do setor registraram alta de 4,20% em relação ao mês de março e, quando comparadas a abril do ano anterior, alta de 10,65%. No acumulado do ano, as vendas cresceram 5,25%. Em relação ao valor da cesta básica, em abril, a região Norte apresentou redução de 0,12% e no Nordeste a queda foi de 0,14%. Três regiões apresentaram alta: Sudeste (2,38%), Sul (2,06%) e Centro-Oeste (0,69%). 

Comentários (1)

  • WALDENYR BARBOSA GOMES05/06/2017

    O mais importante é citar nominalmente os produtos mais procurados para se ter uma ideia da procura pelas classes A B e C , e se realmente o amazonense principalmente o manauense está com bala na agulha para comprar produtos que o satisfaçam, agora ficar olhando os produtos que gostariam de levar para sua mesa e não poder em virtude do preço alto e ficar apenas no desejo, aí meus amigos não vale a pena. Pelo que entendi a maioria dos fregueses frequentam mais é a padaria dos supermercados a procura do PÃO NOSSO DE TODOS OS DIAS, que nem todos podem compra-los, mas vamos torcer para que um dia a classe C poderá virar esse jogo desigual e injusto!!!

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