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Amazonense pagou R$ 11 bi

Por: Hellen Miranda hmiranda@jcam.com.br
30 Mai 2017, 14h16

Dos R$ 902 bilhões pagos em tributos no país, de janeiro deste ano até ontem (29), R$ 11 bilhões correspondem ao Amazonas, apontou o impostômetro. Segundo dados do painel eletrônico, a arrecadação do Estado representa 1,24% do total dos tributos cobrados no Brasil. A ferramenta aponta ainda que, R$ 507 milhões foram desembolsados pelos consumidores de Manaus. No mesmo período de 2016, a capital amazonense arrecadou quase R$ 452 milhões. Já o Amazonas registrou a marca de R$ 9,6 bilhões.

Na avaliação do economista, Francisco Mourão Filho, o aumento na arrecadação do Estado é resultado de fatores como o aquecimento do PIM (Polo Industrial de Manaus), bem como a estabilização do dólar. "Essa alta é reflexo dos pedidos do setor da indústria em períodos como o Dia da Mães, que geralmente movimenta o polo de eletreletrônico e informática. Além disso, nesse período o dólar permaneceu estável, contribuindo para que o distrito importasse mais", explicou o especialista acrescentando que, a liberação do FGTS de contas inativas pelo governo federal também somou para o aumento na arrecadação. "Quando o consumidor paga suas dívidas, ele vai consumir, o que gera produção e emprego. Tudo é um ciclo", analisou.

Instalado em Manaus em maio de 2014, o painel eletrônico funciona na fachada da Faculdade Maurício de Nassau, na avenida Djalma Batista, zona Centro- Sul da capital. A estimativa do impostômetro é que até o fim do ano, aproximadamente R$ 26,5 bilhões sejam arrecadados no Amazonas. Em 2015, esse valor chegou a R$ 24,8 bilhões e 2016 caiu para R$ 23 bilhões. Em Manaus, a projeção alcança a casa de R$ 1 bilhão. Segundo Mourão Filho, não há necessidade e nem possibilidade de aumentar impostos no Brasil, visto que a carga tributária já é uma das maiores do mundo. Para ele, a atual situação política volta a estagnar a economia.

"Antes disso, estávamos vendo uma luz no fim do túnel, com dados positivos de taxas e do PIB, ou seja, criou-se estabilidade e volta da confiança dos investidores. Mas com denúncias que chegaram até a presidência, voltamos a ver o dólar disparar e a negativa das bolsas. Então, enquanto não houver nova definição na questão política, toda a especulação econômica é incerta", afirmou o economista. Mourão Filho ressaltou ainda que, no Brasil paga-se muito imposto, mas pouco desse dinheiro se reverte em serviços e bem-estar social.

O coordenador da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) Jovem de Manaus, Erick Bandeira de Melo, comentou que a quantidade de impostos pagos equivale ao trabalho dos brasileiros, contando do dia 1º de janeiro a 1º de junho, "Ao todo, são 151 dias do ano trabalhados apenas para pagar impostos". Ele afirmou que metade do valor de alguns produtos, algumas vezes até mais do que isso, é referente somente aos impostos cobrados. Segundo a estimativa feita pela entidade, com base em estudo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) mostra que em 2017, os brasileiros vão trabalhar cinco meses para pagar impostos.

Dia da Liberdade de Impostos
Nesta quinta feira (1°), o comércio varejista amazonense terá grandes descontos em vários estabelecimentos com a realização da 9ª edição do DLI (Dia da Liberdade de Impostos), ação comandada pela CDL Jovem. O evento acontece no Amazonas Shopping, das 10h às 22h, onde os lojistas adeptos à campanha, reduzirão os impostos do valor dos produtos, vendendo-os pelo preço real. Para marcar a data, mil lojas e 10 shoppings em todo território nacional vão oferecer produtos com até 80% de desconto. Postos de gasolina também vão aderir a ação com a venda de 100 mil litros de combustível com cerca de 40% de desconto.

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