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Reconhecimento por mérito

Por: Jefter Guerra jguerra@jcam.com.br
30 Mai 2017, 14h12

O terceiro homenageado da noite, foi o general Guilherme Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira, 62 anos, ao receber a medalha da ordem do mérito industrial Moysés Israel, condecoração concedida bianualmente pela Federação das Indústrias.

Em sua fala da noite, o general disse estar muito emocionado com a honraria. "Pois sei que essa homenagem é uma conquista dessas autoridades com grande porte e participação na economia do nosso Estado. E ao ser indicado pelo presidente Antônio Silva, me deixou muito orgulhoso, vaidosos, mas mantendo aquela humildade de todos os militares de saber que esse reconhecimento é para o Exército Brasileiro na pessoa do general Theóphilo. E mais ainda, por ser o prêmio Moysés Israel, que conheci e foi um amazônida batalhador até o final da sua vida. Querendo sempre fazer e acontecer, principalmente ao falar sobre as queimadas espontâneas e processo de combate ao desmatamento", lembrou ele emocionado.

Carioca, o general, que atualmente comanda a Logística do Exército, em Brasília, diz que servir na Amazônia é um privilégio, mas lutar por seu desenvolvimento sustentável é uma obrigação. "Todos os elementos (da Amazônia) geram riquezas que podem proporcionar o desenvolvimento socioeconômico da região, desde que explorados de uma forma que não comprometa o equilíbrio ecológico", diz.

O militar serviu na Amazônia no comando da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada (2007/09), da 12ª Região Militar (2012/13) e do Comando Militar da Amazônia (2014/16). A experiência permitiu ao general Theophilo conhecer os desafios da Amazônia, para quem a região ainda aguarda ser ocupada e integrada ao restante do Brasil.

O quarto homenageado da noite a receber a medalha da ordem do mérito industrial Moysés Israel, foi o ex-governador do Estado do Amazonas, Amazonino Armando Mendes.

Para ele, toda homenagem é bem gratificante. Sob tudo quando se é um homem público. "Pois ela é carregada pela posse da gratidão, que é algo muito bonito no ser humano. E neste caso, eu diria, em especial, a referência é do inesquecível Moysés Israel, um exemplo extraordinário de cidadão, de várias demonstrações desse apreço ao coletivo como um bom amazonense.

Ainda sobre a vida do empresário fundador da Fieam no Amazonas, Amazonino lembrou quando Moysés, de forma desprendida, livrou-se de uma gleba de terra rica no município de Itacoatiara para construir lá escolas profissionalizantes para a juventude.

"Ele era um homem notável. E como empresário, tinha sua vida realizada com total desprendimento. E ele fazia isso por suas convicções mesmo. Então, isso enobrece esta homenagem que me assiste de forma muito carinhosa. Por isso, sou muito grato à Federação das Indústrias por essa lembrança", considerou o ex-governador.

Amazonino, não é o primeiro político a receber o Mérito Industrial no Estado -antes dele, foram agraciados Bernardo Cabral e Serafim Corrêa -passa a integrar um grupo de personalidades como o então arcebispo de Manaus, dom Luiz Soares Vieira, e o ministro Mauro Campbell.

Placa para Industrial do Ano de 2017
Na sequência a Federação entregou a Placa Industrial do ano de 2017, ao empresário Carlos Alberto de Souto Maior Conde, 69, proprietário da Panificadora Conde do Pão.

Para a Conde, a homenagem foi uma grata surpresa. "E nós estamos no ramo de panificação há 40 anos e sermos reconhecido com essa placa pela Federação, é extremamente gratificante.

O empresário aproveitou o momento solene para, também falar dos próximos passos da empresa. "Estamos em andamento com o projeto de abrirmos uma indústria para a fabricação de pães congelados em 2018. Pois vejo que estamos recebendo muitos pães congelados de outros Estados. e acredito, que temos como prevalecer este mercado em nossa cidade", finalizou ele.

Conde é proprietário da rede de panificadoras Conde do Pão, empresa estabelecida em Manaus há mais de 40 anos, inicialmente como mercearia. Hoje com cinco lojas, a empresa tem apresentado um crescimento anual de 10% na produção de pães. Está nos planos futuros do empreendedor uma fábrica de pães, doces e salgados para dar suporte à rede de modo mais adequado. O empresário diz que o setor de panificação local deve avançar quando a Lei Orgânica do Município autorizar a fabricação de pães congelados.

"Trabalhar bastante, oferecer produtos diversificados e manter a família unida e trabalhando no negócio". É assim que o empresário define a receita para a bem-sucedida trajetória da Panificadora Conde do Pão.

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