Manaus, 16 de Novembro de 2018
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Para se ouvir com atenção

Por: Evaldo Ferreira eferreira@jcam.com.br
23 Mai 2017, 19h17

A fonoaudiologia é uma profissão relativamente nova no Brasil, principalmente em Manaus. O fonoaudiólogo Ewerton Guimas integrou a primeira turma desse curso na Nilton Lins e está formado há apenas treze anos.

"Entre as nossas atribuições estão a prevenção, a habilitação e a reabilitação da voz, da audição, da motricidade oral, da leitura e da escrita", explicou Ewerton, que atua no centro auditivo Fonomed.

Mas um dos maiores problemas atendidos pelo fonoaudiólogo em sua clínica são os de audição. "Geralmente as pessoas não costumam notar que estão perdendo a audição, porque, é um mal assintomático, ou seja, é silencioso. As pessoas só se dão conta que estão com o problema quando percebem que não conseguem mais entender o que os outros lhes falam. Se o tratamento for feito de imediato, a perda da audição pode ser minimizada através de aparelhos auditivos, com o uso a médio e longo prazo. A pessoa passa a ter uma qualidade de vida muito boa, voltando a ouvir novamente e, consequentemente, comunicando-se melhor e interagindo com o mundo dos ouvintes", contou.

Ewerton explicou que comercializa de aparelhos básicos até os mais avançados, "com conectividade aos aparelhos eletrônicos, celulares, televisores, enfim, um verdadeiro arsenal tecnológico".

O médico apontou duas situações mais comuns para esse aumento de perda de audição. "A primeira é que as pessoas estão ficando cada vez mais velhas e, à medida que os anos passam, nossos órgãos vão deixando de funcionar corretamente. Outro motivo é o excesso de barulho na cidade. Quem viveu na Manaus de 40 anos atrás deve lembrar que era uma cidade silenciosa. Hoje vivemos cercados pelo barulho de carros, motos, sons altos, buzinas. Tudo isso pode prejudicar nossa audição", falou.

Outros fatores seriam vários tipos de doenças, acidentes e até quimioterapia. "Estudos recentes mostram que a quimioterapia, em determinados casos e ainda não se sabe porque, podem provocar a surdez", disse.

Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) indicam que a surdez afeta 5% da população mundial, especificamente 32 milhões de crianças, e 60% desses casos podem ser prevenidos. Desses 60%, 31% se devem a doenças como sarampo, caxumba, rubéola ou meningite. Outros 17% correspondem a complicações durante o parto, incluindo nascimentos prematuros, bebês abaixo do peso ou com icterícia. Os 40% restantes são de causas genéticas e irreversíveis.

Ewerton aconselhou as pessoas a prestarem atenção na própria audição. Ao primeiro sinal de estar tendo dificuldades para entender o que os outros falam, deve-se procurar um especialista para tratar da situação. "Se trouxermos essa porcentagem de 5% de surdos na população mundial para a população de Manaus, que gira em torno de dois milhões de pessoas, teríamos 100 mil com essa deficiência", explicou.

A arte da oratória
Aplicando outras habilidades relativas à fonoaudiologia, Ewerton começará a promover, em breve, cursos de oratória, a arte de falar em público, porém com a capacidade de informar, influenciar e entreter quem ouve.

"Muitas pessoas sabem falar em público, mas não sabem ser objetivas. Falam demais e acabam ficando enfadonhas. Outras têm alterações na dicção, falam errado ou carregam no sotaque. Todos esses pontos serão corrigidos nos nossos cursos. Alguns deles que posso destacar são: colocar entonação na voz, falar as palavras sem pressa e corretamente e, o principal, conquistar a atenção do público. Não é necessário ter a voz de um William Bonner para vencer como orador. O que se precisa aprender é conquistar os ouvintes através do que você fala", ensinou.

Os tipos de surdez
Surdez neurossensorial
Nesse tipo de surdez ocorre lesão nas células nervosas e sensoriais que levam o estímulo do som da cóclea até o cérebro. As doenças que atingem a cóclea e o nervo auditivo raramente têm tratamento. O uso de medicamentos ototóxicos (que lesionam o aparelho auditivo) também pode levar à surdez. Alguns deles são os antibióticos, aminoglicosídeos e salicilatos. Por isso a automedicação não deve ser feita em hipótese alguma.

Surdez por condução
Quando dizemos que a perda auditiva é por condução, isso quer dizer que há algo bloqueando a passagem do som da orelha externa até a orelha interna. Ela pode ocorrer pelo rompimento do tímpano, excesso de cera que se acumula no canal auditivo, introdução de algum material no canal auditivo. Infecção nos ossículos da orelha média também pode causar a surdez por condução. Esse tipo de surdez é revertido por medicamentos ou cirurgia.

Surdez central
Outro tipo de perda auditiva é chamado de surdez central. Ocorre à medida que envelhecemos e faz parte de um processo natural do corpo. Assim como a visão e o coração, o sistema auditivo da pessoa também sofre desgaste ao longo dos anos, e a maneira como a pessoa trata os ouvidos ao longo da vida influencia bastante na presbiacusia (nome técnico dado à surdez por envelhecimento).

A surdez, em alguns casos é reversível, em outros, não. Há no mercado aparelhos auditivos que amplificam o som, ajudando a pessoa a ouvir melhor. O uso destes aparelhos depende da causa da surdez e de indicação médica.

Como prevenir a perda auditiva
3 Evitar a exposição a ruídos intensos; se for realmente necessário, usar tampões de ouvido;
3Exames pré-natais na gestante pode evitar surdez na criança;
3Vacinação da criança para impedir que tenha contato com doenças que deixem sequelas como a surdez;
3Não tomar remédios ototóxicos sem prescrição médica.

O QUE?
Fonomed Aparelhos Auditivos

ONDE?
Rua Tapajós, 845 A, Centro

INFORMAÇÕES?
(92) 3633-8437

Comentários (3)

  • WALDENYR BARBOSA GOMES24/05/2017

    Para ser um bom orador não é necessariamente ter uma boa dição. mas sim obedecendo às normas gramaticais, se você analisar bem, o Brasil é um país com dimensões continentais, veja o amazonense é um povo educado e nesse modo em muitas frases proferidas ele lembra o nordestino, o carioca fala chiando em muitas palavras, paulista é outro povo que fala arranhando quando fala, o gaúcho e todo povo do sul têm suas nuances que diferem no linguajar, completando assim uma mistura de vozes num verdadeiro coral dissonante no que se refere a pronúncia e dicção principalmente a pronúncia das palavras. Mas para ser um ótimo orador ele tem que ser comedido em seus GESTOS, o orador que gesticula muito cansa o ouvinte e torna-se uma coisa enfadonha e chata ao interlocutor.

  • WALDENYR BARBOSA GOMES24/05/2017

    Para ser um bom orador não é necessariamente ter uma boa dição. mas sim obedecendo às normas gramaticais, se você analisar bem, o Brasil é um país com dimensões continentais, veja o amazonense é um povo educado e nesse modo em muitas frases proferidas ele lembra o nordestino, o carioca fala chiando em muitas palavras, paulista é outro povo que fala arranhando quando fala, o gaúcho e todo povo do sul têm suas nuances que diferem no linguajar, completando assim uma mistura de vozes num verdadeiro coral dissonante no que se refere a pronúncia e dicção principalmente a pronúncia das palavras. Mas para ser um ótimo orador ele tem que ser comedido em seus GESTOS, o orador que gesticula muito cansa o ouvinte e torna-se uma coisa enfadonha e chata ao interlocutor.

  • WALDENYR BARBOSA GOMES24/05/2017

    Para ser um bom orador não é necessariamente ter uma boa dição. mas sim obedecendo às normas gramaticais, se você analisar bem, o Brasil é um país com dimensões continentais, veja o amazonense é um povo educado e nesse modo em muitas frases proferidas ele lembra o nordestino, o carioca fala chiando em muitas palavras, paulista é outro povo que fala arranhando quando fala, o gaúcho e todo povo do sul têm suas nuances que diferem no linguajar, completando assim uma mistura de vozes num verdadeiro coral dissonante no que se refere a pronúncia e dicção principalmente a pronúncia das palavras. Mas para ser um ótimo orador ele tem que ser comedido em seus GESTOS, o orador que gesticula muito cansa o ouvinte e torna-se uma coisa enfadonha e chata ao interlocutor.

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