Manaus, 17 de Novembro de 2018
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Manaus lidera desocupação

Por: Jefter Guerra jguerra@jcam.com.br
18 Mai 2017, 19h28

Manaus, segundo a pesquisa da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) contínua realizada pelo IBGE, é o município com a maior taxa de desocupados (desempregados) do país.

Com 21,1 pontos percentuais, a capital amazonense está na frente dos municípios de São Luiz (MA), com 19, 3, e Aracaju (SE), com 17. Segundo o ranking, Florianópolis (SC) é o município com o menor índice de desemprego do país, com apenas 6,3 .

E referente ao desemprego na região metropolitana da Capital, a pesquisa apontou também como sendo a maior taxa do país. Em primeiro lugar com 20.3 pontos percentuais, a região ficou na frente de Aracaju (SE), com 19.3, e Macapá (AP), com 18.4. E em vigésimo lugar, a região metropolitana de Florianópolis (SC) continuo tendo a menor taxa de desocupação, 7,4 pontos percentuais.

E refente ao desemprego a força de trabalho em âmbito estadual, a pesquisa apontou que o Amazonas está em terceiro lugar. Com 17,7 portos percentuais, o estado só está abaixo dos estados da Bahia, com 18.6, e Amapá, com 18,5 percentuais. Em vigésimo lugar, Santa Catarina se mantêm com a menor taxa de desocupação, apenas 7,9 pontos percentuais.

De acordo com o Chefe do IBGE Amazonas, Ilkleson Mendes, a pesquisa foi realizada em todo o Brasil, "No Amazonas foram 55 municípios pesquisados, com um pouco mais de 5 mil domicílios vistados pelos pesquisadores. E foi considerada a mais alta taxa de toda a série de pesquisada realizada pelo IBGE que começou no primeiro trimestre de 2012", alerta Mendes.

Mendes explica que não foram todos os municípios do Estado pesquisados, porém a amostragem, após a tabulação, permitiu um resuldo resultado para todo o Estado.

Os resultados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua - foram divulgados na manhã de ontem, 18, na sede do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na avenida São Jorge, 624, bairro São Jorge.

E segundo Mendes, os resultados têm a finalidade de informar a população sobre os dados do mercado de trabalho no Amazonas, Região Metropolitana de Manaus e Manaus (capital) referente as pessoas de 14 anos ou mais de idade.

Vale ressaltar que pesquisa foi realizada no 1º trimestre de 2017, que corresponde aos meses de Janeiro, Fevereiro e Março.

Comparativo

No comparativo ao ano anterior, a taxa de desocupação no Amazonas no primeiro trimestre de 2017 foi de 17,7%. A variação em relação ao trimestre anterior foi de 2,9 pontos percentuais, mantendo-se com uma variação de alta. Na comparação com mesmo trimestre do ano anterior, a variação foi de 5 pontos percentuais.

Já na Região Metropolitana de Manaus, a pesquisa apontou que a taxa de desocupação, no primeiro trimestre deste ano alcançou 20,3%, com crescimento de 5,5 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. "É a maior taxa de toda a série histórica da pesquisa iniciada em 2012. E coloca a RM de Manaus com a maior taxa de desocupação das RM do país", afirmou o chefe do IBGE Manaus.

E na capital, a taxa de desocupação foi de 21,1% no mesmo trimestre. "Crescimento de 2,3 pontos percentuais na comparação com o trimestre anterior e 4,5 pontos na comparação com igual mês do ano anterior.

Com os dados no Amazonas, a PNAD Contínua levantou que o quadro mais grave de desocupação nos três níveis territoriais divulgados, ocorreu na capital.

Sobre as condições dos pesquisadores no ato da pesquisam Mendes revela está cada vez mais difícil de realizar este trabalho de domicílio em domicílio dada as resistências dos moradores em atender os nossos entrevistadores, principalmente nos bairros de classe média alta e classe alta.

Acompanhe detalhadamente o nível de ocupação e desocupação em relação as pessoas com idade de trabalho, que é de 14 anos para cima, segundo PNAD:

Nível de Ocupação

O nível de ocupação que representa o percentual de pessoas ocupadas em relação as pessoas em idade de trabalhar chegou a 52,8% no primeiro trimestre, com uma variação de 0 (zero) pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e -1,3 pontos em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

"A queda desse índice, indica a diminuição do número de pessoas ocupadas entre aquelas que possuem idade para trabalhar. O que também é um reflexo da falta de vagas o mercado de trabalho. Assim como no trimestre anterior; nesse trimestre, o Amazonas apresentou o mais baixo nível de ocupação da série (52,8%)".

Taxa de participação na força de trabalho

A taxa de participação na força de trabalho no primeiro trimestre foi de 64,2%. Em relação ao trimestre anterior essa taxa teve crescimento de 2,1 pontos percentuais. Na comparação com igual trimestre de 2016, a variação foi de 2,2 pp. A taxa de participação na força de trabalho representa o número de pessoas na força de trabalho em relação àquelas em idade de trabalhar.

Em idade de Trabalhar

No primeiro trimestre de 2017, a população em idade de trabalhar no Amazonas alcançou 2.853 mil pessoas. A variação teve um crescimento em relação ao trimestre anterior de 0,6% (18 mil pessoas). Já na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior (2016), a variação foi de 1,5% (43 mil pessoas). O que representa a inserção de novas pessoas em idade para trabalhar, que são aquelas que possuem 14 anos ou mais de idade.


Na força de trabalho

A população na força de trabalho compreende as pessoas que estavam ocupadas e as que estavam desocupadas, ou seja, disponível para o trabalho. No primeiro trimestre desse ano, este grupo, alcançou 1.831mil pessoas; variando em relação ao trimestre anterior em 4,1% (72 mil pessoas). Já com relação ao mesmo trimestre de 2016 a variação foi de 5,1% (89 mil pessoas). A cada trimestre aumenta o número de pessoas que entram nesse grupo. Representando o grupo dos ocupados e dos dispostos para trabalhar.

Ocupada
No Amazonas, o número de pessoas ocupadas no primeiro trimestre de 2017 foi de 1.507 mil pessoas. A variação em relação ao trimestre anterior chegou a 0,6% (9 mil pessoas). Já com relação ao mesmo trimestre de 2016, a variação foi de -0,9% (-14 mil pessoas).

Embora o número de pessoas ocupadas tenha um pequeno aumento; a taxa de desocupação aumenta em função de que mais pessoas entram no mercado de trabalho (força de trabalho) a cada período.

Em Manaus, o número de pessoas ocupadas caiu de 848 mil no último trimestre do ano passado, para 835 mil no primeiro trimestre dese ano, o que mostrou uma variação de -1,5%. Ja na comparação com igual trimestre de 2016, a variação representou 2,6%, uma diferença de 23 mil pessoas a menos.

Desocupada

No primeiro trimestre, o número de pessoas desocupadas que procuraram trabalho no Estado foi de 324 mil pessoas. Comparado com o trimestre anterior, a variação foi de 24,3% (63 mil pessoas). Ja na comparação com igual periodo de 2016 avariação ficou em 46,5%(103 mil pessoas).

Fora da Força de Trabalho
As pessoas fora da força de trabalho são aquelas que não estavam ocupadas e nem desocupadas. Ou seja, não tinham interesse em trabalhar por um motivo ou outro. Este grupo, alcançou 1.022 mil pessoas no último trimestre de 2016. A variação em relação ao trimestre anterior teve queda de -5%(-54 mil pessoas). E na comparação com igual trimestre do ano anterior(2016) a variação foi de -4,3% (-45 mil pessoas).

Taxas de desocupação nas Capitais

Manaus (AM) 21,1;
São Luís (MA) 19,3;
Aracaju (SE) 17;
Maceió (AL) 16,5;
Macapá (AP) 16,5;
Rio Branco (AC) 16,4;
Natal (RN) 15,6;
Salvador (BA) 15,3;
Palmas (TO) 15,1;
Belo Horizonte (MG) 14,5;
Belém (PA) 14,5;
Recife (PE) 14,3;
Brasília (DF) 14,1;
São Paulo (SP) 14,1;
Cuiabá (MT) 13,2;
Fortaleza (CE) 13;
João Pessoa (PB) 12,9;
Teresina (PI) 11,9;
Porto Velho (RO) 11,5;
Rio de Janeiro (RJ) 11,4;
Vitória (ES) 11,4; 2
Curitiba (PR)11,2;
Porto Alegre (RS) 10;
Boa Vista (RR) 10;
Goiânia (GO) 8,9;
Campo Grande (MS) 8,7;
Florianópolis (SC) 6,3.

Fonte: IBGE - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua trimestral

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