Manaus, 19 de Setembro de 2018
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Expansão da fibra óptica no Estado

Por: Priscila Caldas pcaldas@jcam.com.br
09 Mai 2017, 13h51

Em até 20 dias os municípios de Manaus, Manacapuru, Coari e Novo Airão estarão interligados por cabos subfluviais de fibra óptica que permitirão o acesso à internet. O CMA (Comando Militar da Amazônia) iniciou na segunda-feira (8) os trabalhos da terceira etapa do projeto Amazônia Conectada com a liberação da balsa que permitirá o lançamento de cabos com a extensão total de 600 quilômetros. Segundo o Exército, gerente do projeto, a expectativa é que as cidades recebam o sinal da banda larga no menor tempo possível, porém, fenômenos naturais, como a enchente, por exemplo, podem atrapalhar o processo de instalação e prolongar o término dos trabalhos.

De acordo com o General de Brigada e chefe do Estado Maior do CMA, Edson Rosty, a primeira etapa dos trabalhos consiste no lançamento dos cabos ópticos e para que a internet chegue às comunidades é necessário iluminar os cabos por meio de equipamentos ópticos que permitam o fráfego do sinal. Ele explica que até o momento os cabos fazem ligação até os municípios de Tefé e Coari e o projeto depende da instalação dos cabos entre Coari e Manaus para que a fase da iluminação aconteça e consequentemente o acesso à internet. A terceira etapa contará com investimentos de R$15 milhões.

"Não podemos prever uma data para o término dos trabalhos porque se trata de um projeto inovador e que depende de uma série de variáveis. O rio Negro tem um trecho que tem 96 metros de profundidade, o que exige que o lançamento da fibra óptica seja feito com cuidado para que o cabo não sofra tensão. Também precisamos considerar que o rio Solimões está em período da cheia e a correnteza é muito forte e traz entulho, tronco, etc. Para fazer o lançamento do cabo nesse trecho requer mais cuidado para que o cabo seja solto em uma velocidade adequada deitado no leito do rio", explicou.

Rosty ainda destacou a importância social do projeto que também conta com a parceria de órgãos governamentais e instituições público-privadas. "Esse trabalho permitirá a inclusão digital de diversas comunidades do interior do Estado. É um ganho para a sociedade porque viabilizará o acesso à internet a vários órgãos governamentais e instituições associadas. É mais um passo para o desenvolvimento da região Amazônica".

No período de 20 dias serão instalados 600 quilômetros de fibra óptica com extensão entre os trechos de Manaus a Coari (distante 444 quilômetros), e Manaus a Novo Airão (distante 193,5 quilômetros), que fornecerão 100 GB de internet. A quarta etapa do programa está prevista para acontecer no segundo semestre em três trechos que vão de Tefé a Fonte Boa, Novo Airão a Barcelos e de Manaus a Itacoatiara.

Segundo o gerente de operações do projeto Amazônia Conectada, coronel Marcelo Corrêa Horewicz, para esta etapa do programa o exército contratou três empresas para atuarem nas diversas etapas do trabalho, o que viabilizou redução de 50% dos custos em relação à etapa anterior, quando uma empresa foi contratada para executar todas as atividades.

"Na segunda etapa do projeto contratamos uma empresa que executou todos os serviços. E agora, contratamos três empresas, uma para realizar o levantamento hidrográfico, outra para realizar o lançamento dos cabos e uma terceira para disponibilizar os mergulhadores e isso barateou expressivamente os custos", disse.

Horewicz também informou que o lançamento do cabo acontecerá durante 24 horas ao longo de 20 dias. A instalação até o município de Coari acontecerá entre 10 a 15 dias e de Manaus a Novo Airão em torno de cinco dias, por ser um trecho mais curto, segundo ele.

Nos dois primeiros estágios dos trabalhos foram implantados 250 quilômetros de fibra óptica, com investimentos de R$17,2 milhões. Cada etapa viabilizará o fornecimento de internet com capacidade de 10 GB. A primeira cidade a ser beneficiada pelo programa será Tefé (distante 524 quilômetros). O município recebeu cabos de fibra óptica na segunda etapa do programa e deverá receber novas instalações a partir do segundo semestre, no quarto estágio dos trabalhos.

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