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Balões para conectar o mundo

Por: Jefter Guerra jguerra@jcam.com.br
27 Abr 2017, 19h33

Mais da metade da população mundial ainda está sem acesso à internet. E por conta dessa falta de conectividade, a X, fábrica americana Moonshot está em teste desde 2013 com o Projeto Loon.
O mesmo objetiva enviar uma rede de balões para a estratosfera com a finalidade de compartilhar do espaço internet para pessoas que vivem em áreas rurais e remotas de todo o mundo.

Esta semana dois representantes da X, Libby Leahy (Communications Manager) e Nick Kohli (Operations Program Manager) realizaram uma videoconferência através do aplicativo Hangout da Google com jornalistas de todo o Brasil para explicar como estar o processo de prospecções, pesquisas e testes dos balões que já estão viajando por algumas partes do mundo como Peru, passando pelo Amazonas (Brasil)e até Bolívia.

De acordo com Leahy, o projeto Loon já está com 19 milhões de quilômetros de voos testes percorridos. "Os balões serão como uns retransmissores de internet. Mas, antes dos testes para percorrer os países, a empresa X pede autorização das autoridades locais", informa ela.

Leahy falou que a X criou o Projeto Loon com a visão de invetar uma tecnologia que faça do mundo um lugar melhor para se viver. "A X é como uma incubadora de projetos que podem durar de cinco a 10 anos ao redor mundo, ou seja, com uma timeline de trabalho mais longo. A empresa também tem a intenção de alinhar três pontos para o desenvolvimento de seus projetos: 1º, o grande problema; 2º, solução radical; e 3º, lançar uma tecnologia inovadora", disse ela.

Sinais
Outro ponto levantado pela Communications Manager Leahy é a busca da X por parcerias com empresas de telecomunicações das cidades remotas. "E só através dos sinais de Internet dessas empresas enviados para os balões podemos conectar as pessoas que moram em lugares longincuos, unindo a ciência dos balões com a ciência dos computadores.

E o sinais desses balões terão a conexão de até 10 Mbps, diretamente enviados para smartphones com LTE. Com isso precisamos está conectados também com empresas aéreas que vai da Africa ao Amazonas", finaliza ela.

Segurança
E para manter a segurança dos lugares que esses balões serão enviados, o Operations Program Manager da X, Nick Kohli, explicou que a ação da empresa é enviá-los para uma faixa de vento na estratosfera que possibilitará que voem para o lugar desejado e que se mantenham por muito tempo lá. "Esses balões têm uma vida útil na estratosfera de 100 dias, mas já batemos o recorde de 190 dias. Porém, o que mais importa neste processo, é que eles tenham uma aterrissagem segura e que as equipes sempre trabalhem em parceria com as autoridades e empresas de telecomunicações desses lugares", ressalta ele.

Especificações dos Balões
Voando em teste desde junho de 2013, os balões do Projeto Loon possuem Transpônder e GPS que possibilitam localizá-los na suas aterrissagens; possuem também um sistema de energia de auto sustentabilidade para mantê-los no ar; e o seu cérebro, um computador de voo com rádio e uma antena que se comunica com a equipe em solo; e todos possuem um paraquedas para garantir uma melhor aterrissagem.

Fabricação
Os balões do Projeto Loon são projetados e fabricados em escala para sobreviver às condições da estratosfera, na qual os ventos podem passar de 100 km/h, e a fina atmosfera oferece pouca proteção contra a radiação UV e oscilações drásticas de temperatura, que pode chegar a -90°C. Feito de folhas de polietileno, cada balão do tamanho de uma quadra de tênis é construído para durar mais de 100 dias na estratosfera.

Navegação
Os balões do Projeto Loon voam a aproximadamente 20 km acima da superfície da Terra na estratosfera, bem acima dos aviões, da vida selvagem e de fenômenos climáticos. Na estratosfera, os ventos estão divididos em camadas.

Cada uma delas varia em velocidade e direção. Para levar os balões aonde eles precisam ir, o Projeto Loon usa modelos preditivos de ventos e algoritmos de tomada de decisão a fim de subir ou descer cada balão para uma camada de vento que sopre na direção desejada. Ao se moverem com o vento, os balões podem ser organizados para oferecer cobertura aos lugares em que é necessário.

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