Manaus, 16 de Novembro de 2018
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IBGE inicia pesquisa econômica

Por: Hellen Miranda hmiranda@jcam.com.br
24 Abr 2017, 13h48

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou o início da coleta das pesquisas anuais sobre a indústria, construção, serviços e comércio. Ao todo, quase quatro mil empresas selecionadas no Amazonas participarão da pesquisa neste ano. O período da coleta se estende até setembro, com previsão de divulgação dos resultados em 2018. A informação foi repassada pelo chefe da unidade estadual do IBGE, José Ilcleson Mendes, na sede da Moto Honda da Amazônia, no Distrito Industrial. "As pesquisas anuais nos fornecem informações importantes a níveis locais e nacionais que serão fontes para compreender o comportamento dos principais setores econômicos", afirmou.

Segundo o órgão, 3.098 empresas selecionadas do Estado deverão responder ao questionário eletrônico do instituto. Sendo que na PIA (Pesquisa Industrial Anual) são 610 empresas, 429 na Paic (Pesquisa Anual da Indústria da Construção), 1.049 na PAC (Pesquisa Anual do Comércio) e 1.820 na PAS (Pesquisa Anual de Serviços). "Mesmo que os resultados sejam divulgados em 2018 não ficaremos às cegas até lá, porque continuarão sendo divulgados os indicadores mensais para essas atividades", disse Mendes. Sobre a produção industrial no Amazonas, ele comentou que, apesar do indicador dos últimos doze meses ser negativo, o setor vem tomando fôlego nos dois primeiros meses de 2017.

"Os dados mostraram isso com resultados positivos no mês de janeiro e fevereiro em comparação com os mesmos períodos do ano anterior, mesmo com um acumulado ruim é importante destacar que foram menos intensos, ou seja, os dois primeiros meses deste ano mostram que essa queda tem se reduzido", explicou.

Segundo o levantamento divulgado pelo instituto, o setor registrou alta de 7,6% e 5,6% nos meses de janeiro e fevereiro, respectivamente. Em ambos, o confronto foi frente ao mesmo período de 2016.

Mendes defendeu ainda que a atual metodologia adotada pelo órgão é moderna, mas não descartou a possibilidade de se adotar novas estratégias para dar celeridade ao processo. "A nossa metodologia já é avançada, uma vez que a pesquisa é por meio de questionário eletrônico, o que pode ser verificado é a possibilidade de um encurtamento no período de divulgação, que precisa levar em consideração o enorme volume de empresas. Então, tudo é uma questão de estudo interno porque precisamos de tempo para se fazer a crítica e divulgação dos dados", comentou. Segundo ele, atualmente no setor de serviços são mais de 111 mil empresas e no de comércio mais outras 79 mil.

De acordo com a supervisora de pesquisas econômicas industriais do IBGE, Erica Souza, o Amazonas tem forte influência de participação no indicador nacional. "A indústria local tem peso sim em nível de Brasil representando a região Norte, principalmente pelo destaque no PIM (Polo Industrial de Manaus). Inclusive nos últimos anos vem crescendo e alguns produtos são produzidos somente aqui, como é o caso do Polo de Duas Rodas", disse.

Avaliação
Sede do evento inaugural do IBGE, a Moto Honda da Amazônia é considerada uma das maiores empresas do PIM e detentora de 80% do mercado nacional de duas rodas afirmou o diretor administrativo-financeiro da empresa, João Mezari. Segundo ele, a empresa busca sempre a transparência e o reconhecimento da sociedade de forma geral. "Acreditamos na capacidade, qualidade e ética do levantamento de dados do IBGE, entendemos que sem interferência do poder privado e político eles são importantes para todos em diversas necessidades e até para definição de possíveis políticas públicas mais adequadas", declarou.

Mezari comentou que o mercado de duas rodas não ficou de fora da crise, sofrendo duras quedas desde 2012 e apontou a falta de crédito como principal fator contribuinte. "Os clientes estão a disposição e querem nossos produtos, assim como das demais empresas do polo, mas a falta de crédito tem impedido a retomada por questão econômica e aumento de inadimplência foi reduzido ao extremo. Somos um dos principais financiadores de nossas motos através do Banco Honda, mas o mercado como um todo sofreu e fechamos 2016 com recuo de 20% na produção em relação ao ano anterior", disse.

Lançamento e estabilização
A Moto Honda que segue o calendário japonês (de abril a março do ano seguinte), recentemente lançou o modelo SH150, que junto com a PCX e SH300 devem contribuir para alavancar as vendas da empresa. "Continuamos com essa política de fornecer produtos de ótima qualidade e sempre investindo em novos produtos que vendam bem. A SH150 vem ao encontro dessa ideia por ser uma moto que vem com uma grande tecnologia embarcada que inclui até controle remoto", garantiu Mezari. Mesmo começando o ano com lançamento, a projeção do diretor é manter o número de mão de obra do ano passado e evitar novos cortes de funcionários.

"O mercado não tem nenhum prognóstico mesmo com os índices da econômica melhorando, uma vez que desemprego ainda está em alta em todo o país. Então, para este ano estamos projetando uma estabilidade através desses índices, somados a estabilização da crise política o mercado retomará a confiança.

E isso vai refletir em uma busca por produtos de forma geral contribuindo para que o PIM volte a contratar. Por enquanto, as empresas ainda estão se ajustando com o volume de produção", destacou Mezari, acrescentando que a produção da Moto Honda caiu pela metade nos últimos anos. Em 2011 eram produzidas 1,7 milhão de motos, alguns meses bateram a casa de 140 mil unidades, atualmente esse número chega a 50 mil mensais.

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