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Produção industrial tem alta de 5,6%

Por: Hellen Miranda hmiranda@jcam.com.br
12 Abr 2017, 14h01

A produção industrial do Amazonas avançou 5,6 % em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2016, aponta o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com os números do instituto divulgados ontem (11), esse foi o quarto resultado seguido com taxa positiva. Com o indicador, o Estado apresentou o melhor avanço do país, que teve taxa média nacional de -0,8%. No índice acumulado do primeiro bimestre de 2017, o setor cresceu 6,6% frente a igual período do ano anterior. Por outro lado, na passagem de janeiro para fevereiro deste ano, a produção caiu 1,1%. O acumulado dos últimos doze meses também amargou recuo de -5,4%.

O vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, comentou que é necessário ter cautela ao analisar um curto período de estabilização, uma vez que não se pode falar em uma retomada econômica. "Esse resultado é comparativo com um período que já era ruim, ou seja, podemos apenas dizer que parou de piorar e deve começar a recuperar", observou Azevedo. "Mas acredito que qualquer pequeno resultado positivo deve ser comemorado e torcemos para o cenário melhorar",acrescentou.

Segundo o IBGE, o setor industrial apontou avanço de 5,6% no segundo mês de 2017, o quarto resultado consecutivo com taxa positiva neste tipo de confronto. No acumulado de janeiro a fevereiro a expansão foi de 6,6% e reverteu a queda no último trimestre de 2016, quando marcou -1,1%, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Em relação ao mês anterior, o setor também caiu 1,1%, após recuar 1,4% em dezembro de 2016 e assinalar variação positiva de 0,1% em janeiro deste ano. Já a nacional assinalou queda de -0,1. A taxa acumulada nos últimos doze meses, recuou 5,4% em fevereiro, manteve a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016 com -18,2%. Apesar do resultado negativo, a indústria do Amazonas teve um dos principais ganhos de ritmo do país, entre janeiro e fevereiro. A média da indústria nacional foi de - 4,8%. Segundo o representante da Fieam, os indicadores negativos da produção local ainda são reflexo do cenário de recessão econômica nacional que acontece desde 2014 e se arrasta até agora.

Segmentos
De acordo com o IBGE, seis das dez atividades pesquisadas no Estado tiveram aumento na produção se comparado a fevereiro do ano passado. O setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (29%) exerceu a contribuição positiva mais relevante sobre o total da indústria, impulsionado, em grande parte, pela maior produção de televisores. Os avanços vindos dos setores de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (41,6%), de máquinas e equipamentos (113,1%), de impressão e reprodução de gravações (67,0%) e de produtos de borracha e de material plástico (21,2%) também foram importantes.

Já os principais impactos negativos vieram dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e bicombustíveis (-12,4%), puxados pelos itens naftas para petroquímica, óleo diesel e gás liquefeito de petróleo. Os demais recuos vieram de indústrias extrativas (-13,6%) e de outros equipamentos de transportes (-5,0%), pressionados pela queda na produção de óleos brutos de petróleo e gás natural, além de motocicletas e suas peças e acessórios.

Bimestral
De acordo com a pesquisa, o setor industrial do Amazonas avançou 6,6% no acumulado do primeiro bimestre de 2017, com seis das dez atividades analisadas que tiveram crescimento. A comparação contra iguais períodos do ano anterior Os setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (33,8%) exerceu a contribuição positiva mais relevante sobre o total da indústria.

Também tiveram avanços os setores de máquinas e equipamentos (105,1%), de produtos de borracha e de material plástico (-10,2%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (46,5%), e produtos de borracha e de material plástico (25,4%) e de impressão e reprodução de gravações (77,7%), explicados, em grande medida, pela maior produção de aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo "split system").

Em contrapartida, o principal impacto negativo veio do ramo de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-12,4%), impulsionado, especialmente, pela menor produção de naftas para petroquímica, óleo diesel e gás liquefeito de petróleo.

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