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Estratégias mantêm setor de serviço em pé diante a crise

Por: Jefter Guerra jguerra@jcam.com.br
11 Abr 2017, 20h01

Em 2016, em todo o Brasil, eram cerca de 10 milhões de trabalhadores informais, segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

E de lá pra cá, muitos desses trabalhadores do setor de serviços informais tiveram que driblar a crise para se manter na área que atuam.

Para o economista e conselheiro do Conselho Regional de Economia do Amazonas, Francisco de Assis Mourão Júnior, que atua há 8 anos na área, com a crise, houve uma queda bastante significativa na procura de clientes no setor de serviço do economista. "Com a crise as linhas de crédito ficam escassas e o custo de financiamentos ficam mais altos. Taxas mais altas fazem os investidores planejarem melhor e pensar duas vezes antes de contratar novos financiamentos. A crise política também gerou uma insegurança generalizada nos empresários, que resolveram esperar os desdobramentos da operação Lava Jato para pensar em novos negócios ou ampliação dos atuais".

O consultor econômico também afirma que, com a crise no país, ele teve que formatar novas estratégias para não perder seus clientes. "Cada Consultor e empresa de consultoria teve a sua estratégia. Particularmente investi em atendimento personalizado ao cliente. Pois, neste momento de incertezas econômicas e políticas um bom papo resolve muitas dúvidas ", disse ele.

Mourão, salientou ainda que a redução do mercado foi em torno de 45%, "Mas a crise serve para abertura de novos mercados e diversificar os negócios. Em tempos de crise existem excelentes opções de se ganhar dinheiro", afirmou ele.

O conselheiro falou ainda sobre a diferença de se trabalhar por conta própria e ser empregado. " A diferença é que trabalhar por conta própria você faz o seu próprio horário e também traça suas metas de faturamento. O trabalhador vinculado a uma empresa tem algumas garantias como: FGTS, multa de 40% sobre o valor do fundo para demissões sem justa causa; seguro desemprego, conta tempo para a aposentadoria e outras garantias trabalhistas. Já o autônomo não tem estas garantias, mas pode obter resultados muito melhores que os assalariados, dependendo apenas de suas competências e a dedicação que dispensa aos seus negócios e clientes", resume ele.

Fisioterapeuta
Atuando há 17 anos na área de fisioterapia, Rafaele Figueira Batista, disse que a crise econômica no país resultou em uma queda significativa da procura de seus clientes por suas atividades como fisioterapeuta e terapias alternativas. "No começo, achei que era só uma fase e tudo iria ficar bem. Então quando percebi que seria por um tempo indeterminado, foi melhor procurar outras possibilidades. No ano passado, por exemplo, fui trabalhar em uma transportadora e fiquei um ano no setor de logística, ou seja, me dividia no atendimento dos meus pacientes nos finais de semana e depois do expediente. Foi uma forma que encontrei para fugir dessa crise"

Com a retração econômica no país, a fisioterapeuta disse que enfrentou uma queda de 80% em seu orçamento, e também teve que baixar os preços dos seus serviços, além de adquirir outras formas de pagamentos para manter seus clientes ativos.

Mesmo assim, Rafaele relata os prós e os contras de se trabalhar no setor informal. "A principal vantagem de se trabalhar por conta é a liberdade de fazer seu horário, gerando mais renda, e assim, consigo administrar outros setores da minha vida. Porém, essa liberdade tem um preço, porque perco os benefícios e alguns direitos trabalhistas", resume ela.

Contabilidade
Já para a contadora Alice Catharina Glória Müller, há 5 anos no mercado, a crise econômica afetou e muito suas atividades. "Principalmente, na procura pela redução nos valores de serviços. E para manter meus clientes uso sempre uma estratégia, sempre resolvo todos os problemas dele, seja contábil ou empresarial. E isso está funcionando bem, pois não perdi nenhum cliente.

O que acontece, na maioria das vezes, é a falta de qualidade do serviço do profissional, possibilitando o cliente a trocar", afirma ela. A contadora falou também da flexibilidade e a tranquilidade ao se realizar as tarefas em sua área por ser um trabalho informal. "Trabalhar por conta própria é muito bom, você mesma faz o seu horário, não há aquela cobrança que tem na maioria das empresas. Assim consigo realizar um trabalho com qualidade, atenção e dedicação", finaliza ela.

Personal Trainer
Outra atividade que sentiu um pouco a crise, foi de Personal Trainer. Segundo o professor Thiago da Silva Santos, antes da crise, ele tinha bem mais clientes. "Mas devido o tempo disponível que tenho, os poucos clientes que tenho são o suficiente para manter o que ganho".

E a estratégia dele para manter sua clientela ativa é a prestação de serviço de qualidade. "Que vá de acordo com a necessidade do meu cliente ou aluno. Ser comunicativo.
Estar sempre no horário programado, pois tenho cliente com mais de 1 ano de atividades físicas. E isso demonstra satisfação na entrega do meu serviço", finaliza ele.

Setor Terciário
Em economia, o setor terciário corresponde às atividades de comércio de bens e à prestação de serviços. Abrange uma vasta gama de atividades que vão desde o comércio de mercadorias à administração pública, passando por transportes, atividades financeiras e imobiliárias, serviços a empresas ou pessoais, educação, saúde e promoção social. De fato, o terciário é constituído por atividades complementares aos outros setores (primário e secundário da atividade econômica).

Divisões do Setor Terciário
3 Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas;
3 Comércio a varejo de combustíveis;
3 Comércio por atacado e representantes comerciais e agentes do comércio;
3 Comércio varejista e reparação de objetos pessoais e domésticos;
3 Desenvolvimento de softwares;
3 Alojamento e alimentação;
3 Transporte terrestre;
3 Transporte aquaviário;
3 Transporte aéreo;
3 Atividades anexas de transporte e agências de viagem;
3 Correio e telecomunicações;
3 Intermediação financeira;
3 Seguros e previdência complementar;
3 Atividades auxiliares da intermediação financeira, seguros e previdência complementar;
3 Atividades imobiliárias;
3 Aluguel de veículos, máquinas e equipamentos sem condutores ou operadores;
3 Atividades de informática e serviços relacionados;
3 Pesquisa e desenvolvimento;
3 Serviços prestados, principalmente, às empresas;
3 Administração pública, defesa e seguridade social;
3 Educação;
3 Saúde e serviços sociais;
3 Limpeza urbana e esgoto e atividades relacionadas;
3 Atividades associativas;
3 Atividades recreativas, culturais e desportivas;
3 Serviços pessoais;
3 Serviços domésticos e organismos internacionais.

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