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Alta nas importações sinaliza retomada

Por: Hellen Miranda hmiranda@jcam.com.br
11 Abr 2017, 13h58

As importações no Amazonas registraram alta de 35,30% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2016, segundo o Mdic (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços). No total foram US$ 1,934 bilhão importados de janeiro a março, contra US$ 1,429 bilhão em igual trimestre do ano passado. Já as exportações nesse período foram de US$ 132,1 milhões com variação de -17% no mesmo tipo de confronto. Em março, a importação registrou US$ 710,6 milhões e a exportação foi de US$ 43,4 milhões. A China é a líder dos países importadores para o PIM (Polo Industrial do Manaus), com US$ 654,5 milhões comercializados somente nos três primeiros meses de 2017.

Segundo os dados da balança comercial amazonense, em março as importações cresceram US$ 181,2 milhões com variação positiva de 34,24% no confronto com fevereiro, quando registrou US$ 529,3 milhões. Em relação a março de 2016, a variação positiva foi de 51,90%, fechando aquele mês com apenas US$ 467,8 milhões importados. Por outro lado, o Amazonas exportou US$ 43,4 milhões em março com variação negativa de 32,30% em relação a igual mês de 2016, quando fechou com US$ 64,2 milhões. Na comparação com fevereiro, foram US$ 47,3 milhões ou - 8,11% comercializados.
Na avaliação do gerente-executivo do CIN-AM (Centro Internacional de Negócios do Amazonas) departamento da Fieam (Federação da Indústria do Estado do Amazonas), José Marcelo Lima, o aumento nas importações é resultado dos pedidos feitos no fim de ano pelo setor industrial. "Esse crescimento é tendência porque hoje o PIM utiliza muita matéria-prima de outros países, principalmente o segmento de eletroeletrônico que utiliza componentes importados para atender sua linha de produção", afirmou. Segundo Lima, a diferença entre importação e exportação no Estado sempre foi significativa. "Fica de 10 para 1 e a estimativa é que o Amazonas importe ainda mais até o meio deste ano", enfatizou.

Conforme o Mdic, a China é a líder dos países importadores para o pátio industrial, com US$ 654,5 milhões em importações no primeiro trimestre. Um crescimento de 33,98% em relação ao mesmo período de 2016, quando fechou com US$ 488,5 milhões. A segunda colocada é a Coreia do Sul com US$ 206,4 milhões vendidos ao PIM, número maior que do ano passado, quando atingiu as cifras de US$ 151,2 milhões. Um crescimento de 36,49%. Já o terceiro colocado foi os Estados Unidos, que teve alta de 30,29% no período, com US$ 189,7 milhões importados ao setor industrial de Manaus. E na quarta colocação aparece Taiwan com US$ 146,6 milhões, mais que o dobro do que em 2016, aonde registrou apenas US$ 92,5 milhões. Um crescimento de 58,39%.

"A maioria vem de países asiáticos porque são considerados o centro de produções de peças de qualidade", destacou José Lima. Se as importações cresceram, as exportações andam em sentido oposto. Referente aos números negativos do Estado, o gerente do CIN-AM avaliou como normal para a época devido a crise política e econômica do país. "É comum começar o ano com volume de vendas mais lenta, mas já há sinas de aquecimento mesmo que de forma tímida e acredito que a partir do segundo semestre deste ano as coisas melhorem. Será de forma pequena, reduzindo as taxas negativas até zerar esse recuo para que alcancemos bons resultados em relação à exportação", projetou Lima.

Produtos
Os números do Mdic mostram que partes para aparelhos receptores de rádio e televisão continuam ocupando o primeiro lugar na lista de produtos mais importados pelo Amazonas, tendo um crescimento de 56,24% e um total de US$ 375,9 milhões importados no primeiro trimestre do ano. Em seguida vem as partes de aparelhos de telefonia, que cresceram 15,99%, atingindo US$ 135,3 milhões em importações no período. Os microprocessadores ocupam a terceira posição com US$ 101,1 milhões e um crescimento de 88,35%.

Ainda segundo os dados, o produto mais exportado pelo Estado nos três primeiros meses foi a bebida concentrada. Mesmo com o indicador, o produto teve queda de 30,40% ao comercializar US$ 41,1 milhões, cifra menor que US$ 59,1 milhões do ano passado. O segundo colocado são as motocicletas com US$ 23,5 milhões, alta de 29,43% na comparação com igual período de 2016, quando fechou com US$ 18,2 milhões. á o terceiro colocado foram as lâminas de barbear, que teve alta de 15,36% no período, com US$ 9,5 milhões exportados do setor industrial de Manaus.

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