Manaus, 19 de Setembro de 2018
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Observatório busca integração do PIM

Por: Priscila Caldas pcaldas@jcam.com.br
23 Mar 2017, 14h27

Desenvolver estudos e compilar informações relacionadas à economia industrial como subsídio ao PIM (Polo Industrial de Manaus). Esta é a proposta do Observatório do PIM, um departamento criado pela UEA (Universidade do Estado do Amazonas), há um ano, integrado por profissionais e formandos em áreas da economia, logística, meio ambiente e gestão pública. Indicador de concentração industrial, índice de identidade tecnológica, vantagem comparativa e competitiva são alguns dos itens analisados pelos pesquisadores para a elaboração dos indicadores que futuramente devem ser somados às informações divulgadas periodicamente pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).

O coordenador do observatório, doutor em biotecnologia, Neuler André Soares, explica que o observatório foi criado em reconhecimento à contribuição que as indústrias do PIM destinam à UEA para a manutenção das atividades acadêmicas. O departamento foi criado pela coordenação do curso de ciências econômicas da ESO (Escola Superior de Ciências Sociais).

O observatório é responsável por ações como: produzir, divulgar e acompanhar estudos, pesquisas e práticas sobre o PIM; contribuir para a consolidação do mapa numérico e de índices do polo; contribuir com análises de cenários para a tomada de decisões na universidade e identificar oportunidades de redução de custo às entidades interessadas.

"É um trabalho que inicia com o intuito de dar subsídio ao PIM com o desenvolvimento de pesquisas econômicas industriais e áreas afins. Estamos pleiteando parcerias para as atividades e uma delas é com a Suframa. Recebemos o parecer do setor jurídico da autarquia solicitando a apresentação de um plano de trabalho e estamos trabalhando nesse projeto", informou. "A UEA nos disponibiliza estrutura física, mas precisamos de recursos para desenvolver pesquisas, por isso precisamos de parcerias", completou.

Segundo Soares, todos os estudos e pesquisas têm como base as informações repassadas pelas indústrias que operam no Distrito Industrial e também pela Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas). Entre os assuntos trabalhados estão: indicadores externos, câmbio, inflação, taxa Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), indicador de concentração industrial, índice de identidade, tecnologia e concentração industrial, vantagem comparativa e competitiva. O grupo também utiliza informações divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e pela Seplan-CTI (Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

O coordenador adianta que observatório trabalha para que no próximo mês o grupo apresente um estudo sobre o índice de confiança empresarial, levantamento que toma como base o índice de condição empresarial. A ideia, segundo ele, é mostrar o grau de expectativa do empresário quanto a novos investimentos na capital com base no atual cenário econômico nacional.

"É um trabalho que apresenta o índice de confiança do empresário e mostra o grau de expectativa do investidor, de condições em relação aos investimentos com base na conjuntura econômica. Vamos apresentar esse trabalho em abril na semana de Iniciação Científica promovida pela UEA", divulgou.
O grupo de estudos é formado por sete alunos, bolsistas, e quatro professores universitários formados nas áreas de economia, logística, meio ambiente e setor público.

Para Soares, iniciativas como o observatório são válidas para o fomento de discussões que evidenciem a importância do PIM para a economia amazonense. Ele ressalta que estudos macroeconômicos podem, ainda, apresentar novos caminhos ao desenvolvimento econômico do Estado.

"Nosso Estado necessita de estudos que mostrem a importância do PIM e que também apresentem alternativas de outras atividades econômicas. Como universidade e instituição de formação de opinião, precisamos apresentar caminhos que o Estado pode percorrer para alcançar o desenvolvimento econômico. As pesquisas mostram a realidade que poucos conhecem, o que viabiliza o subsídio à criação de políticas públicas", comentou.

Para o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, o observatório cumpre o importante papel de difundir o conhecimento produzido dentro do setor industrial amazonense. Ele enfatiza a importância do conhecimento por parte da população sobre as riquezas geradas pelas indústrias instaladas no PIM ao Estado e ao país.

"Sentimos falta de levar o conhecimento produzido pelas indústrias à sociedade e a academia é um grande veículo de comunicação. É importante que os dados e informações produzidas no PIM sejam difundidos entre as pessoas, iniciando no meio acadêmico como multiplicadores de informações. Existem vantagens tributárias por meio dos incentivos, mas também é preciso avaliar que as indústrias instaladas na capital geram riqueza ao Amazonas e ao país", analisou.

Comentários (1)

  • Celso Augusto Torres do Nascimento01/04/2017

    O Grande problema e que poucas ou nenhuma empresa do D I investe em Pesquisa e tecnologia muito menos oferece para os pesquisadores de Manaus apoio financeiro como existe nos EUA e na Europa.

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