Manaus, 19 de Setembro de 2018
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Setor componentista ganha reforço

Por: Tânair Maria tmaria@jcam.com.br
22 Mar 2017, 14h20

A Termomecânica acaba de instalar uma nova fábrica no Brasil, desta vez no PIM (Polo Industrial de Manaus). Com investimento na ordem de R$ 8 milhões a TM da Amazônia, deve entrar em operação a partir de abril e atingir 100% de sua capacidade instalada, em 2018. A unidade fabril tem por objetivo aumentar a competitividade da companhia no segmento de refrigeração no Brasil, atingindo a produção de 150 toneladas mensais de insumo para atender grande parte da demanda concentrada aqui na região.

Segundo o Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) este é mais um exemplo do potencial do modelo ZFM (Zona Franca de Manaus) para atração de investimentos, sem onerar a carga tributária. Exatamente, no momento em que empresas componentistas brasileiras começam a migrar para o Paraguai, a Termomecânica vem para Manaus, gozar dos incentivos fiscais da ZFM. De acordo com o diretor industrial da TM da Amazônia, Carlos Alberto Legori, a nova unidade cria condições para que a empresa, líder do setor de transformação de metais não ferrosos, cobre e suas ligas, passe a atender com mais agilidade e preços competitivos principalmente os fabricantes do setor de refrigeração, que em grande parte se concentram aqui, na região. "A expectativa é de que, a partir de 2018, a Termomecânica da Amazônia esteja usando 100% de sua capacidade instalada, atingindo a produção de 150 toneladas mensais de insumo para atender a indústria de refrigeração", informou.

A Termomecânica investiu R$ 8 milhões em infraestrutura e equipamentos para a implantação de sua nova fábrica localizada no PIM. A expectativa é que a produção comece em abril. A nova unidade industrial aproxima a companhia do centro da meta, de abastecer 100% do mercado nacional, que ainda hoje importa parte desses insumos. "A TM da Amazônia facilita muito a logística de entrega de produtos, reduz custos e nos deixa muito mais competitivos para a entrega de produtos com a mesma qualidade que os fabricados em nossas plantas em São Bernardo (SP)", destaca Legori. O tubo de cobre ranhurado que possui excelente aplicação na fabricação e instalação de sistemas de refrigeração e ar-condicionado é o carro-chefe da linha de produção da TM da Amazônia, bem como, os sistemas de compressores, linha branca, refrigeradores comerciais, evaporadores, trocadores de calor, conexões, purificadores de água, entre outros. "Os clientes ainda têm o benefício de não precisar manter grandes estoques para atender às suas necessidades. A reserva poderá ficar armazenada em nossa própria planta", explica Legori.

Investimentos
Na avaliação do presidente do Cieam, Wilson Périco, a Zona Franca de Manaus permanece atraente aos olhos dos investidores que buscam uma oportunidade de ampliar o mercado, principalmente no segmento de refrigeração num país tropical. "Excelente e alentadora notícia. Mostra todo o potencial do modelo ZFM. Prova nossa condição de segurança em oferecer os incentivos fiscais e isso é fundamental para atração de investimentos", comemorou. Também representando o Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, destaca a importância de fomentar novos negócios através da manutenção dos incentivos fiscais, sem onerar a tributação.

"Precisamos, sim, aumentar a base com novos investimentos aumentando inclusive, a arrecadação do Estado. Não precisamos nem podemos aumentar a carga tributária para não afugentarmos investimentos", alertou o presidente do Sinaees. Na avaliação do presidente do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Nelson Azevedo, a chegada de mais uma empresa no PIM, reforça a ideia de que o modelo ZFM além de conceder incentivos fiscais, também tem a garantia constitucional. "Eu não tenho notícias de empresas do Polo Industrial indo para o Paraguai, mas sei de 96 empresas brasileiras que já migraram para o país vizinho. No entanto, a Zona Franca de Manaus mostra todo o seu potencial ao registrar mais um grande investimento aqui, no nosso Polo Industrial, que vai gerar emprego e renda, cumprindo o seu papel em prol do desenvolvimento econômico sustentável", salientou.

Mercado sem crise
A TM da Amazônia é a quinta fábrica da Termomecânica, que ainda conta com duas unidades em São Bernardo do Campo (SP), uma no Chile e uma na Argentina, além de um Centro de Distribuição em São Bernardo do Campo (SP) e outro em Joinville (SC). De acordo com o diretor da Termomecânica, Pedro Torina, no ano passado a empresa optou por diversificar a produção. "Em 2016, apostamos inclusive em uma nova linha de Alumínio, que por conta da versatilidade e variedade de aplicações que comporta é uma excelente alternativa ao cobre. Tudo isso nos preparara para a desejável retomada da economia", destaca.

Apesar da crise que vem assolando a economia no país, a Termomecânica mantém seus investimentos em tecnologia e no capital humano, vislumbrando a retomada do desenvolvimento sustentável. "Nesses últimos anos, mesmo com as incertezas políticas e econômicas, fizemos questão de investir em tecnologia, novos processos e treinamentos dos funcionários para aprimorar ainda mais a qualidade dos produtos e do atendimento prestado ao cliente", finaliza Pedro Torina. Para a produção de 150t o número de funcionários planejado é de 22 alocados em Manaus. Já foram contratados seis funcionários mais o staff da Termomecânica de São Paulo prestando serviços para as respectivas áreas (estrutura matricial). Agora, serão abertas vagas para as áreas de Produção, Qualidade, Laboratório, Logística e Manutenção, de modo geral nas áreas de operações. Aos interessados, segue o link para cadastro do CV: https://bancotalentos.termomecanica.com.br/

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