Manaus, 20 de Setembro de 2018
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Amazonas perde 1,7 mil vagas

Por: Hellen Miranda hmiranda@jcam.com.br
17 Mar 2017, 14h01

No mês de fevereiro o Amazonas contabilizou uma redução de 1.774 mil postos de trabalho, com uma média de 63 demissões diárias. Os setores que impulsionaram os resultados negativos foram a indústria, com saldo de 578 desligamentos, a construção civil com eliminação de 426 postos e o comércio, com a diminuição de 254 vagas. Apesar de o índice ainda ser negativo, os números mostram uma diminuição expressiva em relação ao mês anterior, quando foram extintas 1.426 vagas com carteira assinada. De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados ontem (16) pelo MTPS (Ministério do Trabalho e Previdência Social), foram 9.285 contratações contra 11.058 desligamentos nesse período em todo o Estado. Nos últimos 12 meses o número de vagas encerradas chegou a -14.164.

Conforme o Caged, que registra os números dos empregos formais, a perda de quase duas mil vagas em fevereiro equivale à redução de 0,44% em relação ao quantitativo de trabalhadores que atuaram com carteira assinada no mês de janeiro. A indústria, estimulada principalmente por material de transporte e material mecânico foi o setor que mais contratou em janeiro no Estado. Durante o mês foram 2.713 contratações contra 3.291 demissões, chegando a contabilizar um saldo positivo de 578 postos de trabalho no pátio industrial. A variação foi de 0,56% se comparado ao primeiro mês de 2017. Já nos últimos 12 meses, foram 30.988contratações contra 34.125 desligamentos nesse período, representando saldo negativo de 3.137.

A construção civil foi o segmento com o segundo maior número de vagas de emprego encerradas com - 426. Em fevereiro foram 550 contratações contra 976 demissões. O setor comercial apareceu, em seguida, com o fechamento de 254 vagas, puxado pela atividade varejista, que perdeu 177 de empregos. Ao todo, o setor contratou 2.521 pessoas e demitiu 2.775. Por outro lado, os setores de serviços de industriais de utilidade pública e extrativismo foram as únicas atividades que fecharam com saldo positivo: 18 e 3 vagas, respectivamente.

Brasil
O presidente Michel Temer anunciou nesta quinta-feira (16) que a economia brasileira criou 35.612 novas vagas de emprego formal no mês de fevereiro. Esse foi o primeiro resultado positivo após 22 meses seguidos com queda do número de empregos formais -desde março de 2015. Para os meses de fevereiro, esse é o primeiro resultado positivo desde 2014, conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

O número foi comemorado por Temer. "É preciso começar e o começo veio por essa notícia que estou dando a vocês."

"Vocês sabem que a economia brasileira volta a crescer e os sinais desse fato são cada dia mais claros. Em fevereiro, por exemplo, o número de empregos formais foi de 35.612 vagas", disse Temer em uma entrevista coletiva convocada no fim da manhã para a divulgação dos dados.

Para o presidente da República, o número representa "o começo depois de 22 meses negativos". Ele destacou que a reação do mercado de trabalho dá possibilidade de vida digna aos mais de 35 mil brasileiros que retornaram ao mercado de trabalho formal.

A divulgação dos dados sobre o mercado de trabalho em fevereiro estava prevista originalmente para o dia 20 de março, mas acabou sendo antecipada por um pedido de última hora.

Setores
Cinco dos oito setores econômicos geraram empregos no mês de fevereiro, de acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Ministério do Trabalho. Em fevereiro, foram criadas 35.612 vagas, resultado de 1.250.831 contratações e 1.215.219 demissões.

Entre os segmentos, o setor de serviços foi o que mais gerou empregos, com saldo positivo de 50.613 vagas. A administração pública teve saldo positivo de 8.280 vagas. De acordo com o coordenador-geral de Estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, nesses dois setores o resultado pode ser atribuído a contratações na área de ensino.

A agropecuária também contratou mais do que demitiu em fevereiro, com saldo positivo de 6.201 vagas. A indústria de transformação gerou 3.949 postos de trabalho, segundo mês consecutivo de saldo positivo. O setor de serviços industriais de utilidade pública (SIUP) registrou saldo positivo de 1.108 vagas.
O comércio foi o setor que mais fechou vagas, com 21.194 demissões. A construção civil registrou saldo negativo de 12.857 vagas.

E setor de extração mineral registrou saldo negativo de 488 vagas.Magalhães disse ainda que a divulgação dos dados do Caged não foi antecipada. Segundo ele, a meta é informar os dados entre os dias 18 e 22 de cada mês.

Ainda de acordo com ele, houve atraso para processar os dados de janeiro, divulgados há menos de duas semanas, no dia 3 de março. "O país merece essa divulgação", disse.

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