Manaus, 20 de Setembro de 2018
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Protestos nas ruas contra reforma

Por: Tânair Maria tmaria@jcam.com.br
16 Mar 2017, 14h00

Em Manaus, a adesão ao protesto no Dia Nacional de Paralisação contra a reforma da Previdência, realizado ontem (15), não conseguiu atingir a meta. Os poucos participantes ficaram concentrados na Bola da Suframa (Distrito Industrial) no período da manhã e na Praça do Congresso (Centro Histórico) à tarde, ambos na zona Sul da cidade. A manifestação foi convocada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) com a intenção de pressionar as bancadas federais para rejeitar a PEC 287/2016 (proposta de emenda à Constituição) do governo Michel Temer.

Na capital amazonense, apenas alguns trabalhadores atenderam à convocação da CUT e marcaram presença munidos com faixas e cartazes alusivos ao movimento nacional. A adesão ao movimento contra a reforma da Previdência e do Trabalho, não conseguiu atingir a meta. Não foi o esperado no Distrito Industrial pela manhã, nem no Centro de Manaus, à tarde. Informou a assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus; Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas e Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Especiais.

O mesmo aconteceu com os servidores públicos federais, estaduais e municipais, que em número reduzido, participaram da manifestação.

Na opinião do secretário-geral do Sindsep-AM (Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Amazonas), Walter Matos, o governo Temer usa o marketing para criar o senso comum de que a Previdência é deficitária. "Em 2015, a seguridade social teve um caixa de R$ 694,2 bilhões e executou, desse orçamento, R$ 683,1 bilhões. Tabulou um saldo de R$ 11,1 bilhões. O deficit é uma mentira", disse.
Na Praça do Congresso os servidores federais além de protestar contra a PEC 287, pediam a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as propostas de reformas governamentais, principalmente na previdência social, elaboradas pela equipe econômica do presidente Michel Temer. "Isso é um ataque violento.

Essa proposta é uma passagem para a miséria do povo brasileiro. O único que terá vantagem com essa reforma será o governo. Eles querem empurrar as pessoas para aposentadoria compulsória e privatizar a previdência", alertou Matos.

Mais protestos
Entre os manifestantes, a maioria era de servidores federais e professores, que já vem negociando nos últimos três anos sem chegar a um acordo. O professor Lambert Melo, aproveitou a ocasião para salientar que a categoria não aceitará mais um ano sem reajuste salarial. "Esse é o momento de lutarmos para garantirmos os nossos direitos. São três anos sem aumento salarial. Queremos os nossos 25% de reajuste que foram perdidos nesse período", reivindicou. A data base da categoria aspirou no dia 1° de março.

As manifestações ocorreram de forma pacífica sendo também realizados nas proximidades da sede da Susam (Secretaria de Estado de Saúde), na av. André Araújo, 701, Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus. Servidores da Saúde reivindicaram pela correção salarial e por vale-alimentação.

Já na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, na av. Sete de Setembro, no Centro Histórico, zona Sul da capital amazonense, um grupo de quase 20 membros do Sindspeam (Sindicato de Servidores Penitenciários do Amazonas) carregaram faixas e cartazes cobrando a aprovação da PEC 308/2004, que dá poder de polícia aos servidores, além de mais investimentos no sistema penitenciário do Estado.

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