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Gerações Y e Z revolucionam o mundo

Por: Jefter Guerra jguerra@jcam.com.br
03 Mar 2017, 14h18

Eles são jovens nascidos entre as décadas de 80 e 90 e dominam hoje 45% do mercado de trabalho. Uma das suas principais características é buscar resultados rápidos. E, geralmente, segundo estudos do comportamento humano, são filhos de pais que se dedicaram mais a eles e escolheram o tempo adequado para gerá-los.

E nas empresas é muito comum hoje vê-los ouvindo música, falando ao telefone, fazendo relatório ou montando um gráfico. Ou seja, eles são multifuncionais e proativos, pois conseguem fazer muitas tarefas ao mesmo tempo.

Segundo a psicopedagoga e diretora do Cepedi (Centro Pedagógico de Estudo Dirigido), Tifone dos Reis, a Geração Y, com características acima descritas, são pessoas que nasceram no final dos anos 80 e início dos anos 90. "Agora o que podemos perceber dessa geração é que os jovens foram estimulados a buscar cada vez mais o equilíbrio, o sucesso e, por isso, são diferentes".

Um contraponto
Já as gerações Baby Boomer, das pessoas que nasceram nos anos 50 a início dos anos 60, e Geração X, das que nasceram a partir do anos 70 a início dos anos 80, a psicopedagoga relata que elas trabalharam a vida toda para desfrutarem tudo aquilo que ganharam no final dela.

Já a Geração Z, que inicia nos meados de 95 para 2009, Tifone ressalta que os jovens estão na casa dos 20 anos. "São jovens conectados na internet, no I Pad, I Phone e I fy, ou melhor, nasceram em uma tecnologia diferenciada. E a criança que nasceu a partir de 95 não consegue viver sem internet hoje", ressalta ela.

Gerações em comum
E sobre o que há em comum entre as gerações, Tifone explica que todos os jovens estão vivendo o mesmo momento, sem diferença e estereótipo nenhum. "Só que eles têm estímulos diferenciados, mas a ansiedade, o deficit de atenção, gostos por música, de namorar, sair, correr, são comuns a todos . Eles são ansiosos mesmos, desatentos e, às vezes, sem focos. Jovem é jovem".

Problemas futuros
A psicopedagoga ressalta que os jovens das Gerações Y e Z, são pessoas que têm expectativas de aproveitar todo e qualquer momento da vida deles, e que não pensam daqui há dez anos, mas no agora, no momento. "Eles fazem multitarefas, mas ao longo desse prazo, são prejudicados, pois com o passar dos anos o cérebro vai reduzindo toda essa proatividade. O tempo dessas atividades vai ficando mais lento e eles vão se frustrando cada vez mais", lamenta ela.

Para evitar essas frustações, Tifone aconselha aos jovens que se destacam, o seu reconhecimento pessoal, e se questionem qual o objetivo de vida, foco e sua meta futura.

A psicopedagoga ressalta que o jovem de hoje tem muito mais capacidade, tem um preço e que é superficial. "O jovem atual sabe de tudo um pouco, mas nada no profundo. Nada específico, técnico e focado. Estamos nos baseando nos post que são publicados nos faces e sites da vida. E por conta disso ele se torna mais abstrato. Ele não consolida muito as coisas, e uma delas é o próprio relacionamento, que é descartável", lamenta Tifone.

Sua diferença
A psicopedagoga compara as Gerações Y e Z, como a Y sendo o dinossauro, porque nasceu com a formação da tecnologia. E a Z, com a tecnologia pronta, onde tudo ficou mais rápido.

Um protótipo Y
Ele nasceu no final da década de 80 e é um dos muitos jovens que está enquadrado na Geração Y. Comunicativo e de uma inteligência diferenciada dos outros da sua idade, Wanderglaison Souza, disse que nas primeiras séries do Ensino Fundamental, suas notas sempre eram 20% acima da média da turma. Foi dessa forma que, com o tempo, percebeu que iria se destacar em tudo que fizesse.

"Sempre procuro o real motivo das coisas. Não faço sem um resultado a meu favor na frente. Sou motivado pela entrega de resultados. Não costumo me importar com pensamento de A ou B quando tenho certeza do que estou fazendo. E inovação, pensar fora da caixa, autodesafio são palavras chaves para mim", assim se avalia ele.

Wanderglaison acredita ainda que regras e procedimentos são essenciais para o bom desenvolvimento de tudo na vida, sem isso não existe "sinalizadores" para onde o porquê fazer determinada ação ou tomar uma decisão.

"Para isso, procuro leituras de autoconhecimento, alto desempenho, mercado financeiro. E por ler muito sempre tenho conhecimento em quase tudo: tecnologia, gestão, planejamento, estilo de vida, economia e por aí vai...", finaliza ele.

Um protótipo Z
Já um exemplo de Geração Z, que nasceu com a tecnologia a todo vapor em 2007, com a internet e suas redes sociais é o pequeno Jessé Guerra, de 9 anos. A mãe dele, Eunice Rodrigues lembra que com pouca idade o pequeno já tinha interessa por DVDs, números e letras, o que o levou a aprender a ler com três anos e meio de idade. "Quando tinha 3 anos começou uma terapia, pois não agia como as demais crianças, brincava muito em círculo e tinha horror a parabéns e detestava barulhos. Daí descobrimos que ele precisava de óculos pois não enxergava e nos conhecia, eu e meu marido. Quanto ao barulho, até hoje ele não gosta. Assim como muitas coisas, como brincar com crianças menores que ele. Graças a Deus, hoje sabemos que ele é uma criança sadia, porém, com uma inteligência acima da média das outras crianças da mesma idade "

Eunice conta que o filho adora ler e jogar vídeo game. "E quando vai ao banheiro ele sempre leva um livro ou uma revista pra ler. E por conta deste interesse suas notas na escola estão sempre acima de 8,5. Português é a matéria que ele mais gosta", revela a mãe.

Jessé é um garoto que gosta muito de jogos de computadores e recentemente abriu o seu canal no YouTube, o JessPlays, para falar sobre jogos e conversar com outros colegas e seguidores interessados no tema. "Ainda não sei qual a profissão que ele vai querer seguir, mas uma coisa ele sempre me diz: quer ser muito rico e trabalhar com internet. Mas acho que ele também tem veia para comunicação. Por mim, ele pode ser o que quiser, desde que seja feliz", finaliza Eunice emocionada.

Classificação das gerações
A sociologia defende diversos conceitos de geração, mas a concepção que trataremos aqui é a definição utilizada pela socióloga Débora C. Carvalho, que se refere "às transformações tecnológicas e a sua influência no comportamento, atribuindo um determinado perfil comum a um grupo, que os define e os diferencia. Muito utilizado pelo Marketing, Mídia, Moda e Ciências do Comportamento". Há algum tempo uma geração era definida a cada 25 anos. Nos dias de hoje, uma nova geração surge a cada 10 anos.

Elas se dividem em:
TRADICIONAL: Anos 20,30,40
BABY BOOMER: Anos 50 e início dos anos 60
GERAÇÃO X: Anos 70 e início dos anos 80
GERAÇÃO Y: Fim dos anos 80 e início dos anos 90
GERAÇÃO Z: Anos 2000
GERAÇÃO ALFA: 2010

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