Manaus, 16 de Novembro de 2018
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Nova tarifa de ônibus é de R$ 3,80

Por: Hellen Miranda hmiranda@jcam.com.br
22 Fev 2017, 14h14

A partir deste sábado (26), a nova tarifa de ônibus de Manaus será de R$ 3,80. O anúncio foi feito nesta última terça-feira (22) pelo prefeito Arthur Neto. Segundo o prefeito, a nova tarifa foi estudada pela prefeitura após o governo do Estado retirar os subsídios concedidos ao transporte público, que por sua vez foram retirados depois do reajuste da passagem para o valor atual de R$ 3,30. Conforme o anúncio, a tarifa estudantil permanecerá congelada no valor de R$ 1,50.

De acordo com Arthur Neto, o novo aumento foi necessário para a reestruturação do sistema do transporte público, além de não comprometer o usuário dos coletivos. O valor chega depois de quase um mês do anúncio da atual tarifa. "Para manter o preço da passagem a prefeitura teria que arcar com R$ 100 milhões de subsídios, o que sairia das costas e do bolso do povo. Não teria como fazermos isso a não ser que prejudicássemos toda a programação de infraestrutura e arriscássemos as contas ficarem desequilibradas", afirmou.

Segundo o prefeito, o valor de R$ 3,80 será sem a cobrança do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e IPVA (Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores). "Nós vamos realizar sem subsídios nenhum a nova tarifa. Acabou isso", sentenciou Arthur Neto.

O prefeito também afirmou que o sistema de transporte público receberá este ano das empresas que atuam na capital, 200 novos ônibus com ar-condicionados que serão acrescentados na frota. A expectativa é que nas próximas semanas, uma primeira parcela já esteja chegando a Manaus. "Essa é uma determinação para que a cidade volte a ter conforto no sistema de transporte e que o cidadão retorne a uma conquista que dele foi retirada", comentou. Atualmente, a capital possui um volume total de 1.350 veículos.

A prefeitura também exigiu que os ônibus tenham o sistema de comunicação entre o Sinetram (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas) e os ônibus, além Wi-Fi nos terminais. "Agora haverá fiscalização dentro do sistema que sejam retirados os executivos, alternativos e kombis piratas irregulares para melhorar a qualidade do transporte público", acrescentou o prefeito.

Paralisação dos rodoviários
O anúncio ocorre no dia em que aproximadamente 300 mil usuários do transporte público de Manaus foram prejudicados com a paralisação dos rodoviários na manhã desta terça-feira. Segundo o Sinetram, cerca de 30% da frota de todas as empresas operou na cidade.

Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, a interrupção da frota foi um ato em protesto ao atraso do pagamento do vale salarial, além do congelamento nas negociações do reajuste salarial dos trabalhadores do ano passado.

Ainda de acordo com Oliveira, a paralisação partiu dos próprios trabalhadores. "Se até sexta não tiver um acordo, poderá sim parar 70% da frota", adiantou o representante.

O Sinetram afirmou que vai acionar a Justiça do Trabalho contra a paralisação, que por sua vez justificou que o depósito do adiantamento estava previsto para esta terça-feira, mas devido justamente a paralisação, as empresas ficaram sem receita necessária.

"A previsão é que nos próximos dias eles recebam o adiantamento", informou o órgão.
Já o vice-prefeito, Marcos Rotta, disse que a prefeitura realizou uma reunião com o Sinetram para estabelecer uma harmonia com os rodoviários com intuito de não acontecer greves da categoria na capital amazonense.

"Nós esperamos que após uma reunião dura que tivemos hoje com o órgão, que queria muito mais do que foi concedido possamos estender uma bandeira branca no sistema de transporte público. Estamos atendendo dentro dos limites técnicos da prefeitura aquilo que os empresários estavam reivindicando, então agora eles estão na obrigação de sentar com os rodoviários e aclarar todos os pontos pendentes.
Essa foi a determinação do prefeito e esperamos que o Sinetram chame a categoria estabelecer uma harmonia para que greve não aconteçam mais na cidade de Manaus", finalizou.

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