Manaus, 19 de Setembro de 2018
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Setor de bebidas mantém estabilidade

Por: Tânair Maria tmaria@jcam.com.br
20 Fev 2017, 14h04

O segmento de bebidas não alcoólicas, que inclui a indústria de concentrados, é um setor-chave para a ZFM (Zona Franca de Manaus), com grande impacto socioeconômico especialmente no interior da região. Instalado desde os anos 80 no PIM (Polo Industrial de Manaus), o setor gera mais de dois mil empregos formais e conta com elevados níveis de aquisição de insumos agrícolas locais, sobretudo o guaraná. A média de investimento anual é de US$ 100 milhões, com faturamento na ordem de US$ 170 milhões em 2016 responsável por uma movimentação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) devido de US$ 7 milhões/ano, conforme dados dos Indicadores de Desempenho do PIM, no período de janeiro à novembro do ano passado.

De acordo com o presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, o setor de bebidas e concentrados deve manter os mesmos patamares de 2016, apesar da retração persistir, ainda neste ano. "O segmento de bebidas ainda está em queda, assim como os outros segmentos. E acreditamos que no ano de 2017 devemos empatar ou fechar a menos um. Mas, vamos ver se eu estou errado nesse meu prognóstico", alertou.

Por outro lado, Silva está mais otimista com o apoio vindo do Mdic (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços) em juntos divulgar as vantagens do modelo ZFM para todos os brasileiros. "Nós estamos vivenciando um momento que tem tudo para dar certo. A vinda do ministro Marcos Pereira, aqui na Suframa que comemora 50 anos; essa campanha pesada que, nós vamos fazer a publicação, mostrando definitivamente para todo o Brasil, o que é o Polo Industrial de Manaus", comemorou.

Segundo Silva, consolidar o PIM enquanto a nova Matriz Econômica Ambiental está em implantação é uma forma de acelerar todo o processo e manter a economia em movimento. "Com tantas opções de diversificação, nós acreditamos numa tentativa de preservar aquilo que já está consolidado enquanto buscamos outras alternativas. Essa é a ideia para que possamos conseguir evoluir dentro desse nosso modelo exitoso que é o Polo Industrial Manaus", ratificou.

O ministro Marcos Pereira, destacou a perspectiva de retorno do crescimento econômico brasileiro ainda neste ano com a redução dos juros e a manutenção da inflação no centro da meta. Entre outras ações de estímulo ao setor produtivo do PIM, ele elogiou a nova Matriz Econômica Ambiental anunciada pelo governo do Amazonas. "Estamos confiantes que a economia do Brasil voltará a crescer a partir do próximo trimestre, especialmente no próximo semestre. Quando a economia cresce, as empresas aqui instaladas voltam a crescer, beneficiando todo o país", comentou.

Na avaliação do presidente do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Nelson Azevedo, o setor e bebidas ganhou um forte aliado com o anúncio da nova Matriz Econômica Ambiental que, dentre outros setores, promete fomentar a citricultura, base para os concentrados e bebidas não alcoólicas. "Este é um setor promissor aqui na região. As fábricas de guaraná sempre existiram, até pela produção no município de Maués. E a citricultura é uma alternativa viável para a região até a curto prazo", disse.

Para o economista, a questão do beneficiamento dos produtos extraídos da natureza de forma sustentável, também movimentará a economia regional gerando emprego e renda para o homem da floresta.

"Eu também acredito que é o momento de nós vermos o que perdemos em produção e mão de obra, por exemplo, em Itacoatiara e investirmos no beneficiamento de produtos cítricos, como a laranja, o abacaxi, e tantos outros. Reitero que o beneficiamento de insumos nativos aqui da região é forte aliado da agricultura familiar e do próprio setor de bebidas que ainda é tímido aqui no PIM", sugeriu.

No Polo Industrial de Manaus, essas cinco empresas são integrantes do subsetor de bebidas: Amazon Refrigerantes, Manaus Refrigerantes pertencente ao Grupo Simões, Magistral, Minalar e Santa Cláudia, segundo o Catálogo de Empresas e Produtos do PIM, disponível no site da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).

Amazon Refrigerantes
Fundada em 1996, a Amazon atua na fabricação e distribuição de refrigerantes e bebidas. Dentre os principais produtos estão o Guaraná Tauá, Bizz Cola, Flesh Laranja, Flesh Uva, Natucrim e Águacrim.
A produção iniciou em 1998 para atuar no segmento de bebidas refrigerantes. Em janeiro de 2002 a empresa diversificou suas atividades e investiu em equipamentos para o envasamento.

Grupo Simões
A Manaus Refrigerantes é uma empresa do Grupo Simões, que tem a concessão da marca Coca-Cola na região. A empresa também é fabricante do guaraná Tuchaua e água mineral Belágua.

A primeira fábrica de refrigerante do grupo foi inaugurada em 1970 no PIM, onde também possui uma unidade de CO2.

O Grupo Simões ainda está presente nos Estados vizinhos, Pará e Rondônia.

A planta industrial da Manaus Refrigerantes, no PIM, é moderna e foi construída com a mais avançada tecnologia, visando atender a exigente e crescente demanda do mercado, além de oferecer condições de trabalho aos seus colaboradores.

No início de 2002 o grupo investiu R$ 4 milhões em sua linha de latinhas.
O sistema tem capacidade de envasar 37,8 mil unidades por hora ou 787,5 mil caixas com 24 latas por mês.

A linha de latas foi adquirida da empresa alemã KHS, considerada no mercado internacional como uma das maiores e mais respeitadas do ramo de equipamentos para indústrias de bebidas.

Magistral
A J. Cruz Indústria e Comércio Ltda., foi fundada na década de 1970, no Distrito Industrial de Manaus. É uma empresa de capital nacional, que utiliza tecnologia nacional e internacional, por meio da parceria com diversos fornecedores, para elaboração de seus produtos.

A fábrica está localizada em uma área de 8 mil m², aproximadamente.
A empresa é responsável pela fabricação, industrialização, envasamento e comercialização de refrigerantes e água mineral das marcas Magistral, Magistral Gold e Yara. A Magistral possui máquinas de última geração, com processos produtivos certificados pela ISO 9002, por meio do Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná).

Minalar
A Minalar iniciou suas atividades em 1987, para o envasamento de água captada de poços artesianos de mais de 120 metros de profundidade. Na empresa, são envasados garrafões de 20, 10 e 5 litros e de garrafas de 1,5 litros, 500 ml e 300 ml, bem como, copinhos com 200 ml.

A empresa conta com Sopradoras Pugliese, para produzir os vasilhames em PET (Polietileno Terefelato) e uma Envasadora Colunio, para os copinhos.

A empresa detém 15% do mercado regional, atendendo Manaus e a maioria dos municípios amazonenses e parte do Estado de Roraima.

Santa Cláudia
A Santa Cláudia entrou em operação no PIM em 1964 e atualmente ocupa a liderança no mercado de água mineral e refrigerante de guaraná, na região. Sua cobertura na cidade de Manaus é de 90%, com 17,8 mil pontos de venda. No interior do Amazonas a cobertura da empresa é de 100%. Atua, também, no oeste do Pará, Roraima e Acre. A Empresa possui em sua infraestrutura um processo de envase moderno e diversificado, composto de duas linhas de envase de PETs, uma linha de envase de Vidro, uma linha de envase de Suco, uma linha de envase de Garrafão de 20 litros e uma linha de Sopro de garrafas PET.

A Santa Cláudia é a primeira empresa do Norte do país a receber o certificado de qualidade ISO 9002 pela BRTUV, nas atividades de produção, vendas e distribuição, com creditações pelo Inmetro.

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