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Mau comportamento ainda é o vilão nos processos seletivos

Por: Jefter Guerra jguerra@jcam.com.br
17 Fev 2017, 15h17

O comportamento inadequado ainda é o vilão em eliminar pessoas em processos seletivos para uma vaga de emprego. A afirmação é da diretora-executiva da Estratégia Consultoria Empresarial, Cleide Tavares.

"Além do comportamento, a experiência e a habilidade também são observados durante as etapas do processo seletivo. Hoje, as empresas observam muito na questão comportamental do candidato, Por isso, é importante a empresa investir em processos seletivos que consigam identificar o máximo possível o estilo do comportamento do colaborador. E atualmente, as empresas de Recursos Humanos e Consultorias possuem técnicas para detectar o futuro colaborador de uma empresa que solicita o serviço dela".

Outro ponto abordado pela diretora é como o profissional deve se apresentar em uma entrevista de emprego. "Às vezes a pessoa vai até com uma apresentação boa, mas se queima nas respostas. A primeira orientação que costumo falar nas minhas palestras é que a pessoa faça uma pesquisa prévia sobre o histórico da empresa para qual foi chamada para a entrevista. Até como se vestir. Pois se for uma empresa que é muito tradicional, ela vai primar pela apresentação mais formal", alerta ela.

Pedagoga, psicóloga em formação, Tavares explica que requisitos básicos para a contratação já vem pré-definida pela empresa contratante para o RH ou Consultoria. "Então aquele candidato que mais se aproximar desses requisitos, seguirá por todos os processos ou será logo o ocupante da vaga. Entre esses requisitos estão: a escolaridade, a graduação, a experiência, comportamento e pontualidade, como chegar no horário e a linguagem adequada".

Cleide Tavares afirma que, entre 100 currículos recebido em sua empresa, 30 são selecionados e 15 pessoas comparecem no processo de seleção. "Em algumas vezes, umas vem com o comportamento inadequado e são eliminadas ali na primeira etapa. E os profissionais que passarem mais segurança e objetividade ficam para a entrevista final".

Crise
E sobre a crise econômica no país, a diretora afirma que houve uma queda drástica na contratação de pessoas pelas empresas. "E isso está fazendo com que as pessoas mudem de comportamento. Entendo que as empresas vão ter que se adequar neste sentido, porque é um ajuste que está sendo feito na economia. Por isso, a recessão gerou oportunidade de trabalho informal. Atualmente a gente ver muitas pessoas buscando o empreendedorismo em função da falta de oportunidade do emprego formal, como os ambulantes e o mercado de Marketing Multinível que formam equipes e pirâmides. E acho isso superpositivo, porque, essas atividades desenvolvem novas competências nas pessoas como vender e negociar".

Outro ponto abordado e criticado pela diretora é sobre algumas formas de remuneração dadas às pessoas no mercado informal, como trabalho temporário ou freelancer, pouco procurado pelas empresas no mercado formal. "Para ingressar no mercado de trabalho, a pessoa precisa ter adquirido um conjunto de conhecimentos e ter feito investimentos em si própria. Oriento ainda que ela faça uma autoavaliação e que identifique os pontos prioritários do seu momento profissional".

Cursos básicos
Para entrar no mercado de trabalho, Cleide Tavares alerta que as pessoas podem dobrar as chances de se inserir no mercado com uma formação acadêmica. "Porque hoje em dia o ensino médio é o mínimo exigido pelo mercado. Até para entrar como Serviço Gerais de uma empresa, ele deve ter o ensino médio completo". Atualmente, ela ressalta, no mercado há dezenas de cursos técnicos, formação tecnológicas e até à distância, o que facilita o aprendizado e a busca por qualificação. "Qualificação é um diferencial muito importante", enfatiza.

Rendimento
E sobre o salário do empregado amazonense, Cleide disse que ainda é o salario mínimo, mas fez uma crítica, pois ainda existem pessoas se sujeitando a ganhar menos. "Elas trabalham carregando caixa, fazendo entregas por R$ 100", alerta ela.

"O maior salário que já vi em processo de seleção que fiz de um alto executivo, foi de R$ 85.0000. Mas acredito que tem gente que ganhe muito mais que isso, pois salário não é só aquilo que é pago no contracheque, é também os benefícios agregados a ele como: transporte, alimentação, planos de saúde e outros".

Outra visão
E de acordo com a administradora e professora do CEL (Centro de Ensino Literatus), Laren Carmem, o profissional deve estar sempre em busca de novos desafios e oportunidades, seja para dar um "upgrade" na carreira e conquistar a tão sonhada promoção, mudar de emprego, fazer a empresa onde atua crescer ou até mesmo começar seu próprio negócio. "Mas para que isso aconteça é preciso olhar o mundo com outros olhos, vencer o medo, sair da zona de conforto e ter iniciativa para fazer as coisas acontecerem", destaca.

Uma das dicas da especialista é procurar manter sempre o networking com profissionais da área de atuação, pois desta forma é possível saber como anda o mercado de trabalho, quais empresas atuam, quais estão contratando e tendências no setor. Caso tenha sido desligado da empresa, manter a tranquilidade e um bom relacionamento com o antigo gestor e colegas de trabalho pode ajudar futuramente ao solicitar recomendações profissionais.

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