Manaus, 16 de Novembro de 2018
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Expectativa em alta para vendas

Por: Priscila Caldas pcaldas@jcam.com.br
08 Fev 2017, 16h28

As novas regras do programa social Minha Casa Minha Vida divulgados pelo governo federal geram boas expectativas aos empresários da construção civil do Estado. O reajuste das faixas de renda e também do limite de financiamento devem resultar, conforme a classe patronal, no crescimento de pelo menos 5% da mão de obra do setor e ainda na apresentação de novos empreendimentos. A estimativa é que das 610 mil unidades previstas pelo programa, a nível nacional, 20 mil sejam construídas no Amazonas.

O presidente do Sinduscon-AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas), Frank Souza, considera as mudanças como positivas para o setor. Ele afirma que as mudanças nas regras relacionadas às faixas de renda estipuladas em 1,5, 2 e 3, que agora chegam a R$ 9 mil vão facilitar a venda, ou seja, mais pessoas poderão ter acesso ao programa, com aumento na demanda.

As medidas anunciadas pelo governo mudam as regras para quem está nas faixas de renda 1,5, 2 e 3. Para se enquadrar na primeira faixa, a renda total da família precisa ser de até R$ 2,6 mil. Antes, esse limite era menor, de R$ 2,35 mil.

Para os que se enquadram na faixa 2, agora é preciso ter uma renda de até R$ 4 mil. Antes dessas mudanças, o limite era de R$ 3,6 mil. Na faixa 3, esse teto de enquadramento subiu de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil. Na ponta do lápis, houve um reajuste de 7,69%.

Por outro lado, o presidente lamentou o menor reajuste do teto do valor dos imóveis para o Amazonas. O teto dos imóveis será reajustado em todas as capitais. Porém, nas cidades das regiões Norte e Nordeste, por exemplo, o teto passará de R$170 mil para R$180 mil. Enquanto no Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro o valor subirá de R$ 225 mil para R$ 240 mil.

"O valor do teto dos imóveis em nossa região subiu pouco em relação às regiões Sul e Sudeste do país. É difícil entender porque não acrescentaram maior valor ao Amazonas. Tínhamos melhores expectativas. Mas, de qualquer forma as mudanças são positivas e devem refletir tanto nas contratações de trabalhadores quanto em novos empreendimentos", disse Souza.

Para o presidente da Ademi-AM (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas), Romero Reis, o reajuste das faixas de renda e do limite de financiamento devem atrair mais pessoas ao programa, além de gerar maior possibilidade de novos lançamentos. Ele acredita que novos projetos deverão ser anunciados com mais frequência em Manaus, neste ano.

Segundo Reis, no último ano o setor contabilizou R$173 milhões gerados por lançamentos imobiliários. "A estimativa é que neste ano o faturamento seja superior ao registrado em 2016", disse. "É possível que o Amazonas seja contemplado com pelo menos 20 mil unidades habitacionais do total de 610 mil unidades previstas pelo programa", completou.

O empresário estima que a partir da implementação das mudanças haja diminuição significativa no índice de desemprego da construção civil do Estado. "Observamos que o índice de desemprego estagnou. O saldo entre as contratações e demissões deverá ser positivo, mostrando que a economia volta a aquecer. Acredito que esses resultados serão sentidos a partir do segundo semestre", comentou.

De acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2016 a construção civil apresentou o saldo negativo entre admissões e demissões de 2.363 vagas. Em 2015 o saldo entre as contratações e os desligamentos também foi negativo de 2.847 postos de trabalho.

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