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Manaus entre as maiores perdas

Por: Hellen Miranda hmiranda@jcam.com.br
31 Jan 2017, 16h08

Manaus ficou entre os 10 municípios do Brasil que mais perderam vagas de trabalho em 2016, aponta pesquisa do jornal o Globo com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Segundo o levantamento, no ano passado foram extintas 17.282 vagas com carteira assinada na capital amazonense. Ao todo foram 127.274 contratações contra 144.566 desligamentos nesse período. O resultado mostra queda de 4,34 % se comparado a 2015, quando o saldo foi de 37.830 vagas a menos.

Já em todo o Amazonas, foram 154.462 desligamentos e 136.414 contratações, resultando em 18.048 vagas de emprego encerradas. Apesar da crise nacional, o levantamento do jornal O Globo mostra que em 2.141 das 5.570 cidades brasileiras foi possível manter ou criar postos de trabalho.

O Caged também aponta que o setor da indústria de transformação em Manaus foi o setor que mais demitiu em 2016. Durante o ano foram 28.036 contratações contra 34.097 demissões, chegando a 6.061 vagas perdidas no pátio industrial. O índice é 6,64% inferior em relação a 2015. O setor de serviços apareceu como segunda atividade com maior contribuição para o resultado negativo do ano, ao totalizar 5.337 vagas perdidas. Foram 48.348 pessoas contratadas, em sentido contrário 53.685 perderam ocupação, uma retração de 3,22%. Em seguida, apareceu o comércio com o fechamento de 3.381 vagas.
Por outro lado, os únicos setores que mais geraram empregos em Manaus no ano de 2016 foram agropecuários e extrativistas. Conforme o levantamento, a agropecuária fechou o período com saldo positivo de 22 vagas. Ao todo na capital amazonense, foram 621 contratações contra 598 demissões, encerrando o ano com variação positiva de 22,68%. Já o setor extrativista teve 34 desligamentos e 56 contratações, resultando em 22 novas vagas de emprego.

Referente ao mês de dezembro, foram 7.297contratações contra 11.476 demissões, chegando a 4.179 vagas a menos na capital. O resultado é 1,09 % inferior se comparado a novembro de 2015 quando entre as demissões e as contratações o resultado foi de -3.407 vagas. No acumulado dos últimos 12 meses, a retração chega a 17.292 empregos perdidos, o saldo de 127.274 mil carteiras assinadas contra 144.566 desligamentos.


No Estado
De janeiro a dezembro de 2016, foram encerradas 18.048 vagas no Amazonas, resultado de 136.414 contratações contra 154.462 demissões. De acordo com o Caged, a indústria, estimulada principalmente por material de transporte e material alimentícios, bebidas e álcool etílico fecharam mais de 6 mil vagas em todo o Estado, no ano passado. As atividades do setor foram responsáveis por 30.137 contratações e 36.382 demissões, um saldo de -6.245 empregos perdidos.

Já o setor de serviços foi o segmento com o segundo maior número de vagas de emprego encerradas com 5.494. O comercio apareceu, em seguida, com o fechamento de 3.516 vagas, puxado pela atividade varejista que encerrou 3.414 empregos. O setor da construção civil também perdeu vagas durante o ano passado. Foram 15.635 contratações contra 17.988 demissões, chegando a 2.363 vagas perdidas no segmento, variação negativa de 8,27%. Em sentido contrário, apenas a agropecuária gerou empregos com modesta geração de 2 vagas em todo o Estado.

Ainda segundo o Caged, o desempenho do Amazonas no rendimento do trabalhador no terceiro trimestre foi de R$ 1.598, o segundo pior do país entre os estados com taxa de -8,7%. A menor renda do trabalho foi no Maranhão, onde o brasileiro ganhou R$ 1.122. A maior renda foi no Distrito Federal, R$ 3.695, mais de três vezes o salário no estado nordestino. Por outro lado, houve alta no Amapá (8,1%), Rio Grande do Sul (3,6%), Maranhão (3,5%). Sergipe (0,8%) e Roraima (0,2%). Já o cenário nacional teve taxa recorde de desempregados em 2016. No total, são mais de 12 milhões de brasileiros a procura de emprego, aponta o Caged.

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