Manaus, 23 de Setembro de 2018
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Desafio agora é do engajamento

Por: Tânair Maria tmaria@jcam.com.br
27 Jan 2017, 22h31

Reter talentos em tempo de crise é fácil, porém, o grande desafio é engajar talentos nas organizações. De acordo com a ABRH-AM (Associação Brasileira de Recursos Humanos - Seccional Amazonas) mudar o foco para o engajamento de profissionais é uma boa estratégia. E para engajar talentos além da remuneração e benefícios, é preciso oferecer oportunidades de inovação e de crescimento sustentável. Por outro lado, empresas apostam na política de meritocracia para reduzir os índices de absenteísmo e turnover entre seus talentos.

A presidente da ABRH-AM, Kátia Andrade, explica que é natural as empresas reterem seus talentos, seja na crise ou não, mas o problema reside em como manter o engajamento e a motivação desses profissionais. "Em tempos de crise, em função da escassez de oportunidades no mercado de trabalho, fica mais fácil "reter" talentos, mas a grande questão é como engajar talentos", disse.

Segundo Kátia Andrade, a primeira etapa para reter talentos, é mudar a estratégia da empresa passando o foco para o engajamento. "Para que as pessoas estejam engajadas, precisam entender o significado e a abrangência do trabalho que estão realizando. Precisam enxergar e acreditar numa relação ganha-ganha, e não apenas do ponto de vista financeiro mas também de realização pessoal e profissional", afirma.

No Laboratório Sabin, por exemplo, o engajamento aliado à política de meritocracia tem diminuído os casos de absenteísmo e turnover, conforme observou a gerente de pessoas, Mariana Bittar. "Como prova de reconhecimento e valorização do profissional, o Sabin adota uma política de meritocracia, qualificação profissional, plano de carreira e benefícios diferenciados. Pesquisas da nossa área de Recursos Humanos do laboratório mostram que as iniciativas melhoram o ambiente de trabalho, o engajamento e produtividade dos colaboradores e reduzem os índices de absenteísmo (faltas) e turnover (rotatividade)", enfatiza.

Mariana Bittar afirma que colaboradores engajados e motivados se dedicam à empresa de forma empreendedora e comprometida, superando as metas. "Acreditamos no crescimento pessoal e profissional dos colaboradores, para que tenham condições de contribuir na realização da missão da empresa enquanto caminham em busca da autorrealização. Procuramos identificar potenciais, desenvolver, desafiar, reconhecer e recompensar", destacou.

O superintendente do Amazonas Shopping, Eduardo Zucareli, também destaca a política de meritocracia para atrair e reter talentos na empresa administradora do primeiro empreendimento comercial de Manaus. "Temos uma cultura muito focada em resultado e produtividade, e todos os funcionários - do presidente ao estagiário - possuem um quadro de metas. Isto nos obriga a sermos mais atentos à Eficiência e Execução, e neste sentido podemos medir e recompensar os melhores profissionais, gerando talvez uma das mais conhecidas características, tanto da BRMalls, como do Amazonas Shopping, que é a Meritocracia - pois o profissional cresce à medida de seu esforço e de seu resultado", disse.


Crença no potencial do capital humano
Na opinião da presidente da ABRH-AM, para atrair talentos um bom pacote de remuneração e benefícios é importante. No entanto, para que esses talentos continuem acreditando na proposta da empresa é preciso engajá-los ao invés de, simplesmente, retê-los. "Para engajar talentos precisamos muito mais do que remuneração e benefícios, precisamos oferecer oportunidades de inovação e de crescimento sustentável para esses profissionais", conclui Kátia Andrade.

No Laboratório Sabin reter talentos é sinônimo de sucesso, mesmo diante da reforma na Previdência Social, proposta pelo governo Temer. "Manter os melhores profissionais acontece independente de mudanças de cenário econômico, político ou outros. Nosso diferencial competitivo é reter pessoas, independente de mudanças como essas. Desta forma, asseguramos o sucesso da empresa e a sustentabilidade de nosso negócio", afirmou a porta-voz, Mariana Bittar.

Acreditar no potencial dos colaboradores é uma rotina já incorporada pela cultura da organização, segundo a gerente de pessoas do Laboratório Sabin. "Acreditamos que o conhecimento técnico traz o candidato até o processo seletivo, mas, para fazer parte do nosso DNA, o que vale é a conduta do profissional. Isso faz toda diferença", enfatizou Maria Bittar.

Para o superintendente do Amazonas Shopping, Eduardo Zucareli, as mudanças na aposentadoria favorecem tanto as empresas, quanto os profissionais mais experientes. "Minha opinião a respeito da reforma da Previdência é que ela é necessária, e acredito que isto pode ser uma excelente oportunidade para as empresas reterem talentos, e também para os profissionais, que poderão continuar suas carreiras por mais tempo", afirmou.

Segundo Zucarelli, com a nova expectativa de vida da população brasileira, o percentual de idosos no mercado de trabalho poderá crescer nos próximos anos e a reforma da Previdência deve acelerar este processo. "Portanto as empresas que estiverem preparadas e se moldarem à nova realidade certamente serão as mais beneficiadas com tudo isto", observou. "Percebam que hoje temos muita dificuldade em encontrar idosos no mercado de trabalho. Isto acaba sendo ruim, pois as empresas poderiam se beneficiar mais do conhecimento e da experiência destes profissionais", completou.

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