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Sindarma cobra segurança policial nas hidrovias

Por: Priscila Caldas pcaldas@jcam.com.br
24 Jan 2017, 16h21

O setor da navegação registrou, na primeira quinzena de janeiro, um aumento estimado em 10% no volume de cargas roubadas em rotas nos rios da Região Norte, em comparação a dezembro de 2016. O Sindarma (Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas) pleiteia junto ao Ministério da Justiça e à SSP/AM (Secretaria de Segurança Pública do Amazonas) a atuação da guarda policial nas hidrovias. Para o sindicato, o problema agravou após a rebelião e as fugas dos detentos que ocorreram no início deste ano no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim).

Segundo o vice-presidente do Sindarma e representante de hidrovias da Fenavega (Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária), Claudomiro Carvalho Filho, o problema da pirataria é recorrente, mas nas últimas semanas tem se agravado. Ele explica que os assaltos acontecem tanto em embarcações de transporte de cargas, como de passageiros. Os assaltos acontecem com os barcos e balsas em movimento e também quando atracam em qualquer horário do dia e também à noite.

De acordo com o representante, o sindicato ainda não contabilizou o valor dos prejuízos decorrentes dos roubos, mas afirma que houve um aumento estimado 10% e 15% no volume de assaltos nas primeiras semanas deste ano, em relação a dezembro de 2016.

As principais rotas onde acontecem os roubos são: no Rio Solimões, nas hidrovias do Baixo Amazonas nas proximidades de Belém, no Pará, e no Rio Madeira, rota por onde passa o maior fluxo de cargas.
"É perceptível a gravidade do problema que vem piorando cada vez mais. Os assaltantes roubam cargas de combustível e até mesmo os passageiros que estão à bordo, o que é pior porque não conseguimos garantir a segurança de quem paga pelo serviço do transporte. Os ladrões utilizam lanchas rápidas e abordam as embarcações", relata.

Filho informa que o sindicato encaminhou, na última semana, um ofício ao Ministério da Justiça solicitando uma reunião para discutir a questão da falta de segurança nas hidrovias dos Estados do Amazonas, Amapá e Rondônia. O sindicato defende a atuação de agentes policiais nos principais trechos de ligação entre os Estados nortistas.

"Pretendemos nos reunir com o ministro da Justiça no próximo mês para discutir um plano de segurança direcionado aos rios da Região Norte. É necessário haver um plano conjunto, criar uma polícia hidroviária federal ou um departamento de polícia federal que atenda à navegação. Também pretendemos pedir ajuda a esse pleito aos parlamentares da bancada amazonense", informou.

No final de 2016 o Sindarma externou o problema da pirataria fluvial à Seagi (Secretaria Executiva Adjunta de Planejamento e Gestão Integrada de Segurança) da SSP (Secretaria de Segurança Pública do Amazonas). A entidade propôs a atuação integrada com a segurança pública para inibir o avanço na criminalidade nos rios.

Nos últimos anos, o Sindarma intensificou a mobilização para que órgãos de segurança combatam os crimes de furtos, roubos e até assassinatos nos rios. Os ataques violentos dos criminosos contra passageiros e tripulantes foram divulgados pelo jornal The New York Times, em publicação de reportagem no último mês de novembro.

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