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Setor de Shoppings espera melhoras

Por: Jornal do Commercio
14 Ago 2015, 18h29

Crise econômica inviabiliza novos empreendimentos, mas Manaus recebe mais um mall até 2017

Reunindo os seis associados dos 10 empreendimentos da capital amazonense, a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) realizou na última quinta-feira (13) o Fórum Regional Norte, para debater questões de interesse do setor. Além dos shoppings de Manaus, o evento trouxe representantes dos principais empreendimentos da região. Na ocasião, Adriana Colloca, superintendente da Abrasce expôs dados e novidades sobre o cenário local e regional do setor. Um dos assuntos foi a crise macroeconômica atual que têm impedido o aparecimento de novos empreendimentos na capital.
Uma das novidades dos fóruns da Abrasce a partir deste ano, é a inclusão de um amplo circuito de palestras de alto nível, desenvolvidas com o objetivo de compartilhar com todas as regiões do Brasil informações sobre os temas mais atuais e importantes para a indústria de shopping centers. Em Manaus, as palestras abordaram temas como “Cenário Macroeconômico”, ministrada pela economista do Banco Bradesco Ellen Regina; “Marketing Digital”, apresentada por Martha Gabriel, palestrante internacional e consultora da escola de negócios HSM; além de debates sobre as operações em malls e aspectos jurídicos em defesa da indústria, que contará com importantes executivos e especialistas do setor.

Novo mal em 2017
Com um faturamento de R$ 2,6 bilhões em 2014, os shoppings amazonenses registraram um crescimento de 32% com relação a 2013. Os centros de compras amazonenses registraram 8 milhões de visitas por mês em 2014 e cerca de 30 mil empregos foram gerados no Estado até o ano passado.
Mas apesar do panorama positivo, o atual cenário macroeconômico não permite que novos empreendimentos sejam construídos, disse Adriana Colloca. “Tivemos novos shoppings inaugurados em Manaus nos últimos anos, mas estes foram pensados e iniciados em um outro cenário, de maior estabilidade econômica e com a chegada da ‘classe C’ ao mercado. Mas para Manaus está prevista a inauguração do Praça das Torres Shopping Center até 2017, que deve gerar 4,7 mil empregos. Nacionalmente, o momento atual não é favorável, muitos dos que foram pensados para funcionamento em breve, foram interrompidos ou estão sendo reestudados,” ressalta.

Atraindo consumidores
Segundo a Abrasce, a alta movimentação de pessoas nos shoppings de Manaus, apenas ‘a passeio’ também é registrada nacionalmente. A ideia é fazer da visita ao shopping uma experiência agradável que transforme o visitante em comprador. “É uma tendência nacional facilmente percebida, que em Manaus se justifica pelo calor intenso. Cabe ao empreendedor promover campanhas de marketing que atraiam este visitante. Por isso as exposições, promoções e outras ações nos corredores e saguões,” disse a superintendente.
A pedido da Abrasce, um levantamento da empresa de pesquisa GFK revelou o perfil do frequentador dos centros de compras nas diferentes regiões do país. Os resultados mostram que o nortista passa em média 87 minutos no shopping, muito acima da média nacional, correspondente a 76 minutos. A pesquisa indica também que 65% das pessoas vão aos centros de compras acompanhadas, apontando para os shoppings do Norte como centros de convivência e lazer, lugares para se frequentar com a família ou amigos. Com um ticket médio de aproximadamente R$ 129, o frequentador de shoppings na região Norte gosta de consumir. Segundo o levantamento, quase 70% deles realizam visitas semanais aos malls -contra 63% da média nacional –e 61% das pessoas entrevistadas declaram ter realizado compras.

Mix como solução
Outra tendência nacional encontrada em Manaus, é o de se fazer dos malls um mix de serviços e compras. Exemplos locais são os de abertura de postos de atendimento do Detran nas dependências de shoppings. “Essa sinergia é necessária para a renovação do setor. Os shoppings hoje são mais que centros de compras, integram entretenimento, compras e serviços e, nacionalmente este é o modelo que mais cresce”, resume Adriana Colloca.

Sem planos para o interior
Sobre a interiorização dos centros de compras, a superintendente da Abrasce “O Amazonas tem um fator curioso para a Abrasce, todos os empreendimentos ficam na capital, por conta de concentração econômica e geografia. Sabemos que os shoppings acompanham o crescimento e o fluxo econômico das cidades, mas não é impossível que um centro de compras venha a abrir no interior do Estado”, afirma Adriana.


Artur Mamede
amamede@jcam.com.br

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