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Ações mais indicadas em agosto

Por: Jornal do Commercio
05 Ago 2015, 17h54

Ações da Alupar foram as mais recomendadas seguidas pelas ações da Vivo

As ações da Alupar, transmissora e geradora de energia, foram as mais recomendadas para agosto entre os papéis que mais distribuem lucros aos investidores. Elas foram sugeridas por oito das 12 corretoras que enviaram carteiras recomendadas de dividendos para EXAME.com.
As ações da Telefônica Vivo ocupam o segundo lugar no ranking do mês, com seis indicações. Empatadas em terceiro lugar, com cinco redomendações cada, ficaram as ações do grupo segurador do Banco do Brasil, o BB Seguridade e da Valid, empresa de tecnologia que atua no setor de meios de pagamento e certificação digital.
Empresas que pagam mais dividendos -lucros repassados pelas companhias aos acionistas -costumam ser líderes de mercado ou operar em setores com demanda estável, como o de energia e o financeiro. Por conta dessa característica, as ações dessas companhias não sofrem tantas oscilações na bolsa como as de outras empresas, mais sensíveis a mudanças no cenário econômico.
Um negócio mais estável diminui a necessidade de reinvestimento na empresa e, consequentemente, permite a distribuição de mais lucros aos investidores.

Justificativas para as principais indicações
Os analistas da corretora Spinelli justificam a recomendação da Alupar (ALUP11) pelo seu alto potencial de retorno por meio de dividendos (dividend yield), estimado em 9% para esse ano. Além disso, transmissoras de energia como a Alupar são a aposta mais segura no setor elétrico diante da crise hídrica no país, que tem impacto negativo sobre empresas geradoras de energia.
Os analistas do Santander recomendam os papéis da Telefônica Vivo (VIVT4) pela estimativa de distribuição de dividendos atrativa, de 6,6% neste ano, bem como pela facilidade de a empresa repassar custos adicionais aos seus produtos sem provocar uma queda expressiva na receita de seus serviços.
A corretora Ativa indica os papéis do BB Seguridade (BBSE3) porque seu setor de atuação está melhor posicionado do que o setor bancário em um cenário de possível elevação do nível de inadimplência. Além disso, diz a corretora, seus resultados financeiros devem continuar a se beneficiar das elevações da taxa Selic, já que 40% da receita do grupo vem da rentabilidade de investimentos em renda fixa, que são beneficiados pelos juros mais altos.
Já a Valid (VLID3) se beneficia da alta do dólar, pois cerca de 40% das suas receitas estão atreladas à moeda norte-americana e ao euro devido a contratos com empresas localizadas em outros países, como os Estados Unidos.

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