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Setor Pet deve crescer 7,4% este ano

Por: Jornal do Commercio
29 Jul 2015, 12h30

Mercado de produtos para animais de estimação deve faturar R$ 17,9 bilhões neste ano

O mercado de produtos para animais domésticos (pet) continua crescendo apesar do cenário econômico. Segundo a Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação), o setor deve faturar R$ 17,9 bilhões, alta de 7,4% ante 2014.
Na contramão de muitos setores, o mercado voltado para os animais domésticos de pequeno porte tem conseguido manter o ritmo de expansão. Entre os fatores que explicam o bom desempenho está a mudança no perfil de consumo desses produtos. "As pessoas estão gastando mais com os pets, investindo em ração, deixando de dar alimentos comuns para animais domésticos, uma prática que ainda é comum, principalmente fora das regiões metropolitanas", explica o presidente da Abinpet, José Edson Galvão de França.
O dirigente destaca que a venda de alimentos ainda responde pela maior parte do faturamento do setor, com 67,4% de participação. A categoria é também menos afetada pela retração do consumo quando comparada ao setor de serviços.
A Mars, dona das marcas Pedigree e Whiskas, vê o segmento ainda em evolução no país e tem investido para estimular o consumo de produtos de maior valor agregado.
"O crescimento da população de gatos, em ritmo maior que de cães, além da maior concentração de raças pequenas de cães, devem dinamizar a estrutura de segmentos de valor agregado, migrando de alimentos secos para úmidos e aumentando a participação de petiscos", diz o gerente de dogcare da Mars Brasil, Oduvaldo Viana.
De acordo com o executivo, o mercado brasileiro de alimentação para pets ainda é composto principalmente por produtos secos (90%), como a ração tradicional, seguido de alimentos úmidos (5%) e petiscos (5%). Em mercados consolidados como o europeu, Viana conta que a categoria de petiscos responde por 30%.
"Mas vale ressaltar que, assim como os demais setores da economia, temos sentido uma desaceleração do poder de compra dos consumidores por conta da instabilidade do cenário econômico do nosso país", afirma o executivo. Já a Total Alimentos tem registrado avanço acima da média do mercado, impulsionado pelo lançamento de produtos, diz o diretor-geral da empresa, Luiz Cláudio Azevedo.
Ele cita que, entre as principais tendências vistas pela empresa mineira, a busca por uma ração que se assemelha ao perfil de alimentação dos donos dos animais se destaca.
"O grande desafio do segmento é manter a eficiência, pois temos uma pressão muito grande de custos e temos de buscar ainda mais eficiência", detalha o executivo.

Exportação
A venda de produtos para outros países também deve incrementar as receitas da Total este ano. "Esperamos um crescimento de 30% na exportação dos produtos para outros países em 2015", revela Azevedo.
A fabricante já exporta seus produtos para os Estados Unidos, China, Grécia, Colômbia e Portugal. Na avaliação de França, da Abinpet, o Brasil tem chances de ganhar mais espaço no mercado global de ração animal. Atualmente, a produção brasileira fica atrás apenas dos Estados Unidos.
"Há muita oportunidade para exportar, mas para isso as fabricantes precisam investir no desenvolvimento de uma marca própria que faça frente a concorrência", pondera ele. No ano passado, o Brasil ficou em terceiro lugar no ranking de faturamento global com o setor pet. O mercado norte-americano lidera a lista, seguido pelo Reino Unido. Em outros países, as empresas brasileiras vão competir com gigantes como a Mars, que atualmente vende parte da produção brasileira para a Colômbia e Chile, além de possuir fábricas em outros países.
"A principal vantagem competitiva da ração brasileira é a matéria-prima local. Com 90% dos insumos adquiridos no país, conseguimos um bom preço. Mas a carga tributária ainda é responsável por metade do componente custo de produção ", observa França.

Por Dentro

Acessórios

No segmento de acessórios para pets, diferente de alimentos, a desaceleração da economia tem maior impacto sobre as vendas. "No ano passado, a venda das linhas de menor valor aumentou, compensando o recuo dos produtos mais caros", conta a proprietária da marca Crystal Dog, Carolina Kanashiro.
A empresa de roupas e acessórios para pets vende em média 1.500 peças por mês. Para Carolina, o posicionamento da marca ajuda a manter o faturamento, que este ano deve ficar em linha com 2014.
"Como eu atuo no segmento de luxo, o consumidor não deixa de adquirir o produto, mesmo que compre um item mais barato", destaca ela.

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