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Crédito menor freia compras

Por: Jornal do Commercio
24 Jul 2015, 18h05

Com restrição a crédito, consumidor não deve gastar mais de R$ 100

Assim como no Dia das Mães, compra de presentes promete ser modesta no Dia dos Pais A exemplo do que ocorreu no Dia das Mães, as vendas no Dia dos Pais, celebrado no próximo dia 9 de agosto, prometem um crescimento bem modesto. Isso porque, com a crise econômica, muitos consumidores prometem frear as compras e presentear os pais apenas com simples lembranças.
Apesar de ter muito consumidor fugindo do endividamento, os varejistas estão otimistas com a data, que pode dar um fôlego na economia local.
Conforme levantamento do Sindicato do Comércio Varejista, 25% dos lojistas estimam que as vendas cresçam até 10%. Entre os 800 entrevistados na pesquisa, a maioria (44%) pretende gastar entre R$ 51,00 e R$ 100,00. Com a quantia, os itens mais procurados deverão ser itens de vestuário (60%), seguidos por calçados (33%) e perfumes (26%).
Evite o endividamento
Para o economista Márcio Colmenero, o resultado da pesquisa reflete o cenário de baixa atividade e restrição ao crédito no país. Ele comenta que, apesar do desejo de muitos consumidores em presentear os pais na data comercial, o Dia dos Pais deve ser celebrado nos 365 dias do ano. Por isso, o melhor presente que um filho pode dar aos pais é evitar o endividamento.
“Nesse momento de crise, a melhor coisa a fazer é evitar fazer compras, evitar o endividamento. A tradição diz que é importante dar presente, mas podemos trocá-lo por um beijo e um abraço e adiar essa compra”.

Sem prestações
Para aqueles que não conseguem deixar a data passar em branco, a recomendação é sempre optar por lembranças mais modestas. Um outro alerta diz respeito ao pagamento dos presentes. “Comprar um presente a prazo não é também a melhor opção, em razão das altas taxas de juros. A prestação do presente poderá ficar absurda. Por isso, o ideal é pagar sempre à vista e pechinchar”.
De acordo com Colmenero, ao adquirir um produto à vista, em dinheiro, o consumidor também pode tentar negociar até 10% de desconto, uma vez que nos pagamentos realizados com cartões de débito ou crédito, o comerciante tem um prejuízo de até 4% com as taxas cobradas pelas operadoras.
Uma outra dica valiosa do consumidor é pesquisar antes de bater o martelo. “Apesar do ticket médio ser o mesmo do Dia das Mães, os preços praticados em maio já não são os mesmos de agora. Hoje, o consumidor não consegue comprar mais os mesmos itens com os R$ 100,00 gastos em maio. Esse valor está proporcionalmente menor em razão da inflação. É preciso racionalidade antes de fechar negócio”.
Mas, apesar do conselho para que os consumidores evitem gastar mais do que podem, do outro lado da balança estão os lojistas, que também pretendem lucrar com a data comercial. Para este público, Colmenero recomenda facilidades na hora da compra. “Os comerciantes também querem lucrar. Mas, precisam entender que estamos em um momento de crise e a procura nesta época pode ser menor. Talvez a melhor maneira de conquistar os clientes seja facilitar a negociação para conseguir vender mais”.

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