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Diversificar produtos é estratégia da Sony

Por: Jornal do Commercio
09 Jul 2015, 17h29

Multinacional japonesa não pretende abandonar mercado de smartphones

Em meio a um período mais fraco em relação ao consumo de smartphones, a japonesa Sony aposta suas fichas nas vendas de acessórios e de equipamentos para fotografia como estratégia para crescer.
"O smartphone ganhou um papel principal nos últimos anos, mas vários outros acessórios viraram necessários para uma experiência completa", declarou o gerente de marketing e comunicação da companhia no Brasil, Marcelo Gonçalves, durante o lançamento do portfólio da multinacional para 2015, que aconteceu ontem (7), em São Paulo.
O anúncio aconteceu no mesmo dia que o CEO global da Sony Mobile, Hiroki Totoki, rechaçou os boatos de que a empresa abandonaria o mercado de celulares inteligentes. "Nós nunca vamos vender ou deixar do nosso negócio de aparelhos móveis", garantiu o executivo, em entrevista à imprensa internacional.
O principal motivo das especulações são ligados ao fraco desempenho da Sony Mobile nos últimos tempos. Durante o ano fiscal de 2014, (que foi encerrado em março deste ano), a divisão de comunicações móveis da empresa japonesa registrou um prejuízo operacional de US$ 1,8 bilhão. Tal resultado encontra reflexo nas vendas.
Segundo levantamento da consultoria especializada em tecnologia Gartner, o market share global de smartphones no primeiro trimestre de 2015 foi dominado pela sul-coreana Samsung e pela norte-americana Apple, responsáveis, respectivamente, por 24,2% e 17,9% das vendas de aparelhos durante o período. As chinesas Lenovo e Huawei e a sul-coreana LG completam o ranking.
A Sony, por sua vez, não figura a lista dos maiores comercializadores, engrossando a lista de "outros players", que correspondem por 42,4% do mercado. Estimativas apostam que a multinacional japonesa seria responsável por 2,4% do market share.

Acessórios
Diante de tal cenário, investir em acessórios que complementam a experiência de uso do smartphone parece se tornar uma tática bem-vista. "Pouca bateria é o que mais incomoda 25% dos usuários", garantiu Marcelo Gonçalves. Visando esse mercado que a Sony incluiu em seu portfólio uma série de carregadores portáteis que dispensam a utilização de energia elétrica.
Outras novidades envolvem caixas de som acopladas com a tecnologia NFC (Near Field Communication, ou Comunicação por Campo de Proximidade), que permite o diálogo com dispositivos móveis e uma nova linha de fones de ouvido (headphones).
A tendência é que, em um futuro próximo, tais gadgets já estejam interligados a IoT (internet of things, ou internet das coisas), encarada como o futuro do mercado de tecnologia. A IoT deve ser responsável por 32% dos aparelhos conectados à rede até 2019, segundo levantamento da Cisco.
Por outro lado, a conectividade já figura como realmente peça-chave no caso da Action Cam, que vem ao mercado doméstico para competir com a GoPro, líder em câmeras digitais voltadas para um público "aventureiro". O dispositivo é munido de conexão wi-fi.

Android
A parceria com o sistema operacional Android, do Google, também está presente em algumas das apostas da multinacional japonesa. Uma das novidades é o pen drive para smartphone, compatível com celulares e tablets que possuem o software.
A parceria também está presente na nova linha de televisões. Depois de lançar, no mês passado, os primeiros aparelhos com o Android acoplado, a Sony ampliou o acesso ao sistema para toda a sua linha de smartTVs.

Smartphone
Com relação à Sony, as novidades relacionadas à telefonia móvel não foram anunciadas junto com o resto da linha de produtos. A expectativa, contudo, é que o Xperia Z4 - smartphone topo de linha - seja lançado no País até o mês de agosto. Disponível nas lojas japonesas desde abril, o Z4 será comercializado no Brasil batizado como Z3+.

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