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Priorizar turismo de eventos

Por: Jornal do Commercio
07 Abr 2015, 18h20

Consultores sugerem mais empenho para vencer desafios

Contabilizar melhor os resultados dos eventos, organizar os CVBs (convention and visitors bureau) e potencializar destinos domésticos. Estes são alguns dos fatores discutidos por empresas do setor de eventos e turismo de negócio para alavancar os resultados. De acordo com a sócia-gerente da consultoria Schuler & Kieling, Vaniza Schuler, um dos maiores desafios da área é a falta de estudos e conteúdo profissionalizados sobre o mercado. "Devemos definir melhor os tipos de evento e criar um padrão. O que pode ser considerado convention, por exemplo", explica. Para a consultora, a falta de pesquisas sobre eventos e viagens de negócios compromete o serviço das empresas do ramo. "Não conhecemos o consumidor. Não sabemos a diferença entre o turista de negócio e o de congresso."
Vaniza acredita que é necessário estudar melhor o produto ofertado, para que seja adaptado ao serviço que o consumidor deseja. Desta forma o evento será vendido, por si. "O problema é que oferecemos a mesma proposta para o evento de um bancário e de um anestesiologista", diz. A empresária afirma que no país não há menu de produtos de turismo de negócios, e isso é derivado da falta de estudos sobre quem são esses clientes.
A opinião de Vaniza atinge também os CVBs, que teriam a responsabilidade de destacar os benefícios de cada cidade para a promoção de eventos, mas no Brasil o papel dessas entidades ainda é confuso, diz. "Falta normatização e padronização. Temos de lidar com órgãos como o clube de negócios local, o gestor de marketing de destino e o escritório de captação".

Solução atrativa
Para resolver a questão, Vaniza ressalta a importância de existir uma política de investimento nestes órgãos, assim como ocorre em outros países. Um exemplo é o do Las Vegas CVB, que possui um modelo de remuneração de room tax (ocupação de quartos). A cada dólar gasto pelo turista, parte é direcionada ao órgão. "Temos orçamento de US$ 150 milhões anual", disse o vice-presidente da entidade, Chris Meyer, durante o Fórum Eventos realizado no fim de março em São Paulo. Segundo o executivo, os principais pontos de apoio do destino nos EUA são a ampla malha aérea, com diversas companhias atuando; o modelo de remuneração do CVB e o marketing de destino (ou seja, promoção do local).
"O marketing de destino é uma estratégia que funciona", afirma a diretora da VM Consultoria em Eventos, Vanessa Martin. Para ela, ao promover um destino doméstico é necessário entender a identidade do local. Um exemplo é a promoção de São Paulo como turismo de negócios. "Devo entender a vocação do local, o que pode oferecer e o qual o público que vai para lá", analisa.

Viagens de incentivo
Outro tema debatido no Fórum foi o modelo de turismo de negócio de incentivo. "Este formato também ajuda no marketing de destino, à medida que apresenta ao público corporativo características locais. Tudo o que a cidade tem para oferecer deve estar presente nos eventos de negócio", diz o presidente da Academia Brasileira de Eventos e Turismo e diretor superintendente do Expo Center Norte, Sérgio Pasqualin.

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