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Híbridos serão úteis a empresas

Por: Jornal do Commercio
26 Mar 2015, 12h35

Computadores híbridos chegam para atender ao segmento corporativo

O mercado dos chamados 2 em 1, ou seja, aqueles aparelhos que são capazes de integrar os conhecidos notebooks e tablets em somente um equipamento, podem se popularizar este ano, principalmente entre as empresas. A conclusão é de uma pesquisa global encomendada pela gigante de processadores Intel.
A norte-americana indica que o estudo, realizado pela consultoria Principled Technologies, apontou uma economia de até 30% nos custos relacionados à manutenção de hardware e software das máquinas e também aos custos de gerenciamento com a adoção dos novos aparelhos. Tudo isso mesmo com um preço final do novo modelo de máquinas mais elevado que o preço médio praticado na venda de notebooks e tablets pelo varejo nacional.
Lançados com foco inicial no mercado de consumidores finais, as máquinas 2 em 1 devem conquistar a fatia dos clientes empresariais que estão em período de troca de tecnologia dentro das empresas em 2015, com máquinas que apresentam diversidade de tela -de 10 até 13 polegadas -e também de modelo de tablet.
O produto é destacável, onde é possível tirar o tablet de uma base com teclado e usá-lo no modo chamado de full tablet e também os aparelhos reversíveis, no qual a tela não é retrátil, mas pode ser girada ou angulada, de modo que o uso seja possível com a tela sensível ao toque, simulando a utilização de um tablet convencional.

Boa aceitação
Uma das empresas a comercializar modelo que unem tablet e notebook no país, a paranaense Positivo Informáti- ca, líder no mercado de PCs nacional, indica que esse tipo de equipamento, apesar de novo, tem boa aceitação inicial com o público corporativo. O vice-presidente de marketing e produto da empresa, Maurício Roorda, indica que a conectividade desse tipo de dispositivo atrai o uso empresarial, tanto que a companhia comemora ter comercializado cerca de 10 mil peças para a gigante Telefônica Vivo.
Roorda explica a atratividade do produto, dizendo que é um dispositivo que se conecta com monitores, impressoras e claro, HDs externos.
Ainda segundo o vice-presidente de marketing, negociações como a feita com a Telefônica no Brasil demonstram "o potencial desse tipo de equipamento, em meio à utilização empresarial".

Facilidades
A gerente de marketing para o segmento corporativo da Intel no Brasil, Bárbara Toledo, aponta para algumas facilidades que tornam as novas máquinas mais competitivas que a dupla de pranchetas sensíveis ao toque mais laptops.
"Uma das maiores benesses percebidas pelos clientes corporativos é a possibilidade de unificar o sistema nas máquinas de seus executivos e para isso investir em apenas um ecossistema ao redor do dispositivo", ressaltou.
Bárbara explica que quando o quadro de funcionários de uma companhia utiliza dois sistemas é necessário comprar plataformas de gestão, sistemas de segurança e softwares para qualquer fim, adaptado para dois sistemas diferentes.
Atualmente, segundo estimativas levantadas pela consultoria IDC Brasil, os sistemas mais comuns em tablets tem a liderança disparada do Android, do Google, com quase 60% do mercado e o iOS, sistema desenvolvido pelo Apple, se posiciona bem atrás, com mais de 30%.
Já entre as máquinas de desktop (os computadores de mesa) e de laptop (os computadores portáteis), mais de 90% deles em todo o planeta, segundo a consultoria ComScore, são operados pelos sistemas Windows, da também americana Microsoft.
Nova versão
Com aparelhos que utilizam apenas um sistema, no caso a nova versão do Windows, a 8.1, é possível comprar licenças e bancar a customização de softwares para apenas um ambiente unificado, como explica Bárbara. "As equipes de TI são capazes de administrar as soluções digitais contratadas por toda a organização em um só ambiente, reduzindo a necessidade de mão de obra diversificada e dispensando a necessidade de uma plataforma de segurança para cada aparelho".
A gerente de marketing para o segmento corporativo da Intel no Brasil completa, também indicando os ganhos físicos que os profissionais podem ter, já que os aparelhos têm vida útil média de três até cinco anos.
Conforme aponta a executiva, quando você tem mais de um dispositivo, então aumentam as chances de perdê-lo, ou de ter esse equipamento roubado. "E nós sabemos que muito mais caro do que o próprio preço do aparelho, são as informações ali armazenadas, correrem o risco de extravio."
Além disso, continua Bárbara Toledo, quando o aparelho fica obsoleto, ou mesmo deixa de funcionar por conta do uso profissional, a substituição requer, novamente, apenas um aparelho, ao invés de dois dispositivos diferentes.

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