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Menos Calor, mais economia

Por: Jornal do Commercio
15 Jan 2015, 18h25

Usando o apelo comercial da sustentabilidade, aliado a busca pela redução de gastos em diversos segmentos (industrial, doméstico e construção civil ou naval) a NanoDry Tech, empresa especializada na comercialização de produtos e serviços baseados em soluções desenvolvidas através da nanotecnologia, em Manaus há menos de um semestre, enfim deu o start nos trabalhos. A procura pelos serviços e produtos inovadores, representados em Manaus pelos sócios Marcelo Silva e Lenno Nascimento tem se mostrado satisfatória, os primeiros contatos agora passaram a ser aplicações efetivas dos produtos. A aposta dos sócios em trazer a Manaus os produtos, veio após pesquisas de mercado e alguns ajustes respeitando a realidade da região, tendo como principais alvos as empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus), conta o sócio e diretor comercial da NanoDry Tech, Marcelo Silva. “Essa é uma área que sempre pediu soluções para os gastos com energia elétrica destinada a refrigeração de ambientes. Mas não pensamos só na redução da tarifa de energia. Existe ainda o fator de bem-estar para os funcionários, que agora podem ter um melhor ambiente de trabalho, sem as altas temperaturas”, disse Silva lembrando que os custos com insalubridade geram ao empregador um adicional de 20%, quando as temperaturas ultrapassam os 27 graus.

Economia e bem-estar
Aí entra o grande trunfo da tecnologia usada nos produtos da NanoDry Tech, o carro chefe da empresa um revestimento térmico que atua por reflexão a radiação solar. O produto, uma tinta termo refletiva atóxica, aplicado em áreas externas reduz a temperatura do ambiente. “Atendendo às exigências do Ministério do Trabalho e evitando desgaste dos funcionários e gastos ao empregador, a redução das temperaturas cai em até 90% no exterior e 35% nas áreas internas. O baixo custo do produto, o bem-estar causado mais a economia gerada é um bom exemplo de ROI (return on investment, traduzido para Retorno de Investimento). Disseminar o uso de produtos assim é uma forma também de se evitar as ilhas de calor que tornam qualquer cidade difícil de se viver”, explica Silva.
Um dos setores que mais sofre com as altas temperaturas amazônicas é o de remédios. Os estoques precisam estar em temperatura estipulada por portaria. Com temperaturas acima ou abaixo se corre o risco de perda da mercadoria por inutilização. “No Amazonas a estocagem de remédios é um dos maiores problemas, se tornando um problema também de saúde pública. Nosso produto é o mais indicado, desde a construção dos armazéns por não se fazer mais necessário o uso de grandes aparelhos de refrigeração de ar e forros de EPS (poliestireno expandido, popularmente conhecido pelo nome comercial isopor)”, comenta Silva. O diferencial da NanoDry Tech está em ir além de vender os produtos. A empresa aplica e dá manutenção, contando com uma equipe de escaladores urbanos, profissionais treinados a trabalhar nas alturas. “A aplicação por profissionais evita acidentes para o cliente. O produto que agora vendemos ainda conta com a leveza, pouco peso sobre a cobertura (aproximadamente 300g/m2) não comprometendo estruturas”, resume Marcelo Silva.

Expandindo
Expandir o uso de revestimentos refletivos para a construção civil é um dos planos da empresa. O trio de empresários pretende fazer demonstrações para os governos estadual e municipal. “Os condomínios populares são os que mais crescem e devemos pensar que são grandes áreas, que sofrem por falta de árvores, gerando mais ilhas de calor. As novas tecnologias permitem que se ergam casas e bairros sustentáveis, inclusive rendendo reduções no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano)”, conta Marcelo. Um exemplo dessa economia ‘verde’ fica na cidade de São Vicente, na Baixada Santista (SP). O morador que possui casa com vidros refletivos, telhado branco, árvores no terreno, sistema elétrico solar, reuso de água da chuva tem descontos no chamado IPTU verde. Um imóvel, por exemplo, que custe R$ 100 mil terá a alíquota de R$ 1.300,00. Com o IPTU verde, a redução da taxa pode ser de até 0,3%, atingindo um imposto no valor de R$ 1.000,00.

Empreendendo
A dupla apostou tudo na empresa, acreditando no impacto que os produtos teriam no Amazonas pela sustentabilidade e pela tecnologia aplicada, conta Silva. “Trabalhávamos com tecnologia, que foi trocada pela nanotecnologia. Continuamos em nossas áreas de formação. Anteriormente já havíamos tentado outros negócios até descobrirmos este filão. Acreditamos tanto que nos desfizemos de patrimônio para trazer esta tecnologia para cá,” afirma.

Artur Mamede
amamede@jcam.com.br

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