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Tecnologia vestível ganha força

Por: Jornal do Commercio
16 Dez 2014, 12h33

Biometria ganha força nos smartphones e nos dispositivos vestíveis

Em 2017, 30% dos chamados “wearable technology” ou “tecnologias vestíveis” serão imperceptíveis ao olho nu. De acordo com pesquisas do Gartner, este será um dos mercados com maior evolução nos próximos anos. As previsões para 2018 incluem a venda de mais de 25 milhões dispositivos de HMDs (head-mounted displays), que virão sob a forma de capacetes, muito utilizados para realidade virtual e realidade aumentada. Segundo as pesquisas do Gartner, crescerá nos próximos anos o uso desses dispositivos para ambientes de negócios e consumo em larga escala.

Brian Blau, diretor de pesquisas do Gartner, diz que 2014 foi marcado como o ano do início da popularização do HMD. Ele explica que, antes de 2014, os HMDs eram encontrados principalmente em aplicações especiais, como design industrial ou treinamento militar e de simulação, onde a tecnologia já está bem desenvolvido. “No entanto, mesmo com o extremo desenvolvimento do HMD, que já tem uma longa história, a ampla adoção no mercado consumidor tem muito a crescer. Essa situação vai mudar no momento em que os dispositivos HMDs passarem a ser oferecidos como óculos de vídeo, como peças de design e elegância, para um consumidor de classe”, comenta Blau.

Para Annette Zimmermann, diretora de pesquisas do Gartner, lentes de contato inteligentes serão um dos exemplos de HMD de consumo. Ela explica que outra aplicação de “wearable” interessante que está surgindo são joias inteligentes. “Há cerca de uma dúzia de projetos de crowdfunded competindo agora nesta área, com sensores embutidos joias para alertas de comunicação e alarmes de emergência. No caso dos óculos inteligentes, já há projetos em desenvolvimento que disfarçam completamente seus componentes tecnológicos ", detalha Annette.

As previsões apontam 2018 como o ano em que haverá a primeira grande onda de dispositivos HMD no mercado. No entanto, o entusiasmo pode enfrentar ainda algumas barreiras com relação à experiência dos usuários, como a falta de serviços de software mais maduros e preocupações com a privacidade. Tecnologia HMD deverá ter uma trajetória diferente e mais lenta ao longo dos próximos anos, em comparação com a adoção rápida no que refere ao mercado de smartphones.

Com relação ao mercado de smartphones, o Gartner prevê que, em 2016, os sensores biométricos serão apresentado em 40% dos aparelhos. A digitalização de impressões digitais será a primeira característica biométrica introduzida pela maioria dos fornecedores, dado o seu uso intuitivo e discreto.
Outros dados biométricos, como reconhecimento por face, íris, voz e autenticação das veias da palma da mão, também vão surgir, mas permanecerão relativamente restritos. Os “wearables” também contarão com a biometria como dispositivos de acoplamento para smartphones. Porém, a maioria irá obter as informações biométricas para serem passados para smartphone, onde a inteligência e autenticação ocorrerão de fato.

Até 2017, calcula-se que um terço dos consumidores em mercados emergentes não vai ser usuário de um dispositivo Windows. De acordo com os especialistas do Gartner, antes do advento dos smartphones e tablets, o Microsoft Windows foi o sistema operacional dominante para dispositivos de consumo, quando o PC era o único dispositivo conectado à Internet.

Segundo o Gartner, em mercados maduros, a penetração de PC ainda é alta, e a previsão é de que mais de 90% dos consumidores dispõem atualmente de um PC com Windows. Este quadro é diferente em regiões emergentes, onde a penetração de PC é mais baixa, e alguns consumidores nunca usaram um PC. Mikako Kitagawa, analista de pesquisas do Gartner, explica que, nos mercados emergentes, o primeiro dispositivo conectado à Web é muitas vezes um telefone básico com alguma capacidade de browser. O aumento da penetração dos smartphones e sua subsequente queda no preço significa que alguns usuários poderão comprar o primeiro smartphone por US$ 50 ou menos.
“O próximo estágio de compra pode ser um dispositivo de tela maior, com melhor visualização e mais funcionalidade. Neste caso, a escolha do mais provável será um phablet ou tablete, não um PC, por conta de uma familiaridade com o sistema touchscreen, interface e mobilidade do aparelho ", acrescenta Kitagawa.

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