Opinião

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Wilson destaca o setor primário na Assembleia

Fiquei satisfeito com as palavras do governador Wilson Lima durante a abertura dos trabalhos legislativos

Por Thomaz Meirelles

15 Fev 2019, 14h57

Crédito: Divulgação

Fiquei muito satisfeito com as palavras ditas pelo governador Wilson Lima durante a abertura dos trabalhos legislativos sobre os caminhos que o setor primário do Amazonas deve seguir nos próximos quatro anos. Transcrevo, abaixo, trecho desse  importante pronunciamento.

"Um novo modelo econômico"

"...No setor primário, antes de tudo, é importante destacar e agradecer esta Casa Legislativa pela aprovação do novo orçamento do Sistema Sepror para 3%, o que equivale a aproximadamente R$ 400 milhões que serão destinados a aumentar a produção agropecuária, reduzindo a importação de alimentos, interiorizando a economia e garantindo a segurança alimentar e nutricional do nosso povo. Estamos desenvolvendo um novo modelo econômico aproveitando as nossas potencialidades regionais como as cadeias produtivas da fruticultura para geramos emprego e renda. A piscicultura e a pesca artesanal serão prioridades no nosso Governo. Para tanto, reduzir o custo da ração é condição imprescindível. Além disso, já estamos buscando caminhos para reduzir o alto custo da ração usada pelas cadeias da avicultura, suinocultura. Durante a campanha pude constatar o abandono do nosso interior, sobretudo dos ramais e vicinais que impedem o escoamento da produção do nosso agricultor, sendo necessário o início de um amplo e transparente programa de recuperação de ramais e vicinais para facilitar o escoamento da produção, evitando o inaceitável desperdício num Estado que tem 49,2% da população vivendo abaixo da linha da pobreza.

Além da assistência técnica, já determinei que o Estado não pode ser um entrave de quem quer investir aqui. O Governo deve ser facilitador, e para isso determinei que os processos de licenciamento ambiental e a regularização fundiária devem tramitar de forma célere, respeitando o princípio da legalidade. Defendemos e apoiaremos a conclusão do Zoneamento Econômico Ecológico por entender que é uma ferramenta que possibilita o estado se desenvolver sustentavelmente e pleitear junto ao Governo Federal o início do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, que viabiliza o acesso ao seguro rural. Diante do vazio bancário no interior do Estado, iremos apoiar a democratização do crédito rural, e para tanto, apoiaremos as ações itinerantes da Afeam no interior e estimularemos o cooperativismo de crédito para que os financiamentos dos planos safras, do Governo Federal, possam chegar efetivamente aos produtores rurais. Já disse, já falei como meus secretários e a todos da administração direta e indireta, que os bons programas serão mantidos e até ampliados, não importa de que governos foram. Dessa feita iremos ampliar os programas de mecanização com o uso do calcário preferencialmente nas áreas de pequenos e médios produtores..."

"Reduzir a dependência do modelo ZFM"

"...Estamos trabalhando no sentido de integrar órgãos estratégicos da nossa administração, acelerando a implementação de novos projetos, especialmente no interior do Estado. O plano estratégico inclui ações de médio e longo prazo, com o principal objetivo de fortalecer a economia e reduzir a dependência do modelo ZFM. O projeto da Potássio do Brasil, desenvolvido na região de Autazes, aguarda licença de instalação e acredito que tudo seja encaminhado ainda neste primeiro semestre. A partir daí, as obras poderão ser iniciadas, com investimentos previstos de 9 bilhões de reais só nos primeiros cinco anos. Durante a fase de implantação, pelo menos seis mil empregos diretos e indiretos serão gerados. Além disso, outros cinco mil devem ser gerados ao longo dos 30 anos previstos de operação, só na jazida inicial.

Vamos produzir no Amazonas de 20% a 25% de todo o potássio utilizado no País para a área agrícola. Já obtivemos agora em janeiro a licença de instalação para extração de gás no campo de Azulão, nas proximidades dos municípios de Silves e Itapiranga. A atividade vai ser coordenada pela empresa Eneva. É um investimento de 1 bilhão de reais, que vai gerar até 1500 empregos durante a implantação e outros 100 após o início da operação regular. Estamos agora em busca da licença de instalação de mais uma empresa, que vai produzir Etanol e DDGS (Resíduo seco de destilaria com solúveis), matéria prima que pode ser usada tanto para o consumo humano, como para a fabricação de ração animal, um dos grandes entraves que temos na região para piscicultura, avicultura e suinocultura. Além dessas ações, será iniciado um trabalho de planejamento formal para o Estado, com um horizonte de 15 anos, inicialmente, envolvendo a participação da sociedade civil, academia e várias entidades interessadas no desenvolvimento sustentável do Amazonas..."

*Thomaz Antonio Perez da Silva Meirelles é servidor público federal, administrador, especialização na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: thomaz.meirelles@hotmail.com

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