Opinião

COMPARTILHE

Wilson coloca R$ 3 milhões no bolso do Juticultor

Pedi ao Omar, ao Melo, ao David, ao Amazonino, mas foi Wilson quem pôs fim a esse assunto

Por Thomaz Meirelles

20 Jun 2019, 08h50

Crédito: Divulgação

É muito bom participar de uma campanha eleitoral, ganhar, e acompanhar, de perto, em poucos meses de governo, o que foi planejado ser colocado em prática. Foi o que aconteceu, sexta passada, em Manacapuru, com o pagamento da subvenção ao juticultor. Wilson acabou com a imoral e inaceitável dívida de cinco anos com o juticultor. E tem mais: ação fora de período eleitoral, e o estado passando por grave crise econômica. 

Durante a campanha eleitoral, quando ainda era trabalhada a proposta de governo a ser apresentada à sociedade, e Wilson era apenas uma boa promessa (a onda não havia chegado), lá estava o Petrucio, eu, Luiz Castro, Carlos e Wilson, no Comitê do Vieiralves, debatendo o setor primário, incluindo o resgate da cadeia de malva e juta.

Portanto, fiquei extremamente feliz com o que aconteceu ontem, pois quem acompanha o que escrevo no Jornal do Commerco e no Blog Thomaz Rural, espaços exclusivos do setor agropecuário local, sabe o quanto eu pedia para que o juticultor recebesse os R$ 0,40 por cada kg produzido.

Pedi ao Omar, ao Melo, ao David, ao Amazonino, mas foi Wilson quem pôs fim a esse assunto, em apenas seis meses.

São ações como essa, que cobrei ao longo desses cinco anos, mas sem sucesso, que me fazem acreditar no atual governo. Tá prevalecendo a sensibilidade de um governo em vez da "experiência". Foram injetados na economia do interior o valor de R$ 3.534.678,22 referentes ao pagamento das safras de 2014/2015 até 2017/2018. Dinheiro que vai para o bolso do produtor rural, via ordem bancária. Isso sim é priorizar o setor primário, isso sim é priorizar o produtor rural. Além disso, o atual governo já lançou edital para comprar 40 toneladas de sementes no Pará. É mais uma iniciativa que visa fortalecer essa cadeia produtiva que envia milhões de reais para Bangladesh.

Proximidade da "Compensa"

É fato que há muita coisa por fazer, mas um governo que em seis meses já adota esse procedimento, merece respeito, credibilidade e confiança, pois prioriza uma das cadeias produtivas mais tradicionais do estado, prioriza o bolso do pequeno produtor rural, onde as indústrias da região estão tendo que importar milhares de toneladas de fibras do outro lado do mundo para produzir sacaria. Não tenho nenhuma dúvida que o relacionamento de confiança e proximidade entre o secretário Petrucio e o governador Wilson, e o seu vice, Carlos Almeida, é a razão dessa prioridade ao setor primário, é a razão do início do resgate de conquistas históricas ao setor agropecuário local. Os secretários que antecederam o Petrucio até tentaram essa proximidade com a "Compensa", mas não foram felizes. É importante registrar o empenho da equipe da ADS, atualmente sob o comando do Flávio Antony, na consolidação dos dados para que esse pagamento acontecesse na semana passada. As Unidades Locais do IDAM dos municípios produtores de fibras, hoje sob o comando da Eda Oliva, também tiveram importantíssimo papel nesse levantamento. Soube que ainda tem alguma pendência da safra 2018, fruto da falta de documentação, mas já autorizado o pagamento pelo Wilson quando tudo tiver regularizado. Contudo, é preciso colocar limites, prazos no recebimento dessa documentação, divulgar o nome dos juticultores que foram beneficiados e criar novos critérios de controle a partir da safra 2019. A regional da Conab/AM, que opera a subvenção federal, pode contribuir com sugestões nesse aspecto (controle social), pois já vem adotando procedimentos interessantes.

Mais Avanços

Não tenho nenhuma dúvida que meu amigo Petrucio Magalhães, juntamente com sua equipe do Sistema SEPROR (IDAM, ADAF  e ADS), continuarão colocando em prática tudo que foi planejado e prometido em campanha eleitoral, pois contam com a sensibilidade do Wilson/Carlos com os mais de 300 mil produtores rurais do Amazonas.

O momento econômico, a pesada burocracia da máquina administrativa, e a pequena estrutura de pessoal do Sistema SEPROR (vai melhorar com a convocação dos aprovados nos concursos do IDAM e ADAF) impede que novas conquistas sejam alcançadas numa maior velocidade, mas elas virão, disso não tenho dúvida. Enfim, acompanhei toda essa luta, então, é mais do que justo registrar o empenho da FAEA, OCB, FETAGRI, UFAM/Nusec e o SINDFIBRAS para que esse dia chegasse. Felizmente chegou!

O Cooperativismo está em festa, principalmente a COOPERJUTA e a COOMAPEM.

Parabéns ao governo Wilson Lima por priorizar o SETOR PRIMÁRIO!

Parabéns ao Sistema SEPROR por tão bem defender essa bandeira!

O crescimento do agronegócio familiar e empresarial no Amazonas é irreversível, indispensável e inadiável. O atual governo está abrindo esse caminho....já chega de PIM/ZFM!

*Thomaz Antonio Perez da Silva Meirelles é servidor público federal, administrador, especialização na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: thomaz.meirelles@hotmail.com

 

Veja Também

Artigo

Mentalidade empresarial anacrônica

20 Jun 2019, 09h03