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Cada informação é uma pílula que invade seu cérebro, exigindo uma hiperatenção

Por Alfredo Andrade

10 Jun 2019, 09h20

Crédito: Divulgação

A capacidade de concentração exigida dos estudantes nas décadas de  50, 60 e 70 conduzira todos à realização de seus objetivos. Hoje, é de se indagar porque não conseguem definir metas, lutar pelo sucesso ou visar algo mais restrito, porém com a mesma objetividade? Com certeza, a resposta é uma só: a tecnologia da informação e as oportunidades advindas do próprio mercado estão produzindo mentes dispersas, onde o cérebro não consegue se concentrar no verdadeiro foco; surgindo a indecisão.

Por isso, o computador é hoje a mola propulsora da distração e o cérebro o órgão transformado em receptador de informação que acumula tudo que lhe fora direcionado, fruto da chamada conexão. Não vamos chamar essa conectividade como uma alteração que mais prejudica do que contribui, mas que os comportamentos dos estudantes hoje ferem seus cérebros com uma carga de “informações” estressantes que interferem no “modus vivendi” não há a menor dúvida.

Destarte, várias são as indagações: serão muitos os jovens dispersos? Teremos mais jovens desprovidos de sentimentos? Teremos outros infelizes? Ou todos serão bem mais dispersos que as gerações de 50, 60 e 70? Mas um fato é verdadeiro: Sempre haverá uma capacidade de concentração fruto da constante readaptação do cérebro e, assim, teremos estudantes pouco dispersos, outros bem concentrados e alguns poucos excepcionais que souberam constantemente redirecionar seus métodos de atenção e de concentração, em face dos objetivos perseguidos que tinham único FOCO onde nunca se deixaram influir pelo estresse ou demais estímulos advindos do mundo exterior.

Cada informação é uma pílula que invade seu cérebro, exigindo uma hiperatenção cujo objetivo é conduzir o jovem ao grau máximo da eficiência. Estes, com certeza, saberão controlar a tecnologia, não sendo escravos dela. Saber classificar as tarefas e efetivá-las com sabedoria será algo que conduzirá todos à interação e à superação dos obstáculos; nunca se esquecendo de que somos humanos e como tal cultivar a atenção e o respeito serão também aspectos que conduzirão ao sucesso, pois também integram a boa qualidade de vida.

Muitos dos líderes mundiais de grandes corporações ou até alguns homens públicos de sucesso não nasceram na era digital, mas todos reconheceram a importância de usar bem a atenção, pois esta capacitará os jovens ao mundo, possibilitando que realizem a melhor escolha de seus futuros e venham a ser vencedores no mundo dos negócios.

Jamais poder-se-á permitir que os jovens venham a ser “mendigos emocionais” intoxicados na era digital.

*José Alfredo Andrade é ex- Conselheiro Federal da OAB/AM  nos Triênios 2001/2003 e 2007/2009 - OAB/AM A-29  

 

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