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Vídeos online deixam TV para trás na corrida pelo streaming

Consumo de vídeos online já é maior do que o da televisão, diz pesquisa do YouTube

02 Out 2019, 10h17

Crédito: Divulgação

O YouTube Brandcast é um evento anual produzido pelo YouTube para divulgar dados e novidades da empresa para o mercado. Na edição de 2019, entre as divulgações feitas, o YouTube trouxe dados sobre o consumo de vídeos online no Brasil e novos padrões do comportamento dos usuários brasileiros.

Os dados fazem parte da sexta edição da pesquisa Video Viewers, encomendada pelo Google e realizada pela Provokers. O principal destaque é o crescimento no consumo de vídeos na web. Em cinco anos, esse crescimento foi de 165%. Enquanto isso, o consumo na televisão cresceu apenas 25%.

O estudo mostra também que 9% da população brasileira já não acompanha a programação da TV. Ao mesmo tempo, 95% dos entrevistados costumam ver vídeos online. Dessa forma, o brasileiro já consome mais vídeos online do que na TV. A comparação se tornou tão importante para o YouTube que hoje é realizada em mais de 20 países.

Cauã Taborda, Communication and Public Affairs Manager do Google, na abertura do evento para a imprensa explica que os dados da pesquisa “recordam obviedades do dia a dia”. Isso porque o crescimento do consumo de vídeos online, antes de ser mensurado, é algo perceptível na sociedade.

O que as pessoas veem?

80% dos entrevistados afirma procurar online conteúdos que não encontram na TV. Além disso, os usuários usam o YouTube também para o aprendizado. A pesquisa mostra que seis a cada dez pessoas buscaram melhorias em suas carreiras após ver um vídeo na plataforma.

Os usuários também acham que o YouTube traz informações para ampliar seus conhecimentos e permite que se aprofunde assuntos de seu interesse.

Kevin Allocca, Head of Culture & Trends do YouTube, cita como os próprios usuários tornaram a plataforma plural. No Brasil, diversos canais levantam temas de nichos, mas que impactam muitas pessoas que buscam pelo assunto.

“É justamente por serem nichados que encontram tantos seguidores”, ele explica. Essa é uma das razões para a quantidade de conteúdos diferentes encontrados na plataforma.

“Para os criadores de conteúdo não se trata de criar um nicho, mas de criar um conteúdo que se comunique com quem se identifica com ele e acaba voltando para ver outros no canal”. Isso explica como muitos conteúdos aparentemente pequenos geram grandes repercussões.

E por onde?

Por mais que o consumo do conteúdo tradicional da televisão esteja ficando para trás, muitos usuários ainda usam o aparelho para ver vídeos. Isso porque com as televisões inteligentes e digitais, muitos usuários baixam o aplicativo do YouTube na própria televisão para ver vídeos online.

Segundo a Provokers, houve aumento de 70% no tempo de visualização de vídeos no YouTube em comparação ao ano passado.

Com relação ao share e a qualidade dos vídeos, Taborda mostra um “empate com a Globo”. E isso se manifesta na preferência dos usuários.

Por que o usuário gosta tanto do YouTube?

Segundo a pesquisa, 84% dos entrevistados acham fácil encontrar o que desejam assistir na plataforma. Esse dado pode ser um indicativo mais forte sobre o sucesso da plataforma. Comodidade, rapidez e funcionalidade são características da internet e das inovações tecnológicas.

No que diz respeito aos influenciadores digitais, 60% dos respondentes já consideraram comprar algo após ver um vídeo no YouTube. Ademais, globalmente, 90% responderam que conheceram uma marca nova ou produto através dos vídeos.Taborda explica que o YouTube busca, cada vez mais, “oferecer personalização via algoritmo. A pesquisa mostra que 7 em cada 10 usuários acham que o YouTube acerta nas indicações de conteúdo.

Taborda defende que essa preferência se dá não só pela existência do YouTube em si, mas também devido a melhorias na infraestrutura e no acesso à internet pelos usuários. Isso se manifesta no contexto em que os usuários estão inseridos e também no surgimento de novos players no mercado de vídeos.

Alloca defende ainda que os conteúdos do YouTube não se tornariam tão significativos em mídias tradicionais, justamente por serem considerados estranhos. Ao encontrarem um nicho, no entanto, ganham visibilidade no YouTube. Ademais, “tópicos que podem ser estranhos para alguns, despertam muito interesse em outros”, como os vídeos virais.

No final das contas, conclui Alloca, “é sobre paixão, é sobre criatividade construída por pessoas” para outras pessoas.

YouTube Originals

Durante o evento foi anunciado ainda o mais novo produto em vídeo da plataforma, o YouTube Originals. Tratam-se de seis séries brasileiras que serão disponibilizadas de maneira gratuita pelo YouTube nos próximos meses, lançando a plataforma entre os grandes streamings que já atuam no país.

A primeira série a estrear será protagonizada pelo youtuber Windersson Nunes, na próxima quinta-feira, dia 03 de outubro. Além dela, serão produzidas séries com outros influenciadores e canais de destaque, como Porta dos Fundos, Desimpedidos, Nathalia Arcuri, Manual do Mundo e a produtora Los Bragas.

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