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Venda de veículos reage em julho no Amazonas, diz Fenabrave

Por Marco Dassori

08 Ago 2019, 08h35

Crédito: Divulgação

Depois da desaceleração registrada no semestre, a venda de veículos automotores no Amazonas reagiu na passagem de junho para julho, mas o índice de crescimento mensal ficou abaixo da média nacional. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6), pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

O total de veículos vendidos no Estado em julho (4.852 unidades) ficou 6,40% acima do quantitativo apresentado em junho de 2019 (4.560) e 29,66% acima do número registrado em julho do ano passado (3.742). Em sete meses, o quantitativo passou de 26.231 (2018) para 30.208 (2019), e acumulou alta de 15,16%. 

As vendas levam em conta todos os tipos e veículos: automóveis convencionais, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas. O incremento mensal do Amazonas foi menos intenso do que o do Brasil (+10,42%). Mas, o percentual de crescimento em relação a junho do ano passado venceu com folga o desempenho nacional (+13,94%). Em menor proporção, o mesmo pode ser dito do acumulado, já que a alta do país não passou de 13,52%. 

Das sete categorias listadas pela Fenabrave, apenas duas registraram retração entre junho e julho: caminhões (-27,38%) e implementos rodoviários (-41,30%). No confronto com julho de 2018, o único dado negativo veio de comerciais leves (-3,07%). No acumulado, todos os segmentos se seguraram no azul. Os melhores desempenhos nas três comparações vieram, respectivamente, de ônibus (+76,19%) e implementos rodoviários (+575% e +202,86%).

A categoria de automóveis convencionais teve o maior número absoluto das vendas em julho (2.402) e no acumulado (18.102), embora sua fatia no bolo tenha voltado a cair entre um ano e outro. As motocicletas (1.618) vieram em segundo lugar – 1.738 em julho e 11.159 em sete meses – e aumentaram sua participação. Os ônibus ficaram em último lugar, tanto no mês passado (18 unidades), quanto no acumulado (115).

Dias úteis 

O Jornal do Commercio tentou ouvir o presidente do Sincodiv-AM (Sindicato das Concessionárias e Distribuidoras de Veículos do Amazonas), João dos Santos Braga Neto, mas foi informado que o dirigente não poderia falar, pois estava em um evento na cidade de São Paulo.

Em depoimento anterior, o conselheiro fiscal da entidade, Ramses Leão, já havia previsto um desempenho melhor para as vendas em julho, dado o maior número de dias úteis (25) em relação a junho. A estimativa do dirigente era que a soma de automóveis convencionais e comerciais leves batesse nos 3.000, e os números chegaram perto disso (2.971 unidades).

Leão, que também é diretor do grupo Braga Veículos, estimou que as vendas devem se manter aquecidas ao longo do segundo semestre, levando as concessionarias de veículos do Amazonas a encerrarem o ano com alta de 8% a 10% em relação aos números de 2018. 

Usados e seminovos

Os números foram positivos tanto para o segmento de automóveis zero quilometro, quanto para os usados e seminovos. Na empresa Daniel Veículos, que trabalha com as três categorias, as vendas subiram 20% na passagem de junho para julho e quase 50 em relação a julho de 2018.

“A expectativa é que o segundo semestre seja ainda mais aquecido que o primeiro, devido à queda dos juros dos financiamentos bancários e à diminuição do desemprego”, comemorou o diretor administrativo da Daniel Veículos, Yuri Barbosa.

Venda direta

Em âmbito nacional, a venda total de veículos avançou 10,42% entre junho e junho e 13,94% sobre julho de 2018, ao totalizar 349.460 unidades no mês passado. No acumulado, houve expansão de 13,52%, de 1.998.230 (2018) para 2.268.476 (2019) veículos.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr, a alta está diretamente atrelada aos dias úteis de vendas. “Julho teve quatro dias úteis a mais do que junho, o que refletiu, positivamente, nos volumes, em dias corridos. Contudo, as vendas diárias presentaram queda de 9,1%, passando de 15.960 unidades/dia, em junho, para 14.509 unidades/dia em julho”, alertou o dirigente, em texto distribuído pela assessoria da entidade.

De acordo com o presidente da Fenabrave, as vendas diretas para outras empresas (locadoras, por exemplo) ainda influenciam mais no resultado do que as do showroom. “De janeiro a julho, as vendas diretas representaram 45,11% dos emplacamentos de automóveis e comerciais leves, contra 40,93% no mesmo período de 2018. Quando falamos em volumes, o varejo cresceu 3,57% nesse período, enquanto as vendas diretas avançaram 21,36%”, encerrou.

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